Roteadores compartilham e coordenam o uso da internet entre vários equipamentos Altieres Rohr/G1 A Comissão Federal de Comunicações dos Estados Unidos (FCC) anunciou na segunda-feira (23) a proibição da importação de novos modelos de roteadores fabricados no exterior sob o argumento de que esses aparelhos levantam preocupações com a segurança. O principal alvo da medida é a China, que já tem outras restrições sobre o envio de seus equipamentos aos EUA. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 A estimativa é de que a China controle 60% do mercado americano de roteadores domésticos, que conectam computadores, telefones e outros dispositivos à internet, afirma a agência Reuters. A ordem da FCC não afeta a importação ou o uso de modelos existentes, mas proíbe os que forem lançados a partir de agora. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Segundo a agência, uma análise convocada pela Casa Branca considerou que roteadores importados representam "um grave risco de segurança cibernética que poderia ser aproveitado para interromper imediata e gravemente a infraestrutura crítica dos EUA." A FCC afirmou ainda que agentes mal-intencionados exploraram brechas de segurança em roteadores fabricados no exterior "para atacar residências, interromper redes, permitir a espionagem e facilitar o roubo de propriedade intelectual". O comunicado citou como exemplos os ataques como Volt, Flax e Salt Typhoon, todos apontados como de origem em grupos hackers chineses. O último teria sido capaz de invadir sistemas de e-mail de assessores do Congresso americano. A determinação inclui uma isenção para roteadores que o Pentágono considera que não representam riscos inaceitáveis. LEIA TAMBÉM: Governo dos EUA registra domínio 'alien.gov' após Trump ordenar divulgação de arquivos sobre supostos ETs Youtuber diz não ter R$ 70 mil para pagar condenação e pede para juiz reconsiderar Vídeos no TikTok simulam agressões a mulheres em meio a recorde de feminicídios Parlamentares já haviam levantado preocupações de segurança sobre os roteadores fabricados na China, e o deputado John Moolenaar, presidente republicano do comitê seleto da Câmara sobre a China, elogiou a ordem da FCC. "A tremenda decisão de hoje da FCC e do governo Trump protege nosso país contra os implacáveis ataques cibernéticos da China e deixa claro que esses dispositivos devem ser excluídos de nossa infraestrutura crítica", disse Moolenaar. "Os roteadores são essenciais para manter todos nós conectados e não podemos permitir que a tecnologia chinesa esteja no centro disso." A Embaixada da China em Washington não fez comentários de imediato. A TP-Link Systems foi processada em fevereiro pelo procurador-geral do Texas, Ken Paxton, por supostamente comercializar seus roteadores de rede de forma enganosa e permitir que Pequim acessasse dispositivos dos consumidores norte-americanos. A empresa, sediada na Califórnia e com origem a partir de uma fabricante chinesa, disse que "defenderia vigorosamente" sua reputação. A companhia afirmou que o governo chinês não tem nenhuma forma de propriedade ou controle sobre a empresa, seus produtos ou dados de usuários. A Reuters informou em fevereiro que o governo Trump havia suspendido uma proposta de proibição das vendas domésticas de roteadores fabricados pela TP-Link. Em dezembro, a FCC emitiu regras semelhantes proibindo a importação de todos os novos modelos de drones chineses.
Por que os EUA proibiram a importação de novos modelos de roteadores
Escrito em 24/03/2026
Roteadores compartilham e coordenam o uso da internet entre vários equipamentos Altieres Rohr/G1 A Comissão Federal de Comunicações dos Estados Unidos (FCC) anunciou na segunda-feira (23) a proibição da importação de novos modelos de roteadores fabricados no exterior sob o argumento de que esses aparelhos levantam preocupações com a segurança. O principal alvo da medida é a China, que já tem outras restrições sobre o envio de seus equipamentos aos EUA. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 A estimativa é de que a China controle 60% do mercado americano de roteadores domésticos, que conectam computadores, telefones e outros dispositivos à internet, afirma a agência Reuters. A ordem da FCC não afeta a importação ou o uso de modelos existentes, mas proíbe os que forem lançados a partir de agora. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Segundo a agência, uma análise convocada pela Casa Branca considerou que roteadores importados representam "um grave risco de segurança cibernética que poderia ser aproveitado para interromper imediata e gravemente a infraestrutura crítica dos EUA." A FCC afirmou ainda que agentes mal-intencionados exploraram brechas de segurança em roteadores fabricados no exterior "para atacar residências, interromper redes, permitir a espionagem e facilitar o roubo de propriedade intelectual". O comunicado citou como exemplos os ataques como Volt, Flax e Salt Typhoon, todos apontados como de origem em grupos hackers chineses. O último teria sido capaz de invadir sistemas de e-mail de assessores do Congresso americano. A determinação inclui uma isenção para roteadores que o Pentágono considera que não representam riscos inaceitáveis. LEIA TAMBÉM: Governo dos EUA registra domínio 'alien.gov' após Trump ordenar divulgação de arquivos sobre supostos ETs Youtuber diz não ter R$ 70 mil para pagar condenação e pede para juiz reconsiderar Vídeos no TikTok simulam agressões a mulheres em meio a recorde de feminicídios Parlamentares já haviam levantado preocupações de segurança sobre os roteadores fabricados na China, e o deputado John Moolenaar, presidente republicano do comitê seleto da Câmara sobre a China, elogiou a ordem da FCC. "A tremenda decisão de hoje da FCC e do governo Trump protege nosso país contra os implacáveis ataques cibernéticos da China e deixa claro que esses dispositivos devem ser excluídos de nossa infraestrutura crítica", disse Moolenaar. "Os roteadores são essenciais para manter todos nós conectados e não podemos permitir que a tecnologia chinesa esteja no centro disso." A Embaixada da China em Washington não fez comentários de imediato. A TP-Link Systems foi processada em fevereiro pelo procurador-geral do Texas, Ken Paxton, por supostamente comercializar seus roteadores de rede de forma enganosa e permitir que Pequim acessasse dispositivos dos consumidores norte-americanos. A empresa, sediada na Califórnia e com origem a partir de uma fabricante chinesa, disse que "defenderia vigorosamente" sua reputação. A companhia afirmou que o governo chinês não tem nenhuma forma de propriedade ou controle sobre a empresa, seus produtos ou dados de usuários. A Reuters informou em fevereiro que o governo Trump havia suspendido uma proposta de proibição das vendas domésticas de roteadores fabricados pela TP-Link. Em dezembro, a FCC emitiu regras semelhantes proibindo a importação de todos os novos modelos de drones chineses.