Cornélio Pires, 142 anos: série de reportagens do g1 mostra a vida do artista A vida de Cornélio Pires, considerada um dos responsáveis por trazer a cultura caipira à rotina popular do brasileiro no início do século XX, começou dentro do jornalismo, trabalhando como faxineiro dentro de uma redação em Tietê, no interior de São Paulo. No entanto, a "veia artística" de Cornélio foi além das reportagens e coberturas, como a da Revolta da Vacina, no Rio de Janeiro. Ele foi consagrado como um dos escritores que mais vendeu livros durante a década de 1920. 📲 Participe do canal do g1 Itapetininga e Região no WhatsApp Para celebrar o legado de Cornélio Pires, que nasceu em 13 de julho de 1884, a segunda reportagem da série do g1 relembra a trajetória de uma das figuras mais importantes da cultura de Tietê, desta vez destacando sua atuação como escritor. O presidente do Instituto Cornélio Pires na cidade, Pedro Massa, conta que o tieteense publicou 24 livros. Entre eles, está "As Estrambóticas Aventuras de Joaquim Bentinho", clássico da literatura caipira, lançado em 1924. "Os livros foram publicados antes dele retornar para Tietê, que foi onde ele nasceu e passou os anos finais da vida. A literatura caipira dele era diferente, pois ele escrevia de uma forma dialetal, que é a mesma forma que o Chico Bento 'fala' nos gibis", descreve Pedro. Devido à linguagem utilizada por Cornélio Pires, que se diferenciava da norma culta da época, Ana Luísa Pires, sobrinha-neta do artista, conta que a própria mãe foi proibida de ler os livros dele durante a infância. Segundo ela, alguns familiares consideravam a forma de escrita de Cornélio "errada". "A minha avó não deixava minha mãe ler, mesmo ela sendo uma pessoa que lê muito. Ela dizia que o Cornélio escrevia 'errado' e, consequentemente, não queria que ela lesse 'errado'. Ela chegou a contratar uma pessoa para orientar minha mãe sobre os livros que ela poderia ler", conta. De acordo com Pedro, a literatura dialetal de Cornélio era considerada difícil de ser lida para um consumidor comum, justamente por causa das variações linguísticas que existiam nos livros. "Cornélio tinha uma literatura bem complicada para quem estava começando a ler livros. Um adulto com certeza vai entender melhor do que uma criança, mas ainda assim pode ser difícil. Ele trabalhava bastante com o dialeto caipira", explica. Cornélio Pires foi um dos escritores mais vendidos da década de 1920 Diogo Del Cistia/g1 A contribuição do artista com os livros, segundo o presidente do instituto, virou um instrumento de pesquisas de etnologia e cultura em todo o país. Como escritor, ele acabou se tornando conhecido como "o bandeirante do folclore paulista". "Por conta da literatura dialetal e da música, o trabalho dele acaba servindo de instrumento e ferramenta para os novos pesquisadores de hoje. Ele foi o primeiro 'cara' a catalogar os estilos de caipira de acordo com a região geográfica, listando a comida, música, religiosidade, a forma de falar", diz. "Cornélio estudou e mostrou os caipiras do médio e alto Tietê, do Vale do Jequitinhonha e outras regiões. Ele foi uma pessoa que estudou a questão do folclore paulista e, depois, regional. Por isso que ele é considerado o bandeirante do folclore paulista: porque o trabalho artísticod ele também serve como registro da formação do povo paulista", complementa. Pedro Massa, presidente do Instituto Cornélio Pires, em Tietê, mantém acervo com diferentes trabalhos do artista Diogo Del Cistia/g1 Pedro explica que, entre os diversos fatores que levaram Cornélio Pires ao sucesso, a fidelidade à linguagem popular brasileira foi uma das principais características que o colocou entre os escritores mais vendidos de sua época. Segundo ele, a escrita do artista funcionou como uma ponte de acesso à cultura do brasileiro médio dos anos 1920. "Ter acesso à cultura e à educação, naquela época, era para poucos, e Cornélio tinha. Esses atributos vinham importados da Europa, com livros densos de Eça de Queiroz, que era uma literatura bem pesada. De repente, Cornélio chega com o popular", compartilha Massa. A principal característica que fazia Cornélio destoar dos outros escritores da época, como Monteiro Lobato, era a personificação do caipira de forma diferente. Diferente de Jeca Tatu, os caipiras do artista eram espertos e conscientes, como Joaquim Queima-Campo, de seu livro de 1924. "Joaquim foi o personagem do Cornélio que mais fez sucesso. Ele representava o caipira como uma pessoa inteligente, esperta, consciente, diferente e sensível. Mesmo assim, era folclore puro e Monteiro Lobato com certeza 'bebeu da fonte' dele. Ele lutava por isso e o povo brasileiro se reconhecia da forma que Cornélio retratava", afirma. Cornélio Pires Acervo/Pedro Massa/Instituto Cornélio Pires Por ser uma figura à frente de seu tempo, Cornélio foi alvo de movimentos de repressão da alta classe da sociedade na época. Apesar da contribuição na cultura nacional, ele não é reconhecido com nenhum título na Academia Brasileira de Letras até os dias atuais. “Os classicistas intelectuais da época tinham um movimento contra ele. Cornélio não conseguiu entrar em nenhuma academia e não foi agraciado com nenhum título até hoje. Ele não tem reconhecimento como intelectual mesmo inspirando escritores famosos, como Monteiro Lobato”, lamenta Pedro. "Para os intelectuais, o que Cornélio fazia era um verdadeiro pesadelo. Todos ali faziam redondilhas maiores e falavam de parnasianismo, classicismo e outros movimentos. De repente, chega Cornélio trazendo a cultura para o caipira. Mas ele era danado e provocava, escrevendo caipira em redondilhas. Ele não dava ponto sem nó, justamente para não conseguirem refutá-lo", complementa. Apesar de ser um representante cultural para a cidade onde nasceu, Ana Luísa revela que Cornélio não era uma pessoa muito interessada nos estudos da escola regular. Ele não costumava participar das aulas, porém, ficava do lado de fora lendo livros. "Ele era uma pessoa difícil quando se tratava de estudar. Ele era uma pessoa muito ativa e foi um professor quem enxergou as qualidades nele e trouxe tudo isso. O nome dele é Francisco Assis Madeira. Mesmo não sendo muito chegado nos estudos, Cornélio foi um grande escritor da literatura caipira", afirma a sobrinha-neta. A familiar revela que um dos autores favoritos de Cornélio Pires era o estadunidense Mark Twain, humorista conhecido pelo livro "As Aventuras de Tom Sawyer" e por ser abertamente crítico ao racismo do país ainda no século XIX. "O professor Francisco deu o livro 'As Aventuras de Tom Sawyer' para ele ler. Foi aí que ele puxou Cornélio para o lado cultural. Francisco teve uma participação muito importante na vida dele. A educação é isso, você olhar o aluno e conseguir 'ler' como chegar naquela criança ou naquele adolescente", pontua. Cornélio escreveu mais de 20 livros durante sua carreira Diogo Del Cistia/g1 A criatividade de Cornélio ia além dos livros. Pedro conta que ele também utilizava da literatura para fazer charges provocativas e bastante opinativas no almanaque "O Sacy", criado por ele e o cartunista Humberto de Souza, conhecido como Voltolino, a partir de 1927. “Cornélio era uma pessoa que tinha uma visão à frente do tempo com relação à natureza, à preservação ambiental. Na década de 30, ele já falava sobre desmatamento e era abertamente contra a caça de animais. Em 1927, ele criou um almanaque chamado ‘O Sacy’, que tinha charges bem provocativas e abordando questões políticas da época”, lembra. Almanaque "O Sacy", criado por Cornélio Pires e pelo cartunista Humberto de Souza, conhecido como Voltolino, a partir de 1927 Divulgação Enterrado de pijama e descalço O artista, depois de ter se consolidado como escritor, jornalista, produtor musical e fiel ao espiritismo, morreu na capital paulista em 17 de janeiro de 1958, em decorrência de um câncer na garganta. Ele foi enterrado no Cemitério Municipal de Tietê, de pijama e descalço a pedido. “No meio dos caminhos da vida, Cornélio conheceu o kardecismo, que tem o altruísmo como uma das principais bandeiras. As pessoas viviam às custas dele, pois ele ajudava todo mundo e estava bom assim. Quando ele morreu, ele pediu para ser enterrado assim pois doou todas as roupas”, declara Pedro. Cornélio está sepultado em Tietê, no interior de São Paulo Diogo Del Cistia/g1 Ao g1, Ana Luísa comenta que Cornélio foi, também, responsável por fundar a Casa dos Meninos, um local de acolhimento para jovens em situação de vulnerabilidade social. O local funciona até hoje e está em atividade desde 1957, um ano antes da morte do artista. “A intenção era que fosse uma escola técnica, mas ela é muito legal. Hoje, ela dá assistência ao Centro de Atenção Psicossocial (Caps) e é um braço da justiça restaurativa de Tietê. Antes, ela era conhecida como Granja Bom Jesus”, detalha. Na visão de Maria Osira Martim, também sobrinha-neta, ser uma parente direta de Cornélio Pires é sinônimo de orgulho. Segundo ela, o tio-avô é um cartão de visita de Tietê. “Eu tenho muito orgulho de ter um parente artista que ficou famoso com tanta coisa bacana que ele fez. Todos os lugares que eu vou e perguntam da minha família eu falo que sou parente do Cornélio Pires. As pessoas acham muito legal”, comenta Maria. “Nós temos um compromisso, enquanto família, que é ajudar. Faço sempre questão de estar em tudo que é relacionado a ele. Temos que acompanhar e lutar para manter o legado de uma figura tão importante para todos nós”, finaliza Ana Luísa. Ana Luísa (à esquerda) e Maria Osira (à direita) são sobrinhas-netas de Cornélio Pires Diogo Del Cistia/g1 Initial plugin text Veja mais notícias no g1 Itapetininga e Região VÍDEOS: assista às reportagens da TV TEM
Considerado 'bandeirante do folclore brasileiro', Cornélio Pires lutou contra estereótipo caipira na literatura e deixou mais de 20 livros
Escrito em 20/07/2026
Cornélio Pires, 142 anos: série de reportagens do g1 mostra a vida do artista A vida de Cornélio Pires, considerada um dos responsáveis por trazer a cultura caipira à rotina popular do brasileiro no início do século XX, começou dentro do jornalismo, trabalhando como faxineiro dentro de uma redação em Tietê, no interior de São Paulo. No entanto, a "veia artística" de Cornélio foi além das reportagens e coberturas, como a da Revolta da Vacina, no Rio de Janeiro. Ele foi consagrado como um dos escritores que mais vendeu livros durante a década de 1920. 📲 Participe do canal do g1 Itapetininga e Região no WhatsApp Para celebrar o legado de Cornélio Pires, que nasceu em 13 de julho de 1884, a segunda reportagem da série do g1 relembra a trajetória de uma das figuras mais importantes da cultura de Tietê, desta vez destacando sua atuação como escritor. O presidente do Instituto Cornélio Pires na cidade, Pedro Massa, conta que o tieteense publicou 24 livros. Entre eles, está "As Estrambóticas Aventuras de Joaquim Bentinho", clássico da literatura caipira, lançado em 1924. "Os livros foram publicados antes dele retornar para Tietê, que foi onde ele nasceu e passou os anos finais da vida. A literatura caipira dele era diferente, pois ele escrevia de uma forma dialetal, que é a mesma forma que o Chico Bento 'fala' nos gibis", descreve Pedro. Devido à linguagem utilizada por Cornélio Pires, que se diferenciava da norma culta da época, Ana Luísa Pires, sobrinha-neta do artista, conta que a própria mãe foi proibida de ler os livros dele durante a infância. Segundo ela, alguns familiares consideravam a forma de escrita de Cornélio "errada". "A minha avó não deixava minha mãe ler, mesmo ela sendo uma pessoa que lê muito. Ela dizia que o Cornélio escrevia 'errado' e, consequentemente, não queria que ela lesse 'errado'. Ela chegou a contratar uma pessoa para orientar minha mãe sobre os livros que ela poderia ler", conta. De acordo com Pedro, a literatura dialetal de Cornélio era considerada difícil de ser lida para um consumidor comum, justamente por causa das variações linguísticas que existiam nos livros. "Cornélio tinha uma literatura bem complicada para quem estava começando a ler livros. Um adulto com certeza vai entender melhor do que uma criança, mas ainda assim pode ser difícil. Ele trabalhava bastante com o dialeto caipira", explica. Cornélio Pires foi um dos escritores mais vendidos da década de 1920 Diogo Del Cistia/g1 A contribuição do artista com os livros, segundo o presidente do instituto, virou um instrumento de pesquisas de etnologia e cultura em todo o país. Como escritor, ele acabou se tornando conhecido como "o bandeirante do folclore paulista". "Por conta da literatura dialetal e da música, o trabalho dele acaba servindo de instrumento e ferramenta para os novos pesquisadores de hoje. Ele foi o primeiro 'cara' a catalogar os estilos de caipira de acordo com a região geográfica, listando a comida, música, religiosidade, a forma de falar", diz. "Cornélio estudou e mostrou os caipiras do médio e alto Tietê, do Vale do Jequitinhonha e outras regiões. Ele foi uma pessoa que estudou a questão do folclore paulista e, depois, regional. Por isso que ele é considerado o bandeirante do folclore paulista: porque o trabalho artísticod ele também serve como registro da formação do povo paulista", complementa. Pedro Massa, presidente do Instituto Cornélio Pires, em Tietê, mantém acervo com diferentes trabalhos do artista Diogo Del Cistia/g1 Pedro explica que, entre os diversos fatores que levaram Cornélio Pires ao sucesso, a fidelidade à linguagem popular brasileira foi uma das principais características que o colocou entre os escritores mais vendidos de sua época. Segundo ele, a escrita do artista funcionou como uma ponte de acesso à cultura do brasileiro médio dos anos 1920. "Ter acesso à cultura e à educação, naquela época, era para poucos, e Cornélio tinha. Esses atributos vinham importados da Europa, com livros densos de Eça de Queiroz, que era uma literatura bem pesada. De repente, Cornélio chega com o popular", compartilha Massa. A principal característica que fazia Cornélio destoar dos outros escritores da época, como Monteiro Lobato, era a personificação do caipira de forma diferente. Diferente de Jeca Tatu, os caipiras do artista eram espertos e conscientes, como Joaquim Queima-Campo, de seu livro de 1924. "Joaquim foi o personagem do Cornélio que mais fez sucesso. Ele representava o caipira como uma pessoa inteligente, esperta, consciente, diferente e sensível. Mesmo assim, era folclore puro e Monteiro Lobato com certeza 'bebeu da fonte' dele. Ele lutava por isso e o povo brasileiro se reconhecia da forma que Cornélio retratava", afirma. Cornélio Pires Acervo/Pedro Massa/Instituto Cornélio Pires Por ser uma figura à frente de seu tempo, Cornélio foi alvo de movimentos de repressão da alta classe da sociedade na época. Apesar da contribuição na cultura nacional, ele não é reconhecido com nenhum título na Academia Brasileira de Letras até os dias atuais. “Os classicistas intelectuais da época tinham um movimento contra ele. Cornélio não conseguiu entrar em nenhuma academia e não foi agraciado com nenhum título até hoje. Ele não tem reconhecimento como intelectual mesmo inspirando escritores famosos, como Monteiro Lobato”, lamenta Pedro. "Para os intelectuais, o que Cornélio fazia era um verdadeiro pesadelo. Todos ali faziam redondilhas maiores e falavam de parnasianismo, classicismo e outros movimentos. De repente, chega Cornélio trazendo a cultura para o caipira. Mas ele era danado e provocava, escrevendo caipira em redondilhas. Ele não dava ponto sem nó, justamente para não conseguirem refutá-lo", complementa. Apesar de ser um representante cultural para a cidade onde nasceu, Ana Luísa revela que Cornélio não era uma pessoa muito interessada nos estudos da escola regular. Ele não costumava participar das aulas, porém, ficava do lado de fora lendo livros. "Ele era uma pessoa difícil quando se tratava de estudar. Ele era uma pessoa muito ativa e foi um professor quem enxergou as qualidades nele e trouxe tudo isso. O nome dele é Francisco Assis Madeira. Mesmo não sendo muito chegado nos estudos, Cornélio foi um grande escritor da literatura caipira", afirma a sobrinha-neta. A familiar revela que um dos autores favoritos de Cornélio Pires era o estadunidense Mark Twain, humorista conhecido pelo livro "As Aventuras de Tom Sawyer" e por ser abertamente crítico ao racismo do país ainda no século XIX. "O professor Francisco deu o livro 'As Aventuras de Tom Sawyer' para ele ler. Foi aí que ele puxou Cornélio para o lado cultural. Francisco teve uma participação muito importante na vida dele. A educação é isso, você olhar o aluno e conseguir 'ler' como chegar naquela criança ou naquele adolescente", pontua. Cornélio escreveu mais de 20 livros durante sua carreira Diogo Del Cistia/g1 A criatividade de Cornélio ia além dos livros. Pedro conta que ele também utilizava da literatura para fazer charges provocativas e bastante opinativas no almanaque "O Sacy", criado por ele e o cartunista Humberto de Souza, conhecido como Voltolino, a partir de 1927. “Cornélio era uma pessoa que tinha uma visão à frente do tempo com relação à natureza, à preservação ambiental. Na década de 30, ele já falava sobre desmatamento e era abertamente contra a caça de animais. Em 1927, ele criou um almanaque chamado ‘O Sacy’, que tinha charges bem provocativas e abordando questões políticas da época”, lembra. Almanaque "O Sacy", criado por Cornélio Pires e pelo cartunista Humberto de Souza, conhecido como Voltolino, a partir de 1927 Divulgação Enterrado de pijama e descalço O artista, depois de ter se consolidado como escritor, jornalista, produtor musical e fiel ao espiritismo, morreu na capital paulista em 17 de janeiro de 1958, em decorrência de um câncer na garganta. Ele foi enterrado no Cemitério Municipal de Tietê, de pijama e descalço a pedido. “No meio dos caminhos da vida, Cornélio conheceu o kardecismo, que tem o altruísmo como uma das principais bandeiras. As pessoas viviam às custas dele, pois ele ajudava todo mundo e estava bom assim. Quando ele morreu, ele pediu para ser enterrado assim pois doou todas as roupas”, declara Pedro. Cornélio está sepultado em Tietê, no interior de São Paulo Diogo Del Cistia/g1 Ao g1, Ana Luísa comenta que Cornélio foi, também, responsável por fundar a Casa dos Meninos, um local de acolhimento para jovens em situação de vulnerabilidade social. O local funciona até hoje e está em atividade desde 1957, um ano antes da morte do artista. “A intenção era que fosse uma escola técnica, mas ela é muito legal. Hoje, ela dá assistência ao Centro de Atenção Psicossocial (Caps) e é um braço da justiça restaurativa de Tietê. Antes, ela era conhecida como Granja Bom Jesus”, detalha. Na visão de Maria Osira Martim, também sobrinha-neta, ser uma parente direta de Cornélio Pires é sinônimo de orgulho. Segundo ela, o tio-avô é um cartão de visita de Tietê. “Eu tenho muito orgulho de ter um parente artista que ficou famoso com tanta coisa bacana que ele fez. Todos os lugares que eu vou e perguntam da minha família eu falo que sou parente do Cornélio Pires. As pessoas acham muito legal”, comenta Maria. “Nós temos um compromisso, enquanto família, que é ajudar. Faço sempre questão de estar em tudo que é relacionado a ele. Temos que acompanhar e lutar para manter o legado de uma figura tão importante para todos nós”, finaliza Ana Luísa. Ana Luísa (à esquerda) e Maria Osira (à direita) são sobrinhas-netas de Cornélio Pires Diogo Del Cistia/g1 Initial plugin text Veja mais notícias no g1 Itapetininga e Região VÍDEOS: assista às reportagens da TV TEM

