Folclore vira matéria obrigatória em escolas de Olímpia para fortalecer cultura popular: 'Vivência diária', diz professora

Escrito em 08/08/2026


Folclore faz parte da grade curricular das escolas de Olímpia Desde 2020, o ensino do folclore se tornou obrigatório em escolas públicas e privadas de Olímpia, no interior de São Paulo. No município, conhecido como a Capital Nacional do Folclore, a preservação da cultura popular vai além dos livros de história e integra o dia a dia dos alunos. 📚 O projeto pedagógico ganha ainda mais força durante o Festival do Folclore (Fefol), que se encerra no domingo (9). Neste ano, a 62ª edição do evento conta com cerca de 130 apresentações de mais de 70 grupos folclóricos e parafolclóricos. Entenda abaixo. 📲 Participe do canal do g1 Rio Preto e Araçatuba no WhatsApp A presença das tradições locais na educação infantil e no ensino fundamental teve início em fevereiro de 2007, incluindo as origens que remontam à fundação do festival em Olímpia. Desde então, a cidade e, principalmente, as escolas são protagonistas quando o assunto é folclore dentro das salas de aula. A medida foi fixada por meio de um projeto no período complementar da rede municipal, regulamentado pela Resolução SME nº 05/2006. Fefol, de Olímpia (SP), tem início neste sábado (1º) TV TEM/reprodução Em 2020, com a implementação da Base Nacional Comum Curricular (BNCC), a estrutura foi reformulada para integrar a grade curricular regular de todos os anos escolares, sendo atualizada anualmente com base nas diretrizes da Secretaria Municipal de Educação. Nas salas de aula e nos pátios, a cultura popular é trabalhada de forma interdisciplinar: Educação Física: Atividades práticas resgatam brincadeiras tradicionais como amarelinha e a dança do bambu, além de ensaios para as apresentações que os alunos realizam durante o Fefol; Língua Portuguesa: Desenvolvimento da leitura e oratória por meio de trava-línguas, parlendas e cantigas de roda nas turmas do 1º ano; História, Ciências e Matemática: Contextualização das origens culturais, contagem por meio de jogos tradicionais e estudo da fauna e flora presentes nas lendas regionais. Para a professora Valéria Tavares, que atua nas turmas de alfabetização da Escola Municipal Jardim Hélio Cazarini, a proposta busca manter a identidade do município viva. "O folclore é a manifestação da nossa cultura popular, então ele perpassa todos os componentes curriculares. Sendo Olímpia a Capital Nacional do Folclore, fazemos questão de manter essa tradição viva nas cantigas, nos trava-línguas e na vivência diária dos alunos", explica a docente em entrevista à TV TEM. LEIA MAIS Confira a cobertura especial do g1 e da TV TEM sobre o Festival do Folclore de Olímpia 👨🏻‍🏫 A educação e o Fefol Fefol: conheça a relação da história do Festival do Folclore com prof. José Sant’anna A ideia de trazer a tradição popular para as instituições de ensino partiu do olimpiense José Sant’anna, professor de Língua Portuguesa. Ele atuou, desde a década de 50, nos estudos do folclore brasileiro, tornando-se uma grande referência no assunto. As pesquisas e exposições que José levava para a sala de aula se expandiram para as ruas de Olímpia, quando foi realizada, em 1965, a primeira edição do Festival do Folclore no município. Conheça a história do professor José Sant’anna, idealizador do Fefol, em Olímpia (SP), que chega à 62ª edição em 2026 TV TEM/reprodução Com o tempo e à medida que crescia, o Fefol passou a integrar a própria identidade da cidade, tornando-se também a Capital Nacional do Folclore. A oficialização foi em 21 de dezembro de 2017, quando foi sancionada a Lei Federal Nº 13.566, que conferiu ao município o título. Além de publicar diversos livros sobre o tema, o local em que o festival é realizado até os dias de hoje leva o nome do fundador: Recinto de Exposições e Praça de Atividades Folclóricas “Professor José Sant'anna'. Veja a seguir como chegar ao recinto. Neste ano, o estado homenageado pelo Fefol foi o Rio de Janeiro. O público pode visitar o espaço e acompanhar as intervenções artísticas de forma gratuita. Mapa do Recinto do Folclore do 62ª edição do Festival, em Olímpia (SP) Foto: Arte g1 Initial plugin text Veja mais notícias da região no g1 Rio Preto e Araçatuba VÍDEOS: confira as reportagens da TV TEM