Confrontos entre Israel e Hezbollah aumentam; negociações de paz no Oriente Médio não saem do impasse

Escrito em 28/04/2026


Alemanha diz que Irã humilha EUA nas negociações de paz Os confrontos entre Israel e o Hezbollah aumentaram nos últimos dias, e as negociações de paz no Oriente Médio não saem do impasse. Mesmo com o cessar-fogo, Israel fez novos bombardeios no sul do Líbano e também expandiu a área de atuação para o leste do território libanês. O acordo, mediado pelos Estados Unidos, diz que Israel tem o direito de responder a ataques e ameaças do grupo Hezbollah, financiado pelo Irã. O acordo reduziu a intensidade dos combates, mas não conseguiu interromper completamente a violência. Desde o início da guerra, em março, mais de 2,5 mil pessoas morreram no Líbano em ataques de Israel. Do lado israelense, ataques do Hezbollah mataram dois civis e 16 soldados. Moradores do sul começam a voltar para áreas devastadas. Muitos encontram casas destruídas e evitam ficar, com medo dos novos ataques. Nas áreas rurais, a guerra também comprometeu a produção de alimentos. Agricultores dizem que perderam a colheita por causa dos bombardeios e do deslocamento da população. Mais de 1 milhão de pessoas foram obrigadas a deixar suas casas desde o início da guerra. Na Rússia, o presidente Vladimir Putin recebeu o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araqchi. Um encontro que reforça a aliança entre Moscou e Teerã. Putin tenta se colocar como interlocutor na crise, ao mesmo tempo em que mantém apoio ao Irã. “Faremos tudo o que estiver ao nosso alcance para que a paz seja alcançada o mais rápido possível”, disse Putin. O chanceler iraniano agradeceu o apoio e disse que o Irã segue contando com aliados. Confrontos entre Israel e Hezbollah aumentam; negociações de paz no Oriente Médio não saem do impasse Jornal Nacional/ Reprodução Na Europa, as críticas à condução da guerra pelos Estados Unidos ganham força. Na Alemanha, o primeiro-ministro Friedrich Merz disse que em conflitos como esse, não basta entrar, é preciso saber como sair: “Vimos isso no Afeganistão por 20 anos, vimos no Iraque. Os iranianos negociam com muita habilidade, ou, melhor dizendo, sabendo quando não negociar. Os Estados Unidos chegam às conversas e saem sem resultado. Uma nação inteira está sendo humilhada pela liderança iraniana, especialmente pela Guarda Revolucionária”, disse Merz. O primeiro-ministro concluiu dizendo que essa guerra está custando caro para a economia alemã e que precisa terminar o mais rápido possível. A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, descartou suavizar as sanções contra o Irã: “Ainda é cedo para retirar as sanções. É preciso uma mudança fundamental no Irã”. A grande a expectativa na Europa pela resposta do governo dos Estados Unidos à nova proposta de paz apresentada pelo Irã. A Casa Branca confirmou que o presidente Donald Trump, nesta segunda-feira (27), discutiu o texto com a sua equipe. Segundo a imprensa americana, os iranianos propõem a reabertura do Estreito de Ormuz e o adiamento das negociações nucleares. Ainda não há uma resposta concreta e o impasse mantém aberta a crise. LEIA TAMBÉM Hezbollah afirma que vai adotar táticas de guerra dos anos 1980 e 'ativar grupos suicidas' no Líbano, diz jornal Cessar-fogo entre Israel e Líbano é prorrogado por 3 semanas