Veja quem pode substituir Keir Starmer como primeiro-ministro do Reino Unido O primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer, anunciou na segunda-feira (22) que renunciará à liderança do governo britânico, o que abriu caminho para que o país tenha seu sétimo líder em um período de 10 anos. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp O caos remonta ao referendo do Brexit, que completa exatamente 10 anos nesta terça-feira (23). O referendo deu início ao processo de saída do Reino Unido da União Europeia, que foi oficializada em 2020. Nos anos após a votação, o Reino Unido tentou traçar seu próprio caminho, mas teve dificuldades para impulsionar sua economia de baixo crescimento, prejudicada por altas dívidas e pelo aumento dos gastos sociais, em um momento de crescente volatilidade geopolítica. LEIA TAMBÉM: Show de Taylor Swift, Epstein e economia: entenda crise que derrubou o premiê com o melhor resultado nas urnas em 10 anos O que acontece no Reino Unido após a renúncia de Keir Starmer; entenda próximos passos Quem pode substituir Keir Starmer como primeiro-ministro do Reino Unido Veja abaixo uma linha do tempo dos principais acontecimentos políticos no Reino Unido nesse período, e os premiês que passaram pelo governo britânico: Junho de 2016: Reino Unido aprova Brexit, e premiê James Cameron renuncia Os britânicos chocaram o mundo ao votar por 52% a 48% pela saída da União Europeia, encerrando uma união de mais de 40 anos e mergulhando o país em sua maior crise política desde a Segunda Guerra Mundial. O primeiro-ministro conservador David Cameron renunciou e o partido escolheu Theresa May como sua sucessora. Junho de 2017: Aposta em eleição antecipada dá errado Em alta nas pesquisas e buscando uma maioria maior no Parlamento para aprovar a legislação do Brexit, Theresa May convocou eleições antecipadas. Os conservadores perderam a maioria no pleito e formaram o novo governo ao fechar acordo com o Partido Unionista Democrático, pró-Reino Unido, da Irlanda do Norte. Maio de 2019: Paralisia do Brexit, Theresa May renuncia e Boris Johnson assume Theresa May deixou o cargo após não conseguir romper o impasse parlamentar sobre como o Reino Unido deveria sair da UE. Boris Johnson, um dos principais rostos da campanha pró-Brexit, venceu a disputa interna no Partido Conservador para a suceder à frente do governo britânico. Dezembro de 2019: Boris Johnson leva conservadores a vitória expressiva Com o parlamento paralisado pelo Brexit, Boris Johnson convocou eleições antecipadas. Com o slogan “Concluir o Brexit”, ele conduziu os conservadores à maior vitória eleitoral desde a ampla vitória de Margaret Thatcher em 1987. Janeiro de 2020: Brexit é concluído Boris Johnson utilizou seu mandato para aprovar um acordo do Brexit no Parlamento e em Bruxelas, e o Reino Unido deixou a UE em 31 de janeiro de 2020, tornando-se o primeiro país a se retirar do bloco. Julho de 2022: Boris Johnson é deposto Uma longa lista de escândalos e erros de Boris Johnson, incluindo incidentes relacionados à pandemia de Covid-19, tornaram seu governo insustentável. Ele renunciou após uma revolta ministerial contra ele. Setembro de 2022: Governo caótico de Liz Truss Liz Truss venceu Rishi Sunak na disputa para suceder Boris Johnson. Seu “miniorçamento”, com cortes de impostos sem financiamento, assusta os mercados financeiros, elevando fortemente os custos de empréstimos e prejudicando ainda mais a reputação do país, que buscava estabilidade política e fiscal. Ela permaneceu apenas 44 dias no cargo antes de anunciar sua renúncia. Outubro de 2022: Rishi Sunak se torna primeiro-ministro Sunak assumiu como o terceiro primeiro-ministro do Reino Unido em um período de poucos meses, prometendo restaurar a estabilidade do governo. Ele fez cinco promessas principais focadas na economia, na contenção da imigração ilegal e na melhoria do sistema de saúde. Em fevereiro de 2023, Sunak fechou um acordo com a UE sobre regras comerciais para a Irlanda do Norte, o que melhorou as relações com o bloco. Maio de 2024: Rishi Sunak convoca eleições Atrás do Partido Trabalhista por cerca de 20 pontos nas pesquisas, Sunak convocou eleições para 4 de julho. Julho de 2024: Starmer é eleito primeiro-ministro “Dissemos que acabaríamos com o caos e vamos acabar”, disse Keir Starmer, líder do Partido Trabalhista, em 5 de julho de 2024, após vencer uma eleição com ampla margem, mas com a menor participação de votos de um governo majoritário na história moderna. O primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, reage ao anunciar o cronograma de sua renúncia, em frente ao número 10 da Downing Street, em Londres REUTERS/Jaimi Joy Agosto de 2024: Starmer alerta que "as coisas vão piorar" Starmer alertou sobre o estado das finanças públicas, dizendo que o Partido Trabalhista herdou “um buraco econômico” e afirmou aos eleitores que “as coisas vão piorar antes de melhorar”. Outubro de 2024: Primeiro orçamento do Partido Trabalhista A ministra das Finanças, Rachel Reeves, anunciou aumentos de impostos de £40 bilhões por ano, principalmente por meio da elevação das contribuições previdenciárias dos empregadores, colocando a carga tributária no caminho de atingir seu nível mais alto em tempos de paz e provocando protestos do setor empresarial. Fevereiro de 2025: Partido Reform UK de Nigel Farage cresce O partido de direita anti-imigração Reform UK ultrapassou o Partido Trabalhista em uma pesquisa nacional pela primeira vez. O Reform UK, liderado pelo defensor do Brexit Nigel Farage, lidera as pesquisas de intenção de voto desde então. Junho de 2025: Rebelião força Starmer a voltar atrás em assistência social Starmer se viu forçado a reverter planos de cortar gastos sociais após parlamentares de seu próprio partido ameaçarem derrubar o governo. Setembro de 2025 a abril de 2026: Escândalo Mandelson A pressão sobre Starmer aumentou devido à nomeação de Peter Mandelson como embaixador do Reino Unido em Washington. Mandelson foi posteriormente demitido por suas ligações com o falecido criminoso sexual Jeffrey Epstein. Esse fato levantou questionamentos sobre o julgamento de Starmer e o processo de verificação da ficha de Mandelson, e desencadeou uma nova crise no governo britânico. Maio de 2026: Desastre nas eleições locais O Partido Trabalhista sofreu grandes perdas nas eleições locais na Inglaterra e nas votações para as assembleias da Escócia e do País de Gales, o que aprofundou dúvidas sobre a capacidade de Starmer de governar. O Reform UK foi o principal beneficiário desse pleito e suas implicações na política interna britânica. Maio de 2026: Wes Streeting renuncia como ministro da Saúde O ministro da Saúde, Wes Streeting, renunciou dizendo ter perdido a confiança na liderança de Starmer e pediu uma disputa pela liderança do partido. Junho de 2026: Ministro da Defesa, John Healey, renuncia O ministro da Defesa, John Healey, entregou o cargo após uma disputa de meses sobre gastos militares, acusando Starmer de não comprometer os recursos necessários para manter o país seguro diante de ameaças crescentes. Junho de 2026: Andy Burnham mostra que pode vencer o Reform UK O prefeito de Manchester, Andy Burnham, venceu uma eleição no norte da Inglaterra, derrotando o Reform UK e retornando a Westminster, removendo um obstáculo importante para qualquer desafio à liderança de Starmer. Streeting, que havia dito anteriormente que participaria de uma disputa pela liderança, passou a apoiar Burnham, fortalecendo sua posição como principal candidato.
Uma década de caos: com renúncia de Starmer, Reino Unido caminha para ter 7º premiê diferente em 10 anos; veja linha do tempo
Escrito em 23/06/2026
Veja quem pode substituir Keir Starmer como primeiro-ministro do Reino Unido O primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer, anunciou na segunda-feira (22) que renunciará à liderança do governo britânico, o que abriu caminho para que o país tenha seu sétimo líder em um período de 10 anos. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp O caos remonta ao referendo do Brexit, que completa exatamente 10 anos nesta terça-feira (23). O referendo deu início ao processo de saída do Reino Unido da União Europeia, que foi oficializada em 2020. Nos anos após a votação, o Reino Unido tentou traçar seu próprio caminho, mas teve dificuldades para impulsionar sua economia de baixo crescimento, prejudicada por altas dívidas e pelo aumento dos gastos sociais, em um momento de crescente volatilidade geopolítica. LEIA TAMBÉM: Show de Taylor Swift, Epstein e economia: entenda crise que derrubou o premiê com o melhor resultado nas urnas em 10 anos O que acontece no Reino Unido após a renúncia de Keir Starmer; entenda próximos passos Quem pode substituir Keir Starmer como primeiro-ministro do Reino Unido Veja abaixo uma linha do tempo dos principais acontecimentos políticos no Reino Unido nesse período, e os premiês que passaram pelo governo britânico: Junho de 2016: Reino Unido aprova Brexit, e premiê James Cameron renuncia Os britânicos chocaram o mundo ao votar por 52% a 48% pela saída da União Europeia, encerrando uma união de mais de 40 anos e mergulhando o país em sua maior crise política desde a Segunda Guerra Mundial. O primeiro-ministro conservador David Cameron renunciou e o partido escolheu Theresa May como sua sucessora. Junho de 2017: Aposta em eleição antecipada dá errado Em alta nas pesquisas e buscando uma maioria maior no Parlamento para aprovar a legislação do Brexit, Theresa May convocou eleições antecipadas. Os conservadores perderam a maioria no pleito e formaram o novo governo ao fechar acordo com o Partido Unionista Democrático, pró-Reino Unido, da Irlanda do Norte. Maio de 2019: Paralisia do Brexit, Theresa May renuncia e Boris Johnson assume Theresa May deixou o cargo após não conseguir romper o impasse parlamentar sobre como o Reino Unido deveria sair da UE. Boris Johnson, um dos principais rostos da campanha pró-Brexit, venceu a disputa interna no Partido Conservador para a suceder à frente do governo britânico. Dezembro de 2019: Boris Johnson leva conservadores a vitória expressiva Com o parlamento paralisado pelo Brexit, Boris Johnson convocou eleições antecipadas. Com o slogan “Concluir o Brexit”, ele conduziu os conservadores à maior vitória eleitoral desde a ampla vitória de Margaret Thatcher em 1987. Janeiro de 2020: Brexit é concluído Boris Johnson utilizou seu mandato para aprovar um acordo do Brexit no Parlamento e em Bruxelas, e o Reino Unido deixou a UE em 31 de janeiro de 2020, tornando-se o primeiro país a se retirar do bloco. Julho de 2022: Boris Johnson é deposto Uma longa lista de escândalos e erros de Boris Johnson, incluindo incidentes relacionados à pandemia de Covid-19, tornaram seu governo insustentável. Ele renunciou após uma revolta ministerial contra ele. Setembro de 2022: Governo caótico de Liz Truss Liz Truss venceu Rishi Sunak na disputa para suceder Boris Johnson. Seu “miniorçamento”, com cortes de impostos sem financiamento, assusta os mercados financeiros, elevando fortemente os custos de empréstimos e prejudicando ainda mais a reputação do país, que buscava estabilidade política e fiscal. Ela permaneceu apenas 44 dias no cargo antes de anunciar sua renúncia. Outubro de 2022: Rishi Sunak se torna primeiro-ministro Sunak assumiu como o terceiro primeiro-ministro do Reino Unido em um período de poucos meses, prometendo restaurar a estabilidade do governo. Ele fez cinco promessas principais focadas na economia, na contenção da imigração ilegal e na melhoria do sistema de saúde. Em fevereiro de 2023, Sunak fechou um acordo com a UE sobre regras comerciais para a Irlanda do Norte, o que melhorou as relações com o bloco. Maio de 2024: Rishi Sunak convoca eleições Atrás do Partido Trabalhista por cerca de 20 pontos nas pesquisas, Sunak convocou eleições para 4 de julho. Julho de 2024: Starmer é eleito primeiro-ministro “Dissemos que acabaríamos com o caos e vamos acabar”, disse Keir Starmer, líder do Partido Trabalhista, em 5 de julho de 2024, após vencer uma eleição com ampla margem, mas com a menor participação de votos de um governo majoritário na história moderna. O primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, reage ao anunciar o cronograma de sua renúncia, em frente ao número 10 da Downing Street, em Londres REUTERS/Jaimi Joy Agosto de 2024: Starmer alerta que "as coisas vão piorar" Starmer alertou sobre o estado das finanças públicas, dizendo que o Partido Trabalhista herdou “um buraco econômico” e afirmou aos eleitores que “as coisas vão piorar antes de melhorar”. Outubro de 2024: Primeiro orçamento do Partido Trabalhista A ministra das Finanças, Rachel Reeves, anunciou aumentos de impostos de £40 bilhões por ano, principalmente por meio da elevação das contribuições previdenciárias dos empregadores, colocando a carga tributária no caminho de atingir seu nível mais alto em tempos de paz e provocando protestos do setor empresarial. Fevereiro de 2025: Partido Reform UK de Nigel Farage cresce O partido de direita anti-imigração Reform UK ultrapassou o Partido Trabalhista em uma pesquisa nacional pela primeira vez. O Reform UK, liderado pelo defensor do Brexit Nigel Farage, lidera as pesquisas de intenção de voto desde então. Junho de 2025: Rebelião força Starmer a voltar atrás em assistência social Starmer se viu forçado a reverter planos de cortar gastos sociais após parlamentares de seu próprio partido ameaçarem derrubar o governo. Setembro de 2025 a abril de 2026: Escândalo Mandelson A pressão sobre Starmer aumentou devido à nomeação de Peter Mandelson como embaixador do Reino Unido em Washington. Mandelson foi posteriormente demitido por suas ligações com o falecido criminoso sexual Jeffrey Epstein. Esse fato levantou questionamentos sobre o julgamento de Starmer e o processo de verificação da ficha de Mandelson, e desencadeou uma nova crise no governo britânico. Maio de 2026: Desastre nas eleições locais O Partido Trabalhista sofreu grandes perdas nas eleições locais na Inglaterra e nas votações para as assembleias da Escócia e do País de Gales, o que aprofundou dúvidas sobre a capacidade de Starmer de governar. O Reform UK foi o principal beneficiário desse pleito e suas implicações na política interna britânica. Maio de 2026: Wes Streeting renuncia como ministro da Saúde O ministro da Saúde, Wes Streeting, renunciou dizendo ter perdido a confiança na liderança de Starmer e pediu uma disputa pela liderança do partido. Junho de 2026: Ministro da Defesa, John Healey, renuncia O ministro da Defesa, John Healey, entregou o cargo após uma disputa de meses sobre gastos militares, acusando Starmer de não comprometer os recursos necessários para manter o país seguro diante de ameaças crescentes. Junho de 2026: Andy Burnham mostra que pode vencer o Reform UK O prefeito de Manchester, Andy Burnham, venceu uma eleição no norte da Inglaterra, derrotando o Reform UK e retornando a Westminster, removendo um obstáculo importante para qualquer desafio à liderança de Starmer. Streeting, que havia dito anteriormente que participaria de uma disputa pela liderança, passou a apoiar Burnham, fortalecendo sua posição como principal candidato.