Imagens de câmeras de segurança registraram o momento em que médico foi preso O médico Neandro Schiefler, de 46 anos, foi preso em Praia Grande, no litoral de São Paulo, seis meses após ser condenado por estupro de vulnerável e violação sexual mediante fraude contra pacientes em Itajaí (SC). Conforme apurado pela TV Tribuna, afiliada da Globo, ele foi identificado por uma câmera de monitoramento que usa inteligência artificial para fazer o reconhecimento facial de procurados. A investigação chegou até a polícia após a esposa de Neandro enviar um CD com vídeos dos abusos. Na época, o delegado responsável pelo caso, Alexandre de Oliveira, disse que as filmagens eram feitas pelo próprio médico, sendo a maioria com as vítimas dopadas. ✅ Clique aqui para seguir o novo canal do g1 Santos no WhatsApp. Os crimes teriam ocorrido desde 2017 dentro das unidades de saúde onde ele trabalhava. Na época, a polícia informou que Neandro confirmou ser a pessoa que aparece em 14 das 16 filmagens. O g1 não localizou a defesa dele até a última atualização desta reportagem. Neandro Schiefler, de 46 anos, foi identificado e preso em Praia Grande, SP Reprodução/TV Tribuna Encontrado Neandro estava andando pelas ruas da cidade quando foi identificado por uma câmera de monitoramento. O equipamento usa inteligência artificial para cruzar as imagens captadas com os dados do Banco Nacional de Medidas Penais e Prisões (BNMP) e do programa Muralha Paulista. Com o reconhecimento do médico, um alerta sonoro foi enviado ao Centro Integrado de Comando e Operações Especiais (Cicoe) de Praia Grande, que acionou uma viatura da Guarda Civil Municipal (GCM). Os guardas chegaram em aproximadamente dois minutos e realizaram a abordagem em um ponto de ônibus no bairro Ocian, no sábado (2). Durante a pesquisa pessoal, ele foi identificado como procurado da Justiça de Santa Catarina e acabou sendo preso. Centro Integrado de Comando e Operações Especiais (Cicoe) de Praia Grande, SP Fred Casagrande/Prefeitura de Praia Grande/Divulgação O inspetor chefe da GCM, Marco Alves dos Santos, informou que a cidade tem 3,7 mil câmeras espalhadas, sendo que 122 contam com esse reconhecimento facial. De acordo com ele, alguns critérios definem em quais regiões os equipamentos são instalados. "São locais de grande movimentação de pessoas e também, de alguma forma, de interesse de rotas de crime. Pessoas que, por algum motivo, cometeram algum tipo de delito e acabam utilizando uma rota para poder sair desses locais", explicou o inspetor, em entrevista à TV Tribuna. Médico que estuprava pacientes e filmava os crimes é preso em Praia Grande, SP Condenação Em fevereiro de 2019, Neandro foi preso pela primeira vez durante a operação ‘Jaleco Branco’, realizada pela Polícia Civil de Santa Catarina. Ele atuava como clínico geral em Itajaí quando foi surpreendido pelo mandado de prisão temporária. Em outubro de 2025, Neandro foi condenado a 16 anos e 4 meses de prisão por estupro de vulnerável e violação sexual mediante fraude pela Segunda Vara Criminal da Comarca de Itajaí, do Tribunal de Justiça do Estado de Santa Catarina. De acordo com o mandado de prisão, a Justiça entendeu que o médico praticou violação sexual por três vezes, além de estupro de vulnerável contra pessoas que, por enfermidade ou deficiência mental, não podiam oferecer resistência. Segundo a decisão da Justiça, Neandro se aproveitou da posição de médico para agir com abuso de poder ou violação de dever inerente à profissão. O mandado de prisão tinha validade até 2045. O médico Neandro Schiefler, de 46 anos, foi condenado a 16 anos de prisão Reprodução/Redes sociais Intervenção do CRM Em 2019 e 2020, o Conselho Regional de Medicina de Santa Catarina determinou a interdição cautelar do registro profissional de Neandro, que se tornou alvo de um processo ético profissional. No entanto, o CRM cassou o registro permanentemente após julgamento do Tribunal Superior de Ética Médica do Conselho Federal de Medicina. A decisão foi publicada em junho de 2023, levando em consideração uma série de artigos do conselho que Neandro infringiu. VÍDEOS: g1 em 1 minuto Santos
Entenda como funciona o sistema com IA que levou à prisão de médico que estuprou pacientes
Escrito em 05/05/2026
Imagens de câmeras de segurança registraram o momento em que médico foi preso O médico Neandro Schiefler, de 46 anos, foi preso em Praia Grande, no litoral de São Paulo, seis meses após ser condenado por estupro de vulnerável e violação sexual mediante fraude contra pacientes em Itajaí (SC). Conforme apurado pela TV Tribuna, afiliada da Globo, ele foi identificado por uma câmera de monitoramento que usa inteligência artificial para fazer o reconhecimento facial de procurados. A investigação chegou até a polícia após a esposa de Neandro enviar um CD com vídeos dos abusos. Na época, o delegado responsável pelo caso, Alexandre de Oliveira, disse que as filmagens eram feitas pelo próprio médico, sendo a maioria com as vítimas dopadas. ✅ Clique aqui para seguir o novo canal do g1 Santos no WhatsApp. Os crimes teriam ocorrido desde 2017 dentro das unidades de saúde onde ele trabalhava. Na época, a polícia informou que Neandro confirmou ser a pessoa que aparece em 14 das 16 filmagens. O g1 não localizou a defesa dele até a última atualização desta reportagem. Neandro Schiefler, de 46 anos, foi identificado e preso em Praia Grande, SP Reprodução/TV Tribuna Encontrado Neandro estava andando pelas ruas da cidade quando foi identificado por uma câmera de monitoramento. O equipamento usa inteligência artificial para cruzar as imagens captadas com os dados do Banco Nacional de Medidas Penais e Prisões (BNMP) e do programa Muralha Paulista. Com o reconhecimento do médico, um alerta sonoro foi enviado ao Centro Integrado de Comando e Operações Especiais (Cicoe) de Praia Grande, que acionou uma viatura da Guarda Civil Municipal (GCM). Os guardas chegaram em aproximadamente dois minutos e realizaram a abordagem em um ponto de ônibus no bairro Ocian, no sábado (2). Durante a pesquisa pessoal, ele foi identificado como procurado da Justiça de Santa Catarina e acabou sendo preso. Centro Integrado de Comando e Operações Especiais (Cicoe) de Praia Grande, SP Fred Casagrande/Prefeitura de Praia Grande/Divulgação O inspetor chefe da GCM, Marco Alves dos Santos, informou que a cidade tem 3,7 mil câmeras espalhadas, sendo que 122 contam com esse reconhecimento facial. De acordo com ele, alguns critérios definem em quais regiões os equipamentos são instalados. "São locais de grande movimentação de pessoas e também, de alguma forma, de interesse de rotas de crime. Pessoas que, por algum motivo, cometeram algum tipo de delito e acabam utilizando uma rota para poder sair desses locais", explicou o inspetor, em entrevista à TV Tribuna. Médico que estuprava pacientes e filmava os crimes é preso em Praia Grande, SP Condenação Em fevereiro de 2019, Neandro foi preso pela primeira vez durante a operação ‘Jaleco Branco’, realizada pela Polícia Civil de Santa Catarina. Ele atuava como clínico geral em Itajaí quando foi surpreendido pelo mandado de prisão temporária. Em outubro de 2025, Neandro foi condenado a 16 anos e 4 meses de prisão por estupro de vulnerável e violação sexual mediante fraude pela Segunda Vara Criminal da Comarca de Itajaí, do Tribunal de Justiça do Estado de Santa Catarina. De acordo com o mandado de prisão, a Justiça entendeu que o médico praticou violação sexual por três vezes, além de estupro de vulnerável contra pessoas que, por enfermidade ou deficiência mental, não podiam oferecer resistência. Segundo a decisão da Justiça, Neandro se aproveitou da posição de médico para agir com abuso de poder ou violação de dever inerente à profissão. O mandado de prisão tinha validade até 2045. O médico Neandro Schiefler, de 46 anos, foi condenado a 16 anos de prisão Reprodução/Redes sociais Intervenção do CRM Em 2019 e 2020, o Conselho Regional de Medicina de Santa Catarina determinou a interdição cautelar do registro profissional de Neandro, que se tornou alvo de um processo ético profissional. No entanto, o CRM cassou o registro permanentemente após julgamento do Tribunal Superior de Ética Médica do Conselho Federal de Medicina. A decisão foi publicada em junho de 2023, levando em consideração uma série de artigos do conselho que Neandro infringiu. VÍDEOS: g1 em 1 minuto Santos