Polícia Militar Pedro Inácio Araújo de Maria, condenado pelo assassinato de Zaira Cruz Reprodução/Inter TV Cabugi O sargento da Polícia Militar Pedro Inácio Araújo de Maria, condenado a 20 anos de prisão pelo estupro e homicídio da estudante Zaira Cruz durante o Carnaval de Caicó, em 2019, foi excluído da corporação, na sexta-feira (17). Na decisão, assinada pelo comandante-geral da PM, coronel Alarico Azevedo, o comandante determina a exclusão "a bem da disciplina" e afirma que a condenação criminal tornou o militar incompatível com a permanência na ativa. 📳 Clique aqui para seguir o canal do g1 RN no WhatsApp O documento cita a "manifesta incapacidade moral superveniente" de Pedro Inácio e sustenta que a conduta viola os deveres inerentes à condição de policial militar. O texto aponta ainda que a conclusão foi fundamentada no veredito do Tribunal do Júri e afirma que a condenação caracteriza "infração aos deveres do policial militar, atingindo o sentimento do dever, o pundonor policial-militar e o decoro da classe". LEIA TAMBÉM Jovem foi encontrada morta dentro de carro Sargento da PM foi preso dias depois do crime MP denunciou sargento da PM por estupro e homicídio da jovem Justiça decidiu por júri popular de PM Júri foi cancelado após defesa do acusado abandonar plenário Sargento foi condenado em dezembro de 2025 PM progrediu para regime semiaberto PM foi promovido durante a prisão Em março deste ano, o g1 mostrou que Pedro Inácio Araújo de Maria foi promovido duas vezes e continuou recebendo salários normalmente durante os cerca de sete anos em que esteve preso sob custódia da corporação no Rio Grande do Norte. Nesse período, o salário do militar mais que dobrou, saindo de pouco mais de R$ 4 mil em março de 2019 para mais de R$ 10,6 mil no último mês de fevereiro, de acordo com os dados do Portal da Transparência. O servidor recebeu quase R$ 600 mil em salários brutos (sem desconto de previdência) ao longo desse tempo. Quando foi preso, o militar era cabo da Polícia Militar, mas foi promovido a terceiro sargento e depois a segundo sargento enquanto aguardava julgamento. Zaira Cruz tinha 22 anos Arquivo Pessoal O caso Zaira Cruz foi encontrada morta na manhã do sábado de carnaval de 2019, em 2 de março. Natural de Currais Novos, ela havia alugado uma casa com amigos para as festividades. Na mesma casa, segundo a Polícia Civil indicou na época, estava o sargento Pedro Inácio. A estudante foi encontrada morta dentro de um carro que estava no condomínio dessa residência. Na época, o delegado do caso, Leonardo Germano, relatou que foi o próprio sargento da PM quem chamou a polícia. Na ocasião, ele contou que havia tido relação sexual com a jovem dentro do carro, antes de chegarem ao condomínio. Ele teria dito que a jovem "apagou" dentro do veículo e que ele a deixou dormindo no carro porque quis acordá-la. Quando amanheceu, ele teria ido vê-la no carro e a encontrou morta. A polícia, no entanto, entendeu que a jovem já chegou morta ao local. Zaira morava em Mossoró, onde cursava Engenharia Química da Universidade Federal Rural do Semi-Árido (Ufersa). O sargento Pedro Inácio era lotado no Fórum de Currais Novos. Agora no g1
PM condenado por estupro e morte de Zaira Cruz é expulso da corporação no RN
Escrito em 18/07/2026
Polícia Militar Pedro Inácio Araújo de Maria, condenado pelo assassinato de Zaira Cruz Reprodução/Inter TV Cabugi O sargento da Polícia Militar Pedro Inácio Araújo de Maria, condenado a 20 anos de prisão pelo estupro e homicídio da estudante Zaira Cruz durante o Carnaval de Caicó, em 2019, foi excluído da corporação, na sexta-feira (17). Na decisão, assinada pelo comandante-geral da PM, coronel Alarico Azevedo, o comandante determina a exclusão "a bem da disciplina" e afirma que a condenação criminal tornou o militar incompatível com a permanência na ativa. 📳 Clique aqui para seguir o canal do g1 RN no WhatsApp O documento cita a "manifesta incapacidade moral superveniente" de Pedro Inácio e sustenta que a conduta viola os deveres inerentes à condição de policial militar. O texto aponta ainda que a conclusão foi fundamentada no veredito do Tribunal do Júri e afirma que a condenação caracteriza "infração aos deveres do policial militar, atingindo o sentimento do dever, o pundonor policial-militar e o decoro da classe". LEIA TAMBÉM Jovem foi encontrada morta dentro de carro Sargento da PM foi preso dias depois do crime MP denunciou sargento da PM por estupro e homicídio da jovem Justiça decidiu por júri popular de PM Júri foi cancelado após defesa do acusado abandonar plenário Sargento foi condenado em dezembro de 2025 PM progrediu para regime semiaberto PM foi promovido durante a prisão Em março deste ano, o g1 mostrou que Pedro Inácio Araújo de Maria foi promovido duas vezes e continuou recebendo salários normalmente durante os cerca de sete anos em que esteve preso sob custódia da corporação no Rio Grande do Norte. Nesse período, o salário do militar mais que dobrou, saindo de pouco mais de R$ 4 mil em março de 2019 para mais de R$ 10,6 mil no último mês de fevereiro, de acordo com os dados do Portal da Transparência. O servidor recebeu quase R$ 600 mil em salários brutos (sem desconto de previdência) ao longo desse tempo. Quando foi preso, o militar era cabo da Polícia Militar, mas foi promovido a terceiro sargento e depois a segundo sargento enquanto aguardava julgamento. Zaira Cruz tinha 22 anos Arquivo Pessoal O caso Zaira Cruz foi encontrada morta na manhã do sábado de carnaval de 2019, em 2 de março. Natural de Currais Novos, ela havia alugado uma casa com amigos para as festividades. Na mesma casa, segundo a Polícia Civil indicou na época, estava o sargento Pedro Inácio. A estudante foi encontrada morta dentro de um carro que estava no condomínio dessa residência. Na época, o delegado do caso, Leonardo Germano, relatou que foi o próprio sargento da PM quem chamou a polícia. Na ocasião, ele contou que havia tido relação sexual com a jovem dentro do carro, antes de chegarem ao condomínio. Ele teria dito que a jovem "apagou" dentro do veículo e que ele a deixou dormindo no carro porque quis acordá-la. Quando amanheceu, ele teria ido vê-la no carro e a encontrou morta. A polícia, no entanto, entendeu que a jovem já chegou morta ao local. Zaira morava em Mossoró, onde cursava Engenharia Química da Universidade Federal Rural do Semi-Árido (Ufersa). O sargento Pedro Inácio era lotado no Fórum de Currais Novos. Agora no g1

