Salão adapta espaço para atender crianças atípicas e neurodivergentes em Macapá Cortar o cabelo é uma tarefa simples, mas o procedimento pode causar desconforto em crianças atípicas e neurodivergentes por causa de sons, toques, luzes e outros estímulos. No Amapá, um salão criou uma rotina adaptada para atender a esse público. O salão surgiu em 2022, depois que Ana Camila Araújo percebeu a dificuldade para encontrar um espaço capaz de atender o filho mais novo, diagnosticado com Transtorno do Espectro Autista (Tea) aos 4 anos. ✅ Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do AP Na época, ela precisava viajar até Belém para conseguir realizar o corte de cabelo da criança sem dificuldades durante o procedimento. “Eu tive que ir para Belém para cortar o cabelo do meu filho. Deixava dois, três meses o cabelo dele grande para poder cortar lá, porque ele conseguia cortar sem eu estar segurando. Era uma coisa traumática para ele”, conta. A experiência fez Camila e o marido fundarem o salão. Antes, ela trabalhava como professora de biologia. Após o diagnóstico do filho, deixou a sala de aula e fez cursos de cabeleireiro e barbearia. “Quando falamos de crianças atípicas, as pessoas pensam só em Tea. Mas nossa equipe é capacitada para atender todas as crianças, seja com com TDAH, microcefalia, paralisia cerebral, cadeirantes ou outras condições que exigem adaptações”, explica Camila. No salão, a equipe reduz os estímulos que podem causar desconforto e adapta o atendimento conforme a necessidade de cada criança. A equipe apresenta os equipamentos antes do corte e faz pausas quando percebe sinais de incômodo. Também ajusta o ambiente e oferece mais tempo para a criança se familiarizar com o espaço antes de iniciar o procedimento. LEIA TAMBÉM: Estudante do Ifap conquista vaga em Portugal e apoio financeiro para intercâmbio 'Nova fronteira exploratória', diz presidente do IBP sobre indícios de petróleo no AP, na Foz do Amazonas Se a criança quiser cortar o cabelo no sofá, na cadeira, em pé ou na brinquedoteca, ela pode. O importante é que esteja confortável para realizar o corte. “Nós temos brinquedo, desenho, videogame e carrinho. Mas o processo também é educativo. Antes do corte, nós apresentamos os equipamentos e deixamos a criança tocar neles até que fique calma ou menos assustada. Conforme a criança retorna ao salão, percebemos que conseguimos dessensibilizá-la e que ela costuma perder o medo”, conta Camila. 🔍 Dessensibilizar uma criança significa acostumar, de forma gradual, o corpo e a mente a um estímulo que provoca medo, pânico ou rejeição sensorial. O processo ocorre aos poucos, com exposição leve e controlada, sem ultrapassar limites. A família Vale passou a frequentar o salão em 2022. “Não dá para mudar de salão. Antes, íamos a outro lugar e era completamente diferente. Aqui é um espaço em que confio, e o Heitor também confia. Ele tem até uma tia preferida para fazer o corte”, conta o Ubiratan, pai de Heitor, de 7 anos. Espaço adapta o atendimento para reduzir o desconforto durante o corte de cabelo g1 Amapá Veja o plantão de últimas notícias do g1 Amapá
Salão adapta rotina para acolher crianças atípicas e neurodivergentes em Macapá
Escrito em 16/08/2026
Salão adapta espaço para atender crianças atípicas e neurodivergentes em Macapá Cortar o cabelo é uma tarefa simples, mas o procedimento pode causar desconforto em crianças atípicas e neurodivergentes por causa de sons, toques, luzes e outros estímulos. No Amapá, um salão criou uma rotina adaptada para atender a esse público. O salão surgiu em 2022, depois que Ana Camila Araújo percebeu a dificuldade para encontrar um espaço capaz de atender o filho mais novo, diagnosticado com Transtorno do Espectro Autista (Tea) aos 4 anos. ✅ Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do AP Na época, ela precisava viajar até Belém para conseguir realizar o corte de cabelo da criança sem dificuldades durante o procedimento. “Eu tive que ir para Belém para cortar o cabelo do meu filho. Deixava dois, três meses o cabelo dele grande para poder cortar lá, porque ele conseguia cortar sem eu estar segurando. Era uma coisa traumática para ele”, conta. A experiência fez Camila e o marido fundarem o salão. Antes, ela trabalhava como professora de biologia. Após o diagnóstico do filho, deixou a sala de aula e fez cursos de cabeleireiro e barbearia. “Quando falamos de crianças atípicas, as pessoas pensam só em Tea. Mas nossa equipe é capacitada para atender todas as crianças, seja com com TDAH, microcefalia, paralisia cerebral, cadeirantes ou outras condições que exigem adaptações”, explica Camila. No salão, a equipe reduz os estímulos que podem causar desconforto e adapta o atendimento conforme a necessidade de cada criança. A equipe apresenta os equipamentos antes do corte e faz pausas quando percebe sinais de incômodo. Também ajusta o ambiente e oferece mais tempo para a criança se familiarizar com o espaço antes de iniciar o procedimento. LEIA TAMBÉM: Estudante do Ifap conquista vaga em Portugal e apoio financeiro para intercâmbio 'Nova fronteira exploratória', diz presidente do IBP sobre indícios de petróleo no AP, na Foz do Amazonas Se a criança quiser cortar o cabelo no sofá, na cadeira, em pé ou na brinquedoteca, ela pode. O importante é que esteja confortável para realizar o corte. “Nós temos brinquedo, desenho, videogame e carrinho. Mas o processo também é educativo. Antes do corte, nós apresentamos os equipamentos e deixamos a criança tocar neles até que fique calma ou menos assustada. Conforme a criança retorna ao salão, percebemos que conseguimos dessensibilizá-la e que ela costuma perder o medo”, conta Camila. 🔍 Dessensibilizar uma criança significa acostumar, de forma gradual, o corpo e a mente a um estímulo que provoca medo, pânico ou rejeição sensorial. O processo ocorre aos poucos, com exposição leve e controlada, sem ultrapassar limites. A família Vale passou a frequentar o salão em 2022. “Não dá para mudar de salão. Antes, íamos a outro lugar e era completamente diferente. Aqui é um espaço em que confio, e o Heitor também confia. Ele tem até uma tia preferida para fazer o corte”, conta o Ubiratan, pai de Heitor, de 7 anos. Espaço adapta o atendimento para reduzir o desconforto durante o corte de cabelo g1 Amapá Veja o plantão de últimas notícias do g1 Amapá