Anvisa determinou suspensão da fabricação e recolhimento de produtos da marca Ypê Divulgação A Ypê vai manter o atendimento a consumidores que quiserem trocar ou ser ressarcidos pelos produtos com lote final 1 adquiridos. A medida foi anunciada na noite da última sexta-feira (15), em um post nas redes sociais da empresa. "A Ypê seguirá atendendo em seus canais oficiais todos aqueles que ainda preferirem efetuar a troca ou obter o ressarcimento pelos produtos adquiridos", informou a Ypê em nota publicada no Instagram pouco depois das 19h. A decisão foi tomada após o diretor-executivo de assuntos jurídicos e corporativo da Ypê, Sergio Pompilio, afirmar em primeira mão ao g1 que a empresa iria suspender o ressarcimento de produtos aos consumidores. Confira a cronologia do caso envolvendo o ressarcimento: 1. Comunicação com a empresa Desde a determinação por parte da Anvisa pela suspensão da fabricação e recolhimento dos produtos Ypê com lote final 1, a empresa orientou consumidores com dúvidas a entrarem em contato via canais oficiais ou pelo SAC. 2. Canal para ressarcimento Poucos dias depois, a empresa criou um canal digital dedicado ao atendimento desses clientes, que inclui um formulário que pode ser preenchido para solicitação de ressarcimento do produto adquirido. A seção no próprio site permitia que consumidores solicitassem o ressarcimento dos produtos afetados. Pelo formulário, era pedido o preenchimento de dados como nome completo, CPF, telefone, e-mail, endereço, informações sobre o produto e a chave Pix para o recebimento do valor. 3. Decisão da Anvisa Na manhã de sexta-feira (13), a Diretoria Colegiada da Agência Nacional de Vigilância Sanitária decidiu por unanimidade manter a suspensão da fabricação, comercialização, distribuição e uso de linhas de detergentes, sabões líquidos e desinfetantes da Ypê com lotes de fabricação final 1. Nos votos, os diretores afirmaram que as medidas adotadas pela empresa foram "insuficientes", citaram um "histórico recorrente de contaminação microbiológica" e defenderam que os riscos sanitários identificados pela fiscalização ainda não foram superados. A Ypê teve parte da sua fabricação paralisada e restrições de comercialização após fiscalização da Anvisa confirmar denúncias da concorrente Unilever sobre a presença da bactérias em produtos. 4. Suspensão do ressarcimento Ainda na sexta-feira, horas após a decisão da Anvisa, o diretor-executivo de assuntos jurídicos e corporativo da Ypê, Sergio Pompilio, afirmou, em entrevista ao g1, que a empresa iria suspender o ressarcimento de produtos aos consumidores. "A decisão de hoje (da Anvisa) não obriga a empresa a fazer esse ressarcimento. O que está valendo hoje é exatamente a suspensão de uso", disse Sergio. Ele ainda afirmou que a Ypê voltaria a tratar de envio de Pix aos clientes afetados somente após novos laudos técnicos de testes. "Se o laudo vindo de um laboratório autorizado pela Anvisa disser que os produtos fabricados, por exemplo, em um determinado período, eles não estão aptos ao uso, aí eu vou começar a falar de recolhimento, aí eu vou voltar a falar de Pix", completou. Na tarde de sexta, o formulário ainda podia ser preenchido pelos consumidores, mas não constava mais o campo de chave Pix para o ressarcimento. 5. Retomada do atendimento Pouco depois das 19 horas, a empresa voltou atrás e publicou um comunicado em suas redes sociais afirmando que o ressarcimento aos consumidores estava mantido. Em nota, a Ypê afirmou que: "Em alinhamento com a Anvisa e devido ao foco na satisfação dos nossos consumidores, a Ypê seguirá atendendo em seus canais oficiais todos aqueles que ainda preferirem efetuar a troca ou obter o ressarcimento pelos produtos adquiridos." A partir disso, o formulário voltou a permitir que os consumidores inserissem suas chaves Pix para o recebimento do valor. A Anvisa reitera que a orientação é que os produtos não sejam utilizados. A empresa deve apresentar um plano para lidar com os produtos que estão no mercado ou já foram adquiridos. Caso Ypê: como pedir o reembolso dos produtos suspensos pela Anvisa? Controle, segurança e denúncias As medidas contra a Ypê tem relação com a presença da bactéria Pseudomonas aeruginosa em produtos. Denúncias da concorrente Unilever em outubro e março levaram, primeiro, a um recolhimento voluntário de produtos. Depois, em abril, resultaram em uma nova fiscalização da Anvisa que apontou falhas no processo de fabricação, além da localização de lotes contaminados. Em nota divulgada na tarde desta sexta-feira, após a reunião da Diretoria Colegiada da Anvisa, a Ypê afirmou que, segundo seus controles e análises internas, os produtos da marca são seguros para o consumidor. "Não tivemos, até hoje, nenhum acidente de consumo relacionado à utilização do nosso produto com essa contaminação", afirma Sergio Pompilio. A empresa informou ter proposto à agência a realização de novos testes, por "laboratórios independentes" autorizados pela Anvisa, em todos os lotes já colocados no mercado. O objetivo, segundo a Ypê, é "garantir a segurança" dos itens junto ao consumidor e viabilizar a liberação para uso "o mais rápido possível". "O que está valendo hoje, e a nossa recomendação para o consumidor, é exatamente a suspensão de uso", afirmou Pompilio. "Até que haja comprovação, se o laudo de um laboratório autorizado pela Anvisa indicar que os produtos fabricados em determinado período não estão aptos ao uso, passaremos a tratar de recolhimento", disse o diretor antes de a empresa afirmar que manterá o atendimento. Vídeos em alta no g1 A orientação, por precaução, é que esses itens permaneçam guardados até que novos laudos de laboratórios independentes confirmem a ausência de contaminação. A fabricante listou ainda os produtos que ela afirma "nunca apresentaram qualquer risco de contaminação" e que seguem liberados para venda e uso. A relação inclui lava-roupas em pó Tixan e Ypê Power Act, lava-louças para máquina Ypê, amaciantes, multiuso, água sanitária, alvejantes, cloro gel, sabões em barra, tira-manchas Tixan, limpadores perfumados, lã de aço Assolan, esponjas, saponáceo e lustra-móveis Ypê. A empresa também afirma que todos os produtos sem o final 1 no lote continuam liberados para uso. Bactéria localizada na fábrica Sobre os mais de 100 lotes em que a Anvisa identificou a bactéria Pseudomonas aeruginosa durante vistoria em abril, Pompilio afirmou que os itens foram apresentados pela própria empresa durante a inspeção, como demonstração de que produtos não conformes são segregados e posteriormente destruídos. Segundo o diretor, a divergência com a agência está no procedimento de separação adotado pela fabricante, e não na presença dos produtos no mercado. "Esses 100 lotes que foram identificados, na verdade, foram apresentados pela própria equipe da Ypê à fiscalização como forma de demonstrar que, quando um produto sai do nosso processo fabril não conforme, ele é segregado e, após um processo interno, ele será destruído", detalhou Segundo o diretor-executivo de assuntos jurídicos e corporativo da Ypê, a Anvisa afirmou que esse "processo de segregação" não é o indicado pela agência e "por conta disso que veio o apontamento". Leia a nota da Ypê na íntegra: "Após reunião realizada pela Anvisa em 15 de maio, você merece respostas claras. Os produtos são seguros? De acordo com os controles e análises internas realizados pela Ypê até o momento, os produtos são seguros para o consumidor. Ainda assim, como a própria Anvisa reforçou, é fundamental que nossos processos garantam esta segurança, o que já está sendo trabalhado fortemente com a Agência. Até lá, propusemos para a Anvisa apresentar testes realizados por laboratórios independentes autorizados pela agência, de todos os lotes já colocados no mercado, para garantir a segurança dos mesmos junto ao nosso consumidor e sua consequente liberação para uso o mais rápido possível. É preciso devolver os produtos? Conforme determinação da Anvisa em 15 de maio, os produtos lava-roupas líquidos, lava-louças líquidos e desinfetantes com lote final 1 não precisam ser devolvidos neste momento. Por precaução, a orientação é apenas que eles permaneçam guardados até que novos laudos de laboratórios independentes confirmem a ausência de contaminação. Os demais produtos são seguros? Reforçamos que os produtos abaixo nunca apresentaram qualquer risco de contaminação e seguem liberados para venda e uso: Lava-roupas em pó Tixan e Ypê Power Act Lava-louças para máquina Ypê Amaciantes Ypê (tradicionais, diluídos e concentrados) Multiuso Ypê Água sanitária, alvejantes e cloro gel Ypê Sabões em barra Ypê Tira-manchas Tixan (pó e líquido) Limpadores perfumados e limpeza pesada Ypê Lã de aço Assolan e esponjas Ypê e Assolan Saponáceo Ypê Lustra-móveis Ypê Também continuam liberados para venda e uso todos os produtos que não possuem final 1 no lote. Seguimos trabalhando em conjunto com a Anvisa e reforçando nosso compromisso com a qualidade, a transparência e a segurança dos consumidores."
Ypê: entenda em 5 pontos cronologia do ressarcimento e saiba o que vale para o consumidor
Escrito em 16/05/2026
Anvisa determinou suspensão da fabricação e recolhimento de produtos da marca Ypê Divulgação A Ypê vai manter o atendimento a consumidores que quiserem trocar ou ser ressarcidos pelos produtos com lote final 1 adquiridos. A medida foi anunciada na noite da última sexta-feira (15), em um post nas redes sociais da empresa. "A Ypê seguirá atendendo em seus canais oficiais todos aqueles que ainda preferirem efetuar a troca ou obter o ressarcimento pelos produtos adquiridos", informou a Ypê em nota publicada no Instagram pouco depois das 19h. A decisão foi tomada após o diretor-executivo de assuntos jurídicos e corporativo da Ypê, Sergio Pompilio, afirmar em primeira mão ao g1 que a empresa iria suspender o ressarcimento de produtos aos consumidores. Confira a cronologia do caso envolvendo o ressarcimento: 1. Comunicação com a empresa Desde a determinação por parte da Anvisa pela suspensão da fabricação e recolhimento dos produtos Ypê com lote final 1, a empresa orientou consumidores com dúvidas a entrarem em contato via canais oficiais ou pelo SAC. 2. Canal para ressarcimento Poucos dias depois, a empresa criou um canal digital dedicado ao atendimento desses clientes, que inclui um formulário que pode ser preenchido para solicitação de ressarcimento do produto adquirido. A seção no próprio site permitia que consumidores solicitassem o ressarcimento dos produtos afetados. Pelo formulário, era pedido o preenchimento de dados como nome completo, CPF, telefone, e-mail, endereço, informações sobre o produto e a chave Pix para o recebimento do valor. 3. Decisão da Anvisa Na manhã de sexta-feira (13), a Diretoria Colegiada da Agência Nacional de Vigilância Sanitária decidiu por unanimidade manter a suspensão da fabricação, comercialização, distribuição e uso de linhas de detergentes, sabões líquidos e desinfetantes da Ypê com lotes de fabricação final 1. Nos votos, os diretores afirmaram que as medidas adotadas pela empresa foram "insuficientes", citaram um "histórico recorrente de contaminação microbiológica" e defenderam que os riscos sanitários identificados pela fiscalização ainda não foram superados. A Ypê teve parte da sua fabricação paralisada e restrições de comercialização após fiscalização da Anvisa confirmar denúncias da concorrente Unilever sobre a presença da bactérias em produtos. 4. Suspensão do ressarcimento Ainda na sexta-feira, horas após a decisão da Anvisa, o diretor-executivo de assuntos jurídicos e corporativo da Ypê, Sergio Pompilio, afirmou, em entrevista ao g1, que a empresa iria suspender o ressarcimento de produtos aos consumidores. "A decisão de hoje (da Anvisa) não obriga a empresa a fazer esse ressarcimento. O que está valendo hoje é exatamente a suspensão de uso", disse Sergio. Ele ainda afirmou que a Ypê voltaria a tratar de envio de Pix aos clientes afetados somente após novos laudos técnicos de testes. "Se o laudo vindo de um laboratório autorizado pela Anvisa disser que os produtos fabricados, por exemplo, em um determinado período, eles não estão aptos ao uso, aí eu vou começar a falar de recolhimento, aí eu vou voltar a falar de Pix", completou. Na tarde de sexta, o formulário ainda podia ser preenchido pelos consumidores, mas não constava mais o campo de chave Pix para o ressarcimento. 5. Retomada do atendimento Pouco depois das 19 horas, a empresa voltou atrás e publicou um comunicado em suas redes sociais afirmando que o ressarcimento aos consumidores estava mantido. Em nota, a Ypê afirmou que: "Em alinhamento com a Anvisa e devido ao foco na satisfação dos nossos consumidores, a Ypê seguirá atendendo em seus canais oficiais todos aqueles que ainda preferirem efetuar a troca ou obter o ressarcimento pelos produtos adquiridos." A partir disso, o formulário voltou a permitir que os consumidores inserissem suas chaves Pix para o recebimento do valor. A Anvisa reitera que a orientação é que os produtos não sejam utilizados. A empresa deve apresentar um plano para lidar com os produtos que estão no mercado ou já foram adquiridos. Caso Ypê: como pedir o reembolso dos produtos suspensos pela Anvisa? Controle, segurança e denúncias As medidas contra a Ypê tem relação com a presença da bactéria Pseudomonas aeruginosa em produtos. Denúncias da concorrente Unilever em outubro e março levaram, primeiro, a um recolhimento voluntário de produtos. Depois, em abril, resultaram em uma nova fiscalização da Anvisa que apontou falhas no processo de fabricação, além da localização de lotes contaminados. Em nota divulgada na tarde desta sexta-feira, após a reunião da Diretoria Colegiada da Anvisa, a Ypê afirmou que, segundo seus controles e análises internas, os produtos da marca são seguros para o consumidor. "Não tivemos, até hoje, nenhum acidente de consumo relacionado à utilização do nosso produto com essa contaminação", afirma Sergio Pompilio. A empresa informou ter proposto à agência a realização de novos testes, por "laboratórios independentes" autorizados pela Anvisa, em todos os lotes já colocados no mercado. O objetivo, segundo a Ypê, é "garantir a segurança" dos itens junto ao consumidor e viabilizar a liberação para uso "o mais rápido possível". "O que está valendo hoje, e a nossa recomendação para o consumidor, é exatamente a suspensão de uso", afirmou Pompilio. "Até que haja comprovação, se o laudo de um laboratório autorizado pela Anvisa indicar que os produtos fabricados em determinado período não estão aptos ao uso, passaremos a tratar de recolhimento", disse o diretor antes de a empresa afirmar que manterá o atendimento. Vídeos em alta no g1 A orientação, por precaução, é que esses itens permaneçam guardados até que novos laudos de laboratórios independentes confirmem a ausência de contaminação. A fabricante listou ainda os produtos que ela afirma "nunca apresentaram qualquer risco de contaminação" e que seguem liberados para venda e uso. A relação inclui lava-roupas em pó Tixan e Ypê Power Act, lava-louças para máquina Ypê, amaciantes, multiuso, água sanitária, alvejantes, cloro gel, sabões em barra, tira-manchas Tixan, limpadores perfumados, lã de aço Assolan, esponjas, saponáceo e lustra-móveis Ypê. A empresa também afirma que todos os produtos sem o final 1 no lote continuam liberados para uso. Bactéria localizada na fábrica Sobre os mais de 100 lotes em que a Anvisa identificou a bactéria Pseudomonas aeruginosa durante vistoria em abril, Pompilio afirmou que os itens foram apresentados pela própria empresa durante a inspeção, como demonstração de que produtos não conformes são segregados e posteriormente destruídos. Segundo o diretor, a divergência com a agência está no procedimento de separação adotado pela fabricante, e não na presença dos produtos no mercado. "Esses 100 lotes que foram identificados, na verdade, foram apresentados pela própria equipe da Ypê à fiscalização como forma de demonstrar que, quando um produto sai do nosso processo fabril não conforme, ele é segregado e, após um processo interno, ele será destruído", detalhou Segundo o diretor-executivo de assuntos jurídicos e corporativo da Ypê, a Anvisa afirmou que esse "processo de segregação" não é o indicado pela agência e "por conta disso que veio o apontamento". Leia a nota da Ypê na íntegra: "Após reunião realizada pela Anvisa em 15 de maio, você merece respostas claras. Os produtos são seguros? De acordo com os controles e análises internas realizados pela Ypê até o momento, os produtos são seguros para o consumidor. Ainda assim, como a própria Anvisa reforçou, é fundamental que nossos processos garantam esta segurança, o que já está sendo trabalhado fortemente com a Agência. Até lá, propusemos para a Anvisa apresentar testes realizados por laboratórios independentes autorizados pela agência, de todos os lotes já colocados no mercado, para garantir a segurança dos mesmos junto ao nosso consumidor e sua consequente liberação para uso o mais rápido possível. É preciso devolver os produtos? Conforme determinação da Anvisa em 15 de maio, os produtos lava-roupas líquidos, lava-louças líquidos e desinfetantes com lote final 1 não precisam ser devolvidos neste momento. Por precaução, a orientação é apenas que eles permaneçam guardados até que novos laudos de laboratórios independentes confirmem a ausência de contaminação. Os demais produtos são seguros? Reforçamos que os produtos abaixo nunca apresentaram qualquer risco de contaminação e seguem liberados para venda e uso: Lava-roupas em pó Tixan e Ypê Power Act Lava-louças para máquina Ypê Amaciantes Ypê (tradicionais, diluídos e concentrados) Multiuso Ypê Água sanitária, alvejantes e cloro gel Ypê Sabões em barra Ypê Tira-manchas Tixan (pó e líquido) Limpadores perfumados e limpeza pesada Ypê Lã de aço Assolan e esponjas Ypê e Assolan Saponáceo Ypê Lustra-móveis Ypê Também continuam liberados para venda e uso todos os produtos que não possuem final 1 no lote. Seguimos trabalhando em conjunto com a Anvisa e reforçando nosso compromisso com a qualidade, a transparência e a segurança dos consumidores."