Bombeiros encontram corpo de criança desaparecida após desabamento de prédio em SP A Polícia Civil prendeu neste domingo (13) Ronaldo Vivacqua, apontado pela investigação como sócio oculto de uma das empresas responsáveis pela obra do prédio que desabou sobre uma casa e matou seis pessoas na Penha, Zona Leste de São Paulo. A Justiça decretou a prisão temporária de três investigados ligados à construção. Além de Ronaldo, são alvos Cristiano Vivacqua, filho dele e apontado pela polícia como autor do projeto e engenheiro responsável pela execução da obra, e Isis Brandão, que aparece formalmente como proprietária da empresa. Cristiano e Isis são considerados foragidos. Segundo a Polícia Civil, Ronaldo não aparece formalmente nos documentos das duas empresas apontadas como responsáveis pela obra. Os investigadores afirmam, porém, que depoimentos de testemunhas e documentos antigos indicam que ele atuava na administração da empresa e participava efetivamente da obra. “Nós descobrimos que ele, na realidade, é um sócio oculto”, afirmou a delegada Safira Borges Moreira Parente. A polícia afirma que testemunhas relataram que Ronaldo “agia, administrava e geria e participava efetivamente da obra”. A participação de cada um dos três investigados ainda será individualizada durante o inquérito. Segundo a Polícia Civil, Ronaldo Vivacqua negou, em oitiva preliminar, ter envolvimento com a construtora responsável pela obra. A polícia informou ainda que o pedido de prisão temporária dos investigados foi fundamentado no fato de eles não terem se apresentado às autoridades desde o início das investigações. O advogado das empresas ligadas à obra afirmou que Ronaldo Vivacqua não exercia função de direção na construtora e negou que ele fosse sócio oculto, como apontou a Polícia Civil. Segundo a defesa, Ronaldo apenas acompanhava o filho, Cristiano Vivacqua, responsável técnico pela obra. A defesa considera “prematura” a decretação das prisões temporárias e informou que pretende pedir a revogação da prisão de Ronaldo. Polícia diz que investigados não foram encontrados após desabamento Segundo Antônio José Pereira, delegado seccional de Itaquera, policiais tentaram localizar o proprietário da empresa e o engenheiro responsável logo após o desabamento, mas não conseguiram. Pereira afirmou que os responsáveis não atenderam às tentativas de contato e não compareceram ao local. A ausência dos investigados levou a Polícia Civil a pedir as prisões temporárias. A delegada Safira afirmou que equipes também foram aos endereços das empresas encontrados em documentos administrativos e registros da Junta Comercial do Estado de São Paulo (Jucesp), mas não localizaram os responsáveis. Segundo ela, os investigadores identificaram indícios de uma “tentativa de ocultação”, elemento que também foi apresentado à Justiça no pedido das prisões temporárias. Polícia apura se responsáveis sabiam de problemas antes do desabamento A Polícia Civil também investiga se os responsáveis pela construção tinham conhecimento de problemas de estabilidade antes do desabamento. Segundo Safira, vizinhos procuraram espontaneamente os investigadores após o acidente e disseram que a casa atingida já apresentava rachaduras. Um homem que tinha familiares na residência contou à polícia que tentava entrar em contato com a pessoa de quem havia alugado o imóvel para relatar as rachaduras e entender o que estava acontecendo, mas não teria conseguido solucionar o problema. A polícia ressalta que ainda não determinou a causa do desabamento. A conclusão dependerá, entre outras provas, do laudo pericial de engenharia da Polícia Científica. Segundo uma das delegadas responsáveis pelo caso, a investigação trabalha com a possibilidade de que o acidente não tenha sido um acontecimento totalmente imprevisível. “Começamos a investigar a possibilidade de ele ter sido não totalmente um fato imprevisível, e sim algo que os responsáveis poderiam ter tido conhecimento, da instabilidade daquela edificação.” Polícia diz que exigência de demolição foi descumprida Outro ponto investigado é o histórico de irregularidades da construção. Segundo os delegados, o alvará concedido para uma nova edificação estava condicionado à demolição da estrutura que já existia no terreno. A Polícia Civil afirma que essa condição não foi cumprida. Quando a autorização foi concedida, segundo a polícia, a estrutura existente tinha cerca de cinco ou seis andares. Naquele momento, já havia uma ação judicial movida pela Prefeitura pedindo sua demolição. A autorização para a nova construção estabelecia que a edificação anterior deveria ser derrubada antes da continuidade do novo projeto. A própria Prefeitura abriu, após o acidente, uma investigação na Controladoria Geral do Município (CGM). Segundo as apurações preliminares da administração municipal, a demolição exigida não teria sido realizada, apesar de uma vistoria de fevereiro de 2024 ter registrado que a determinação havia sido cumprida. A servidora responsável pelo laudo foi afastada inicialmente por 30 dias. Desabamento de prédio na Penha, Zona Leste de SP TV Globo Seis pessoas morreram O prédio em construção desabou na madrugada de sábado (12), na Rua Tequici, e atingiu uma casa vizinha. Oito pessoas que estavam no imóvel foram atingidas. Duas foram resgatadas com vida e seis morreram — três mulheres, dois homens e uma menina de 7 anos. O corpo da menina, última vítima que permanecia desaparecida, foi encontrado na tarde deste domingo. Com a localização, os bombeiros encerraram o trabalho emergencial de buscas. O que diz a construtora A New Home Construtora informou anteriormente que abriu uma investigação interna para apurar o desabamento e afirmou que ainda não existem elementos suficientes para determinar sua causa. A construtora afirmou ainda que não se exime de eventual responsabilidade que venha a ser apontada pelas investigações, que está prestando apoio às famílias afetadas e que dará os esclarecimentos necessários às autoridades. O advogado das empresas ligadas à obra afirmou que Ronaldo Vivacqua não exercia função de direção na construtora e negou que ele fosse sócio oculto, como apontou a Polícia Civil. Segundo a defesa, Ronaldo apenas acompanhava o filho, Cristiano Vivacqua, responsável técnico pela obra. A defesa considera “prematura” a decretação das prisões temporárias e informou que pretende pedir a revogação da prisão de Ronaldo. A defesa também negou que os responsáveis estejam tentando se esconder das autoridades. Segundo ele, Cristiano e Isis Brandão estão no estado de São Paulo e devem se apresentar espontaneamente à polícia nos próximos dias. A defesa afirmou ainda que outro advogado procurou a delegacia no sábado e que um responsável pela obra esteve no local do desabamento. Sobre as irregularidades apontadas pela polícia e pela Prefeitura, a defesa sustentou que a obra estava regular. O advogado reconheceu que houve uma ação judicial pedindo a demolição da construção, mas afirmou que uma decisão posterior, de 6 de março de 2025, reverteu a determinação após uma vistoria da Prefeitura. Segundo ele, esses documentos serão apresentados no inquérito. Questionado sobre relatos de rachaduras nas casas vizinhas, o advogado reconheceu que houve registros de fissuras, mas afirmou que havia outra obra sendo realizada nos fundos do terreno e indicou que a perícia deverá determinar a origem dos danos e a causa do desabamento. A defesa também afirmou que a construção estava parada anteriormente por “questões financeiras dos sócios”. Por fim, o advogado disse que as empresas pretendem prestar apoio às famílias das seis pessoas que morreram e aos sobreviventes hospitalizados, inclusive com auxílio para realocação. Ele afirmou que as empresas estão à disposição para fornecer documentos e defendeu que somente as perícias poderão determinar as responsabilidades pelo desabamento.
Polícia prende homem apontado como sócio oculto de empresa responsável por prédio que desabou e matou 6 em SP
Escrito em 13/09/2026
Bombeiros encontram corpo de criança desaparecida após desabamento de prédio em SP A Polícia Civil prendeu neste domingo (13) Ronaldo Vivacqua, apontado pela investigação como sócio oculto de uma das empresas responsáveis pela obra do prédio que desabou sobre uma casa e matou seis pessoas na Penha, Zona Leste de São Paulo. A Justiça decretou a prisão temporária de três investigados ligados à construção. Além de Ronaldo, são alvos Cristiano Vivacqua, filho dele e apontado pela polícia como autor do projeto e engenheiro responsável pela execução da obra, e Isis Brandão, que aparece formalmente como proprietária da empresa. Cristiano e Isis são considerados foragidos. Segundo a Polícia Civil, Ronaldo não aparece formalmente nos documentos das duas empresas apontadas como responsáveis pela obra. Os investigadores afirmam, porém, que depoimentos de testemunhas e documentos antigos indicam que ele atuava na administração da empresa e participava efetivamente da obra. “Nós descobrimos que ele, na realidade, é um sócio oculto”, afirmou a delegada Safira Borges Moreira Parente. A polícia afirma que testemunhas relataram que Ronaldo “agia, administrava e geria e participava efetivamente da obra”. A participação de cada um dos três investigados ainda será individualizada durante o inquérito. Segundo a Polícia Civil, Ronaldo Vivacqua negou, em oitiva preliminar, ter envolvimento com a construtora responsável pela obra. A polícia informou ainda que o pedido de prisão temporária dos investigados foi fundamentado no fato de eles não terem se apresentado às autoridades desde o início das investigações. O advogado das empresas ligadas à obra afirmou que Ronaldo Vivacqua não exercia função de direção na construtora e negou que ele fosse sócio oculto, como apontou a Polícia Civil. Segundo a defesa, Ronaldo apenas acompanhava o filho, Cristiano Vivacqua, responsável técnico pela obra. A defesa considera “prematura” a decretação das prisões temporárias e informou que pretende pedir a revogação da prisão de Ronaldo. Polícia diz que investigados não foram encontrados após desabamento Segundo Antônio José Pereira, delegado seccional de Itaquera, policiais tentaram localizar o proprietário da empresa e o engenheiro responsável logo após o desabamento, mas não conseguiram. Pereira afirmou que os responsáveis não atenderam às tentativas de contato e não compareceram ao local. A ausência dos investigados levou a Polícia Civil a pedir as prisões temporárias. A delegada Safira afirmou que equipes também foram aos endereços das empresas encontrados em documentos administrativos e registros da Junta Comercial do Estado de São Paulo (Jucesp), mas não localizaram os responsáveis. Segundo ela, os investigadores identificaram indícios de uma “tentativa de ocultação”, elemento que também foi apresentado à Justiça no pedido das prisões temporárias. Polícia apura se responsáveis sabiam de problemas antes do desabamento A Polícia Civil também investiga se os responsáveis pela construção tinham conhecimento de problemas de estabilidade antes do desabamento. Segundo Safira, vizinhos procuraram espontaneamente os investigadores após o acidente e disseram que a casa atingida já apresentava rachaduras. Um homem que tinha familiares na residência contou à polícia que tentava entrar em contato com a pessoa de quem havia alugado o imóvel para relatar as rachaduras e entender o que estava acontecendo, mas não teria conseguido solucionar o problema. A polícia ressalta que ainda não determinou a causa do desabamento. A conclusão dependerá, entre outras provas, do laudo pericial de engenharia da Polícia Científica. Segundo uma das delegadas responsáveis pelo caso, a investigação trabalha com a possibilidade de que o acidente não tenha sido um acontecimento totalmente imprevisível. “Começamos a investigar a possibilidade de ele ter sido não totalmente um fato imprevisível, e sim algo que os responsáveis poderiam ter tido conhecimento, da instabilidade daquela edificação.” Polícia diz que exigência de demolição foi descumprida Outro ponto investigado é o histórico de irregularidades da construção. Segundo os delegados, o alvará concedido para uma nova edificação estava condicionado à demolição da estrutura que já existia no terreno. A Polícia Civil afirma que essa condição não foi cumprida. Quando a autorização foi concedida, segundo a polícia, a estrutura existente tinha cerca de cinco ou seis andares. Naquele momento, já havia uma ação judicial movida pela Prefeitura pedindo sua demolição. A autorização para a nova construção estabelecia que a edificação anterior deveria ser derrubada antes da continuidade do novo projeto. A própria Prefeitura abriu, após o acidente, uma investigação na Controladoria Geral do Município (CGM). Segundo as apurações preliminares da administração municipal, a demolição exigida não teria sido realizada, apesar de uma vistoria de fevereiro de 2024 ter registrado que a determinação havia sido cumprida. A servidora responsável pelo laudo foi afastada inicialmente por 30 dias. Desabamento de prédio na Penha, Zona Leste de SP TV Globo Seis pessoas morreram O prédio em construção desabou na madrugada de sábado (12), na Rua Tequici, e atingiu uma casa vizinha. Oito pessoas que estavam no imóvel foram atingidas. Duas foram resgatadas com vida e seis morreram — três mulheres, dois homens e uma menina de 7 anos. O corpo da menina, última vítima que permanecia desaparecida, foi encontrado na tarde deste domingo. Com a localização, os bombeiros encerraram o trabalho emergencial de buscas. O que diz a construtora A New Home Construtora informou anteriormente que abriu uma investigação interna para apurar o desabamento e afirmou que ainda não existem elementos suficientes para determinar sua causa. A construtora afirmou ainda que não se exime de eventual responsabilidade que venha a ser apontada pelas investigações, que está prestando apoio às famílias afetadas e que dará os esclarecimentos necessários às autoridades. O advogado das empresas ligadas à obra afirmou que Ronaldo Vivacqua não exercia função de direção na construtora e negou que ele fosse sócio oculto, como apontou a Polícia Civil. Segundo a defesa, Ronaldo apenas acompanhava o filho, Cristiano Vivacqua, responsável técnico pela obra. A defesa considera “prematura” a decretação das prisões temporárias e informou que pretende pedir a revogação da prisão de Ronaldo. A defesa também negou que os responsáveis estejam tentando se esconder das autoridades. Segundo ele, Cristiano e Isis Brandão estão no estado de São Paulo e devem se apresentar espontaneamente à polícia nos próximos dias. A defesa afirmou ainda que outro advogado procurou a delegacia no sábado e que um responsável pela obra esteve no local do desabamento. Sobre as irregularidades apontadas pela polícia e pela Prefeitura, a defesa sustentou que a obra estava regular. O advogado reconheceu que houve uma ação judicial pedindo a demolição da construção, mas afirmou que uma decisão posterior, de 6 de março de 2025, reverteu a determinação após uma vistoria da Prefeitura. Segundo ele, esses documentos serão apresentados no inquérito. Questionado sobre relatos de rachaduras nas casas vizinhas, o advogado reconheceu que houve registros de fissuras, mas afirmou que havia outra obra sendo realizada nos fundos do terreno e indicou que a perícia deverá determinar a origem dos danos e a causa do desabamento. A defesa também afirmou que a construção estava parada anteriormente por “questões financeiras dos sócios”. Por fim, o advogado disse que as empresas pretendem prestar apoio às famílias das seis pessoas que morreram e aos sobreviventes hospitalizados, inclusive com auxílio para realocação. Ele afirmou que as empresas estão à disposição para fornecer documentos e defendeu que somente as perícias poderão determinar as responsabilidades pelo desabamento.

