Casal realiza sonho da paternidade com barriga solidária Um juiz e um procurador legislativo de São José do Rio Preto (SP) realizaram o sonho da paternidade por meio da barriga solidária. O casal recorreu a uma amiga da família para gerar a filha Marina, que nasceu em março deste ano após o processo de fertilização in vitro. Durante anos, o juiz Marcel de Ávila Soares Marques, de 42 anos, e o procurador João Paulo Lefundes Coelho, de 40, sonharam com o momento em que ouviriam a palavra “papai”. Neste domingo (9), Dia dos Pais, pela primeira vez, o casal celebra a data ao lado da filha Marina. 📲 Participe do canal do g1 Rio Preto e Araçatuba no WhatsApp Marina nasceu no Hospital da Criança e Maternidade (HCM) de São José do Rio Preto após cerca de três horas de trabalho de parto natural. A bebê veio ao mundo com 50 centímetros, 3,190 quilos e em excelentes condições clínicas. Amiga gera bebê por barriga solidária e realiza sonho da paternidade de casal em Rio Preto “É a celebração de um sonho que levou anos para acontecer. Para nós, ser pai vai muito além dos laços biológicos. É cuidar, proteger, educar, acolher, estar presente e amar incondicionalmente. A mudança foi tão profunda que, sinceramente, já nem conseguimos lembrar como era a nossa vida antes da chegada dela e, mais do que isso, não sentimos a menor saudade”, comenta o casal. O desejo pela paternidade nasceu junto com o relacionamento, que completa 13 anos neste ano, uma vez que iniciou em 2013. Após se mudarem para Rio Preto e conquistarem estabilidade profissional, decidiram concretizar os planos. A possibilidade da barriga solidária surgiu durante uma conversa com a amiga Talita Miranda, de 39 anos, doula, educadora perinatal, casada e mãe de dois filhos. O convite nunca precisou ser feito. Assim que soube do desejo dos amigos de terem um filho, Talita se ofereceu para gerar o bebê. A menina nasceu por meio da gestação por substituição, conhecida como barriga solidária. Para que Marina carregasse o material genético da família, o casal recorreu à fertilização in vitro. 👶🔍 A chamada barriga solidária, ou cessão temporária de útero, é regulamentada no Brasil por normas do Conselho Federal de Medicina (CFM). O procedimento é permitido quando há uma condição médica que impeça ou contraindique a gestação pela pessoa que pretende ter o filho. A cessão temporária do útero não pode ter caráter lucrativo ou comercial. Antes do procedimento, todos os envolvidos passaram por avaliações médicas e psicológicas. Além do casal e da gestante, a doadora dos óvulos, que é prima de João Paulo, também participou das etapas exigidas para garantir que o processo ocorresse dentro dos critérios éticos e de segurança previstos pelo CFM. “Não foi uma decisão impulsiva. Foram muitas conversas, reflexões e planejamento, sempre com a certeza de que todos estavam movidos pelo mesmo sentimento: o desejo de tornar possível a chegada da Marina por meio de um enorme gesto de amor e generosidade”, pontua o casal. Marina, filha do juiz Marcel de Ávila Soares (à esquerda) e do procurador João Paulo Lefundes Coelho (à direita), nasceu após ser gerada por Talita Miranda (ao centro) Aline Francesco/Divulgação Marcel de Ávila Soares Marques (à esquerda), João Paulo Lefundes Coelho (à direita) e Talita Miranda (ao centro) Larissa Acuna/Divulgação 👬 Do namoro à paternidade A história dos pais começou muito antes da chegada da filha. Os dois se conheceram durante uma viagem de Marcel à Bahia, onde prestava concursos públicos. O relacionamento começou à distância: Marcel morava em Porto Alegre (RS) e João Paulo em Salvador (BA). A mudança definitiva do casal para São José do Rio Preto, em 2016, marcou o início da vida a dois e também das primeiras conversas sobre aumentar a família. "À medida que nossa relação se fortalecia, aumentava também a vontade de compartilhar esse amor com um filho. Percebemos que tínhamos construído um ambiente de afeto, estabilidade e cumplicidade e que estávamos prontos para viver a experiência mais transformadora das nossas vidas. O sonho de ter filhos deixou de ser apenas um plano para o futuro e passou a ser um verdadeiro projeto de vida”, conta o casal. Em 2020, a chegada de Tião, o cachorro da família, reforçou a certeza de que queriam ser pais. O cuidado diário com o animal, ainda de outras formas, fez o casal perceber que estava preparado para dar um passo maior. Depois de pesquisar diferentes possibilidades para casais homoafetivos, Marcel e João Paulo decidiram seguir pelo caminho da gestação com a barriga solidária. “Sempre tivemos muita tranquilidade em relação a essa escolha, porque o nosso maior desejo era viver a experiência da chegada de um filho cercado de amor desde o primeiro momento”, afirma o casal. LEIA MAIS 'RECOMPENSADOR': Casal da Paraíba viaja mais de 2 mil km para montar mosaicos de bandeirinhas no Festival do Folclore 'AGRADECER': Fiel carrega imagem de Jesus Cristo nas costas durante romaria a pé até Santuário dos Castores O casal conta que cada ultrassom foi vivido como um marco da gestação. Ouvir os batimentos cardíacos de Marina pela primeira vez, acompanhar o desenvolvimento da bebê e descobrir cada nova etapa da gravidez fizeram com que o sonho da paternidade se tornasse cada vez mais real. Desde o nascimento, a rotina mudou completamente: vieram as noites mal dormidas, as mamadeiras, as fraldas e a adaptação à nova vida, mas também uma felicidade que, segundo eles, transformou a casa. “O nascimento da Marina foi, sem dúvida, o dia mais emocionante das nossas vidas. Quando a pegamos no colo pela primeira vez, o tempo pareceu parar. Era como se tudo o que vivemos até ali finalmente encontrasse sentido. A Marina transformou a nossa casa, fortaleceu ainda mais a nossa união e nos ensinou que o amor realmente pode crescer todos os dias”, celebra o casal. João Paulo Lefundes (à esquerda) e o marido Marcel de Ávila (à direita) com a filha do casal, Marina, e o cachorro Tião Reprodução/Instagram 🤰 Caminho até a gravidez Talita conta que decidiu ser a barriga solidária porque a experiência de gestar os dois filhos, atualmente com 13 e 10 anos, foi a mais marcante da vida dela. Como trabalha com saúde reprodutiva e atua como doula, Talita afirmou que sentia saudade da gestação e do parto, mas acreditava que a própria família já estava completa. “Foi a experiência mais gostosa e extraordinária que vivi enquanto mulher. Eu tinha saudade de gestar e parir. Porém, eu sentia que minha família já estava completa”, comenta a doula. Por isso, viu na possibilidade de gerar a filha dos amigos uma forma de reviver esse processo e, ao mesmo tempo, ajudá-los a realizar o sonho da paternidade. Pais acompanham nascimento de Marina, gerada por Talita por meio da barriga solidária, em Rio Preto (SP) Aline Francesco/Divulgação A decisão recebeu apoio do marido e dos filhos. Apesar da decisão parecer simples, o caminho até a gravidez foi longo e o acompanhamento foi feito por uma clínica especializada em reprodução humana, em Ribeirão Preto (SP). “Todos sabiam que eu tinha vontade de engravidar de novo. Eu me senti honrada e privilegiada de ter condições físicas, emocionais e informacionais de viver esse processo de maneira saudável, afetuosa e consciente”, afirma Talita. O parto aconteceu de forma natural e durou menos de três horas. Talita foi quem cortou o cordão umbilical. Logo em seguida, Marina foi acolhida nos braços dos dois pais. Além de gerar Marina, Talita também decidiu doar o leite materno para alimentar a bebê nos primeiros dias de vida. Até o oitavo dia após o nascimento, ela havia enviado cerca de sete litros de leite ao casal, garantindo que a menina recebesse os benefícios nutricionais e imunológicos do alimento. Depois do nascimento, as famílias continuam se encontrando para almoços, passeios e encontros. Para Talita, acompanhar o crescimento da menina é a confirmação de que fez a escolha certa. Marina nasceu após ser gerada por meio da barriga solidária em Rio Preto (SP) Reprodução/Instagram Initial plugin text Veja mais notícias da região no g1 Rio Preto e Araçatuba VÍDEOS: confira as reportagens da TV TEM
Juiz e procurador realizam sonho da paternidade com barriga solidária e celebram 1º Dia dos Pais com a filha: 'Experiência transformadora'
Escrito em 09/08/2026
Casal realiza sonho da paternidade com barriga solidária Um juiz e um procurador legislativo de São José do Rio Preto (SP) realizaram o sonho da paternidade por meio da barriga solidária. O casal recorreu a uma amiga da família para gerar a filha Marina, que nasceu em março deste ano após o processo de fertilização in vitro. Durante anos, o juiz Marcel de Ávila Soares Marques, de 42 anos, e o procurador João Paulo Lefundes Coelho, de 40, sonharam com o momento em que ouviriam a palavra “papai”. Neste domingo (9), Dia dos Pais, pela primeira vez, o casal celebra a data ao lado da filha Marina. 📲 Participe do canal do g1 Rio Preto e Araçatuba no WhatsApp Marina nasceu no Hospital da Criança e Maternidade (HCM) de São José do Rio Preto após cerca de três horas de trabalho de parto natural. A bebê veio ao mundo com 50 centímetros, 3,190 quilos e em excelentes condições clínicas. Amiga gera bebê por barriga solidária e realiza sonho da paternidade de casal em Rio Preto “É a celebração de um sonho que levou anos para acontecer. Para nós, ser pai vai muito além dos laços biológicos. É cuidar, proteger, educar, acolher, estar presente e amar incondicionalmente. A mudança foi tão profunda que, sinceramente, já nem conseguimos lembrar como era a nossa vida antes da chegada dela e, mais do que isso, não sentimos a menor saudade”, comenta o casal. O desejo pela paternidade nasceu junto com o relacionamento, que completa 13 anos neste ano, uma vez que iniciou em 2013. Após se mudarem para Rio Preto e conquistarem estabilidade profissional, decidiram concretizar os planos. A possibilidade da barriga solidária surgiu durante uma conversa com a amiga Talita Miranda, de 39 anos, doula, educadora perinatal, casada e mãe de dois filhos. O convite nunca precisou ser feito. Assim que soube do desejo dos amigos de terem um filho, Talita se ofereceu para gerar o bebê. A menina nasceu por meio da gestação por substituição, conhecida como barriga solidária. Para que Marina carregasse o material genético da família, o casal recorreu à fertilização in vitro. 👶🔍 A chamada barriga solidária, ou cessão temporária de útero, é regulamentada no Brasil por normas do Conselho Federal de Medicina (CFM). O procedimento é permitido quando há uma condição médica que impeça ou contraindique a gestação pela pessoa que pretende ter o filho. A cessão temporária do útero não pode ter caráter lucrativo ou comercial. Antes do procedimento, todos os envolvidos passaram por avaliações médicas e psicológicas. Além do casal e da gestante, a doadora dos óvulos, que é prima de João Paulo, também participou das etapas exigidas para garantir que o processo ocorresse dentro dos critérios éticos e de segurança previstos pelo CFM. “Não foi uma decisão impulsiva. Foram muitas conversas, reflexões e planejamento, sempre com a certeza de que todos estavam movidos pelo mesmo sentimento: o desejo de tornar possível a chegada da Marina por meio de um enorme gesto de amor e generosidade”, pontua o casal. Marina, filha do juiz Marcel de Ávila Soares (à esquerda) e do procurador João Paulo Lefundes Coelho (à direita), nasceu após ser gerada por Talita Miranda (ao centro) Aline Francesco/Divulgação Marcel de Ávila Soares Marques (à esquerda), João Paulo Lefundes Coelho (à direita) e Talita Miranda (ao centro) Larissa Acuna/Divulgação 👬 Do namoro à paternidade A história dos pais começou muito antes da chegada da filha. Os dois se conheceram durante uma viagem de Marcel à Bahia, onde prestava concursos públicos. O relacionamento começou à distância: Marcel morava em Porto Alegre (RS) e João Paulo em Salvador (BA). A mudança definitiva do casal para São José do Rio Preto, em 2016, marcou o início da vida a dois e também das primeiras conversas sobre aumentar a família. "À medida que nossa relação se fortalecia, aumentava também a vontade de compartilhar esse amor com um filho. Percebemos que tínhamos construído um ambiente de afeto, estabilidade e cumplicidade e que estávamos prontos para viver a experiência mais transformadora das nossas vidas. O sonho de ter filhos deixou de ser apenas um plano para o futuro e passou a ser um verdadeiro projeto de vida”, conta o casal. Em 2020, a chegada de Tião, o cachorro da família, reforçou a certeza de que queriam ser pais. O cuidado diário com o animal, ainda de outras formas, fez o casal perceber que estava preparado para dar um passo maior. Depois de pesquisar diferentes possibilidades para casais homoafetivos, Marcel e João Paulo decidiram seguir pelo caminho da gestação com a barriga solidária. “Sempre tivemos muita tranquilidade em relação a essa escolha, porque o nosso maior desejo era viver a experiência da chegada de um filho cercado de amor desde o primeiro momento”, afirma o casal. LEIA MAIS 'RECOMPENSADOR': Casal da Paraíba viaja mais de 2 mil km para montar mosaicos de bandeirinhas no Festival do Folclore 'AGRADECER': Fiel carrega imagem de Jesus Cristo nas costas durante romaria a pé até Santuário dos Castores O casal conta que cada ultrassom foi vivido como um marco da gestação. Ouvir os batimentos cardíacos de Marina pela primeira vez, acompanhar o desenvolvimento da bebê e descobrir cada nova etapa da gravidez fizeram com que o sonho da paternidade se tornasse cada vez mais real. Desde o nascimento, a rotina mudou completamente: vieram as noites mal dormidas, as mamadeiras, as fraldas e a adaptação à nova vida, mas também uma felicidade que, segundo eles, transformou a casa. “O nascimento da Marina foi, sem dúvida, o dia mais emocionante das nossas vidas. Quando a pegamos no colo pela primeira vez, o tempo pareceu parar. Era como se tudo o que vivemos até ali finalmente encontrasse sentido. A Marina transformou a nossa casa, fortaleceu ainda mais a nossa união e nos ensinou que o amor realmente pode crescer todos os dias”, celebra o casal. João Paulo Lefundes (à esquerda) e o marido Marcel de Ávila (à direita) com a filha do casal, Marina, e o cachorro Tião Reprodução/Instagram 🤰 Caminho até a gravidez Talita conta que decidiu ser a barriga solidária porque a experiência de gestar os dois filhos, atualmente com 13 e 10 anos, foi a mais marcante da vida dela. Como trabalha com saúde reprodutiva e atua como doula, Talita afirmou que sentia saudade da gestação e do parto, mas acreditava que a própria família já estava completa. “Foi a experiência mais gostosa e extraordinária que vivi enquanto mulher. Eu tinha saudade de gestar e parir. Porém, eu sentia que minha família já estava completa”, comenta a doula. Por isso, viu na possibilidade de gerar a filha dos amigos uma forma de reviver esse processo e, ao mesmo tempo, ajudá-los a realizar o sonho da paternidade. Pais acompanham nascimento de Marina, gerada por Talita por meio da barriga solidária, em Rio Preto (SP) Aline Francesco/Divulgação A decisão recebeu apoio do marido e dos filhos. Apesar da decisão parecer simples, o caminho até a gravidez foi longo e o acompanhamento foi feito por uma clínica especializada em reprodução humana, em Ribeirão Preto (SP). “Todos sabiam que eu tinha vontade de engravidar de novo. Eu me senti honrada e privilegiada de ter condições físicas, emocionais e informacionais de viver esse processo de maneira saudável, afetuosa e consciente”, afirma Talita. O parto aconteceu de forma natural e durou menos de três horas. Talita foi quem cortou o cordão umbilical. Logo em seguida, Marina foi acolhida nos braços dos dois pais. Além de gerar Marina, Talita também decidiu doar o leite materno para alimentar a bebê nos primeiros dias de vida. Até o oitavo dia após o nascimento, ela havia enviado cerca de sete litros de leite ao casal, garantindo que a menina recebesse os benefícios nutricionais e imunológicos do alimento. Depois do nascimento, as famílias continuam se encontrando para almoços, passeios e encontros. Para Talita, acompanhar o crescimento da menina é a confirmação de que fez a escolha certa. Marina nasceu após ser gerada por meio da barriga solidária em Rio Preto (SP) Reprodução/Instagram Initial plugin text Veja mais notícias da região no g1 Rio Preto e Araçatuba VÍDEOS: confira as reportagens da TV TEM

