O caso Henry Borel Uma rua do bairro Rio Branco, na Região de Venda Nova, em Belo Horizonte, passará a se chamar Henry Borel, menino que morreu em 2021, aos quatro anos, após ser agredido pelo padrasto, o ex-vereador Jairinho, no Rio de Janeiro. A mudança foi sancionada pelo prefeito Álvaro Damião (União Brasil) e publicada no Diário Oficial do Município (DOM) desta quarta-feira (29). A norma determina que a atual Rua X receba o nome da criança e já entrou em vigor. O projeto que deu origem à lei foi apresentado pelo vereador Neném da Farmácia (Mobiliza). ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Minas no WhatsApp Ao justificar a proposta à Câmara Municipal de Belo Horizonte, o parlamentar disse ser uma "homenagem simbólica", com "profundo significado social e humano", que "reafirma valores fundamentais da sociedade, como a dignidade humana, o cuidado e a responsabilidade coletiva". "Ao atribuir seu nome a um logradouro público, o município de Belo Horizonte contribui para manter viva a memória dessa causa, promovendo a conscientização permanente da população sobre a importância da defesa dos direitos das crianças, conforme preconiza o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA)", argumentou Neném da Farmácia. Relembre o caso Henry Borel Reprodução/Jornal Nacional Henry Borel morreu na madrugada de 8 de março de 2021, aos quatro anos. No dia anterior, ele havia sido entregue pelo pai, Leniel Borel, à mãe, Monique, no apartamento onde ela morava com o padrasto do garoto, o ex-vereador Jairo Santos Souza Júnior, conhecido como Jairinho, na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro. Horas depois, o então casal levou o garoto ao Hospital Barra D’Or. Eles alegaram que ele tinha "caído da cama" e não estava respirando. Um laudo daquele dia informava que a causa da morte foi hemorragia interna e laceração hepática causada por uma ação contundente — o fígado do menino se rompeu após uma pancada. À época, peritos ouvidos pela TV Globo disseram que, pelo exame de necropsia, era possível afirmar que Henry morreu por uma ação violenta. A reconstituição simulada daquela noite apontou múltiplas lesões por ação violenta e descartou qualquer possibilidade de acidente doméstico. A polícia concluiu que o garoto morreu por agressões do padrasto e omissão da mãe. Jairinho foi condenado a mais de 43 anos de prisão pela tortura e morte de Henry Borel, enquanto Monique Medeiros recebeu perdão judicial pelo homicídio culposo. Casal preso e julgado Dr. Jairinho e Monique Medeiros, em fotos feitas no ingresso do casal no sistema penitenciário Reprodução Exatamente um mês depois da morte de Henry, em 8 abril de 2021, Jairinho e Monique foram presos. A linha investigativa, naquele momento, já estava consolidada em torno de homicídio e tortura, e não de acidente doméstico. Jairinho está preso desde então. Já Monique chegou a ser solta e voltar para a cadeia, mas deixou o sistema penitenciário pela última vez em junho deste ano. LEIA TAMBÉM: Ausência de Jairinho, 'coração' de Monique, 'afago' da juíza: bastidores do fim do julgamento do caso Henry Borel FOTOS mostram momentos do julgamento que condenou Jairinho pela morte de Henry Borel
Rua em Belo Horizonte recebe nome de Henry Borel
Escrito em 29/07/2026
O caso Henry Borel Uma rua do bairro Rio Branco, na Região de Venda Nova, em Belo Horizonte, passará a se chamar Henry Borel, menino que morreu em 2021, aos quatro anos, após ser agredido pelo padrasto, o ex-vereador Jairinho, no Rio de Janeiro. A mudança foi sancionada pelo prefeito Álvaro Damião (União Brasil) e publicada no Diário Oficial do Município (DOM) desta quarta-feira (29). A norma determina que a atual Rua X receba o nome da criança e já entrou em vigor. O projeto que deu origem à lei foi apresentado pelo vereador Neném da Farmácia (Mobiliza). ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Minas no WhatsApp Ao justificar a proposta à Câmara Municipal de Belo Horizonte, o parlamentar disse ser uma "homenagem simbólica", com "profundo significado social e humano", que "reafirma valores fundamentais da sociedade, como a dignidade humana, o cuidado e a responsabilidade coletiva". "Ao atribuir seu nome a um logradouro público, o município de Belo Horizonte contribui para manter viva a memória dessa causa, promovendo a conscientização permanente da população sobre a importância da defesa dos direitos das crianças, conforme preconiza o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA)", argumentou Neném da Farmácia. Relembre o caso Henry Borel Reprodução/Jornal Nacional Henry Borel morreu na madrugada de 8 de março de 2021, aos quatro anos. No dia anterior, ele havia sido entregue pelo pai, Leniel Borel, à mãe, Monique, no apartamento onde ela morava com o padrasto do garoto, o ex-vereador Jairo Santos Souza Júnior, conhecido como Jairinho, na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro. Horas depois, o então casal levou o garoto ao Hospital Barra D’Or. Eles alegaram que ele tinha "caído da cama" e não estava respirando. Um laudo daquele dia informava que a causa da morte foi hemorragia interna e laceração hepática causada por uma ação contundente — o fígado do menino se rompeu após uma pancada. À época, peritos ouvidos pela TV Globo disseram que, pelo exame de necropsia, era possível afirmar que Henry morreu por uma ação violenta. A reconstituição simulada daquela noite apontou múltiplas lesões por ação violenta e descartou qualquer possibilidade de acidente doméstico. A polícia concluiu que o garoto morreu por agressões do padrasto e omissão da mãe. Jairinho foi condenado a mais de 43 anos de prisão pela tortura e morte de Henry Borel, enquanto Monique Medeiros recebeu perdão judicial pelo homicídio culposo. Casal preso e julgado Dr. Jairinho e Monique Medeiros, em fotos feitas no ingresso do casal no sistema penitenciário Reprodução Exatamente um mês depois da morte de Henry, em 8 abril de 2021, Jairinho e Monique foram presos. A linha investigativa, naquele momento, já estava consolidada em torno de homicídio e tortura, e não de acidente doméstico. Jairinho está preso desde então. Já Monique chegou a ser solta e voltar para a cadeia, mas deixou o sistema penitenciário pela última vez em junho deste ano. LEIA TAMBÉM: Ausência de Jairinho, 'coração' de Monique, 'afago' da juíza: bastidores do fim do julgamento do caso Henry Borel FOTOS mostram momentos do julgamento que condenou Jairinho pela morte de Henry Borel