Operação do MTE interditou a empresa responsável pela gestão do transporte público em Pilar do Sul (SP) Reprodução/Redes sociais A Polícia Civil instaurou inquérito para investigar o dono da empresa Viação Estevam, responsável pelo transporte público de Pilar do Sul (SP), após seis mulheres denunciarem supostos casos de assédio sexual e moral no ambiente de trabalho. A empresa já havia sido interditada em 12 de fevereiro durante operação do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), que identificou condições precárias e jornadas exaustivas. Nos autos do processo, aos quais o g1 teve acesso na época, as denúncias de assédio já eram mencionadas pelo órgão. 📲 Participe do canal do g1 Itapetininga e Região no WhatsApp A reportagem conversou com as seis denunciantes, que preferem não se identificar. Uma delas, que é casada, alega que o homem chegou a perguntar quanto ela cobraria para ter um encontro sexual com ele. "O dono começou a mandar mensagens para mim oferecendo dinheiro e perguntando o quanto eu cobraria para sair com ele. Ele insistiu muitas e muitas vezes, mas viu que não conseguia nada e tirava proveito de mim de outras formas na empresa. Todo serviço que tinha, ele jogava nas minhas costas mesmo não sendo minha função", conta. As seis mulheres trabalhavam como agente de bordo, ou seja, cuidavam da segurança dos alunos durante o transporte escolar. Desde então, elas protestam em uma praça contra a empresa, que retornou às operações após uma liminar judicial devido ao MTE anexar uma foto feita por inteligência artificial no processo. "Nós não fazíamos apenas o serviço de agente de bordo. Limpávamos os ônibus enquanto eles não estavam em operação e também fazíamos manutenções que, se fossem feitas próximas do horário do ônibus voltar à linha, ele nos ameaçava", detalham. Manifestação já dura mais de 24 horas e reúne funcionários e familiares de estudantes em Pilar do Sul Arquivo Pessoal Outra vítima relatou que o dono fazia comentários desrespeitosos sobre os relacionamentos das funcionárias. Ele se referia à aliança de compromisso como “forca” e, segundo a denúncia, chegou a pedir que outras pessoas fossem até a casa de uma terceira mulher, que mora perto da empresa, como forma de retaliação. "Nós não voltamos a trabalhar depois da liminar, então, eles começaram a me perseguir na porta de casa. Eu tive que ficar três dias fora de casa por medo. Entraram no quintal, fizeram barulho para me assustar. Fiquei assustada e com receio de entrarem na casa e fazerem alguma coisa comigo", lamenta. Funcionários relatam situações de abuso Divulgação/MTE Além dos assédios, as ex-funcionárias denunciam jornadas exaustivas de trabalho, o que também foi mencionado pelo ministério durante a operação de fiscalização. As mulheres alegam que, apesar de estarem contratadas em regime CLT, trabalhavam cerca de 13 horas todos os dias e, por muitas vezes, não tinham tempo para comer. "O que eles fazem com a gente não é nem um pouco humano. Nós trabalhamos 13 horas por dia, independente de ser sábado, que eram os dias que ficávamos esfregando os ônibus mesmo não sendo do setor da limpeza. Já os motoristas, além de dirigirem, tinham que consertar os veículos quando quebravam. No feriado também, mesmo se as escolas emendarem, em caso de prolongado", dizem. As mulheres afirmam ainda que, apesar do vale-alimentação previsto em contrato, o benefício nunca foi pago. Segundo as denunciantes, as horas extras também não eram remuneradas pela empresa. "Eles nos faziam assinar a retirada do ticket refeição, mas nós nunca recebemos nada. Dependendo da linha e do horário, é mais puxado e as meninas ficam sem almoço. Mal temos tempo para irmos ao banheiro. E nossa remuneração mensal é de um salário mínimo e sempre paga via PIX, sendo que, na nossa convenção, o valor base é maior", apontam. Operação interdita empresa e deixa Pilar do Sul sem transporte público Uma terceira vítima, que também preferiu não se identificar, alega ter sido perseguida pelo dono e por outros homens que, segundo ela, possuem ligação com a empresa. Ela chegou a ser filmada e fotografada enquanto estava na rua com a filha pequena. "O que mais me pegou desde quando eu saí da empresa foi a perseguição, de ficar tirando foto, filmando e andando atrás de mim. Eu não tinha medo algum, mas fiquei com muito medo de fazerem algo com a minha filha, ainda mais que estamos em uma cidade pequena", revela. A união entre as vítimas só ocorreu após deixarem a empresa. Segundo elas, havia orientação para não conversarem entre si durante o expediente, o que gerava medo e impedia o compartilhamento das situações de desconforto. "Era um clima chato e muito pesado. Nós não tínhamos nenhuma colega de empresa, éramos como inimigas umas das outras. Nosso medo maior era de comentar alguma coisa e isso acabar chegando neles [na chefia], porque, querendo ou não, nós precisamos de um emprego. Se nos juntássemos, o dono percebia e vinha nos dar cada vez mais trabalho fora", comenta uma das vítimas. Ex-funcionárias registraram ônibus da empresa com falha no fechamento da porta Com medo, as ex-funcionárias procuraram o Sindicato dos Rodoviários de Sorocaba (SP). Para elas, a principal reivindicação é a segurança dos estudantes e da população da cidade, que andam em transportes precários, com a porta destravada e sem cinto. Assista ao vídeo acima. "Nossa preocupação é a população. Nós não queremos apenas que a empresa saia para outra entrar no lugar. A segurança dos munícipes também é uma preocupação, fora que os ônibus não podem rodar sem os agentes de bordo. Fora a reparação moral, nós merecemos ser reconhecidas como trabalhadoras", pontuam. Operação envolve empresa de transporte público em Pilar do Sul (SP) Reprodução/Redes sociais Além disso, as denunciantes afirmam que ficaram sem nenhum tipo de respaldo financeiro desde o fim do contrato com a empresa. Elas foram demitidas no ano passado, depois foram recontratadas e, devido à situação, não tiveram direito a nada. "Em novembro, nós fomos mandadas embora e, quando fomos assinar a demissão, nós já estávamos em período de aviso prévio sem nenhum consentimento. Conseguimos seguro desemprego na época, mas fomos recontratadas e ele foi cortado. Mas o FGTS e o INSS não eram recolhidos", afirmam. LEIA TAMBÉM: Funcionária denuncia assédio após levar tapa nas nádegas em supermercado de Conchas: 'Disseram que eu dei liberdade' Pacientes enfrentam espera de dois meses para receber bolsa de colostomia em Itapetininga Casos de estupro superam roubos no início do ano em Itapetininga, aponta SSP Os assédios, de acordo com uma das mulheres, chegou a envolver toques físicos e perguntas de cunho sexual. Na maioria das vezes, as situações aconteciam dentro do escritório da empresa. "Ele chamava de 'morena bonita', enquanto as outras eram 'mocinhas'. Ele pegava na minha mão e eu tinha que forçar para tirar. Quando ele aparecia por lá, nós fugíamos. Uma das vezes, ele me disse que eu estava com uma cara muito boa e perguntou se 'eu tinha namorado a noite inteira'", destaca. "O proprietário falava que 'tudo que acontecia dentro da sala, ficava dentro da sala'. Teve uma vez que eu conversei com uma atendente e ele viu. Logo depois, ele sentou na minha frente, questionou o motivo de eu ter falado com ela e pegou meu celular. Tive até um 'delay' para entender o que tinha acontecido. Na saída, ele abriu a porta e tentou pegar na minha cintura. Eu fiquei muito nervosa", desabafa. Empresa de ônibus de Pilar do Sul volta a operar após denúncia apontar uso de IA em foto Os casos também foram denunciados por uma das mulheres ao Ministério Público de São Paulo (MPSP). A reportagem teve acesso ao documento, assinado pelo promotor Luiz Fernando Guinsberg Pinto, que solicita uma série de esclarecimentos à Prefeitura de Pilar do Sul. Confira: Relação da frota completa dos ônibus; Cópia dos laudos de vistoria; Relação nominal dos motoristas; Mecanismos adotados pela gestão municipal para acompanhamento do processo contratual; Esclarecimentos sobre a denúncia; Informações sobre o protocolo de denúncia; Quais serão as providências urgentes tomadas. Empresa foi interditada pelo MTE Em 12 de fevereiro, a empresa foi interditada pelo MTE em uma operação realizada após uma denúncia protocolada no Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDH), com participação do Ministério Público do Trabalho (MPT). Um dos documentos, com 74 páginas, aponta maus-tratos, assédio moral e até tortura contra funcionários. O MTE também constatou, à época, falhas no controle de riscos e na manutenção, que poderiam causar acidentes graves. Entre as irregularidades, a fiscalização apontou que a garagem dos ônibus está em um local não permitido pelo zoneamento urbano do município. Retorno às operações A empresa retornou às operações uma semana após o embargo do MTE, em 19 de fevereiro. A viação protocolou uma ação na Justiça após afirmar que o ministério teria anexado uma imagem feita por inteligência artificial nos autos do processo. No processo, consta que o auditor-chefe regional do MTE, Ubiratan Vieira, anexou uma foto de um bode e de uma cabrita no interior de um dos ônibus da empresa, classificando a cena como “situação vexatória”. Por causa disso, Ubiratan passou a figurar como réu no processo juntamente com a Advocacia-Geral da União (AGU). Segundo o registro, a fotografia anexada não corresponde aos fatos narrados no auto de interdição. Veja a imagem abaixo: Imagem foi anexada e teria sido gerada por IA Reprodução O juiz responsável pelo caso, Paulo Eduardo Belotti, deferiu a tutela de urgência a favor da empresa após analisar o recurso. Com a decisão, a viação voltou a ser responsável pelo transporte público da cidade. O que dizem os citados Em nota enviada ao g1, a Secretaria da Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP) informou que as denúncias feitas pelas mulheres estão sendo investigadas pela delegacia de Pilar do Sul. "A Polícia Civil ressalta que todas as unidades policiais do Estado estão plenamente aptas a realizar o registro de ocorrências relacionadas à violência contra mulher. As unidades contam com equipes capacitadas para o atendimento das vítimas", cita a nota. Já o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) afirmou, também em nota, que a operação foi concluída ainda em fevereiro, com as medidas administrativas cabíveis, dentro das inspeções legais. O g1 também entrou em contato com a Viação Estevam, o Ministério Público de São Paulo e a Prefeitura de Pilar do Sul, mas não recebeu resposta até a publicação desta reportagem. Initial plugin text Veja mais notícias no g1 Itapetininga e Região VÍDEOS: assista às reportagens da TV TEM
Polícia investiga denúncia de assédio sexual e moral contra dono de empresa responsável pelo transporte público de Pilar do Sul
Escrito em 13/04/2026
Operação do MTE interditou a empresa responsável pela gestão do transporte público em Pilar do Sul (SP) Reprodução/Redes sociais A Polícia Civil instaurou inquérito para investigar o dono da empresa Viação Estevam, responsável pelo transporte público de Pilar do Sul (SP), após seis mulheres denunciarem supostos casos de assédio sexual e moral no ambiente de trabalho. A empresa já havia sido interditada em 12 de fevereiro durante operação do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), que identificou condições precárias e jornadas exaustivas. Nos autos do processo, aos quais o g1 teve acesso na época, as denúncias de assédio já eram mencionadas pelo órgão. 📲 Participe do canal do g1 Itapetininga e Região no WhatsApp A reportagem conversou com as seis denunciantes, que preferem não se identificar. Uma delas, que é casada, alega que o homem chegou a perguntar quanto ela cobraria para ter um encontro sexual com ele. "O dono começou a mandar mensagens para mim oferecendo dinheiro e perguntando o quanto eu cobraria para sair com ele. Ele insistiu muitas e muitas vezes, mas viu que não conseguia nada e tirava proveito de mim de outras formas na empresa. Todo serviço que tinha, ele jogava nas minhas costas mesmo não sendo minha função", conta. As seis mulheres trabalhavam como agente de bordo, ou seja, cuidavam da segurança dos alunos durante o transporte escolar. Desde então, elas protestam em uma praça contra a empresa, que retornou às operações após uma liminar judicial devido ao MTE anexar uma foto feita por inteligência artificial no processo. "Nós não fazíamos apenas o serviço de agente de bordo. Limpávamos os ônibus enquanto eles não estavam em operação e também fazíamos manutenções que, se fossem feitas próximas do horário do ônibus voltar à linha, ele nos ameaçava", detalham. Manifestação já dura mais de 24 horas e reúne funcionários e familiares de estudantes em Pilar do Sul Arquivo Pessoal Outra vítima relatou que o dono fazia comentários desrespeitosos sobre os relacionamentos das funcionárias. Ele se referia à aliança de compromisso como “forca” e, segundo a denúncia, chegou a pedir que outras pessoas fossem até a casa de uma terceira mulher, que mora perto da empresa, como forma de retaliação. "Nós não voltamos a trabalhar depois da liminar, então, eles começaram a me perseguir na porta de casa. Eu tive que ficar três dias fora de casa por medo. Entraram no quintal, fizeram barulho para me assustar. Fiquei assustada e com receio de entrarem na casa e fazerem alguma coisa comigo", lamenta. Funcionários relatam situações de abuso Divulgação/MTE Além dos assédios, as ex-funcionárias denunciam jornadas exaustivas de trabalho, o que também foi mencionado pelo ministério durante a operação de fiscalização. As mulheres alegam que, apesar de estarem contratadas em regime CLT, trabalhavam cerca de 13 horas todos os dias e, por muitas vezes, não tinham tempo para comer. "O que eles fazem com a gente não é nem um pouco humano. Nós trabalhamos 13 horas por dia, independente de ser sábado, que eram os dias que ficávamos esfregando os ônibus mesmo não sendo do setor da limpeza. Já os motoristas, além de dirigirem, tinham que consertar os veículos quando quebravam. No feriado também, mesmo se as escolas emendarem, em caso de prolongado", dizem. As mulheres afirmam ainda que, apesar do vale-alimentação previsto em contrato, o benefício nunca foi pago. Segundo as denunciantes, as horas extras também não eram remuneradas pela empresa. "Eles nos faziam assinar a retirada do ticket refeição, mas nós nunca recebemos nada. Dependendo da linha e do horário, é mais puxado e as meninas ficam sem almoço. Mal temos tempo para irmos ao banheiro. E nossa remuneração mensal é de um salário mínimo e sempre paga via PIX, sendo que, na nossa convenção, o valor base é maior", apontam. Operação interdita empresa e deixa Pilar do Sul sem transporte público Uma terceira vítima, que também preferiu não se identificar, alega ter sido perseguida pelo dono e por outros homens que, segundo ela, possuem ligação com a empresa. Ela chegou a ser filmada e fotografada enquanto estava na rua com a filha pequena. "O que mais me pegou desde quando eu saí da empresa foi a perseguição, de ficar tirando foto, filmando e andando atrás de mim. Eu não tinha medo algum, mas fiquei com muito medo de fazerem algo com a minha filha, ainda mais que estamos em uma cidade pequena", revela. A união entre as vítimas só ocorreu após deixarem a empresa. Segundo elas, havia orientação para não conversarem entre si durante o expediente, o que gerava medo e impedia o compartilhamento das situações de desconforto. "Era um clima chato e muito pesado. Nós não tínhamos nenhuma colega de empresa, éramos como inimigas umas das outras. Nosso medo maior era de comentar alguma coisa e isso acabar chegando neles [na chefia], porque, querendo ou não, nós precisamos de um emprego. Se nos juntássemos, o dono percebia e vinha nos dar cada vez mais trabalho fora", comenta uma das vítimas. Ex-funcionárias registraram ônibus da empresa com falha no fechamento da porta Com medo, as ex-funcionárias procuraram o Sindicato dos Rodoviários de Sorocaba (SP). Para elas, a principal reivindicação é a segurança dos estudantes e da população da cidade, que andam em transportes precários, com a porta destravada e sem cinto. Assista ao vídeo acima. "Nossa preocupação é a população. Nós não queremos apenas que a empresa saia para outra entrar no lugar. A segurança dos munícipes também é uma preocupação, fora que os ônibus não podem rodar sem os agentes de bordo. Fora a reparação moral, nós merecemos ser reconhecidas como trabalhadoras", pontuam. Operação envolve empresa de transporte público em Pilar do Sul (SP) Reprodução/Redes sociais Além disso, as denunciantes afirmam que ficaram sem nenhum tipo de respaldo financeiro desde o fim do contrato com a empresa. Elas foram demitidas no ano passado, depois foram recontratadas e, devido à situação, não tiveram direito a nada. "Em novembro, nós fomos mandadas embora e, quando fomos assinar a demissão, nós já estávamos em período de aviso prévio sem nenhum consentimento. Conseguimos seguro desemprego na época, mas fomos recontratadas e ele foi cortado. Mas o FGTS e o INSS não eram recolhidos", afirmam. LEIA TAMBÉM: Funcionária denuncia assédio após levar tapa nas nádegas em supermercado de Conchas: 'Disseram que eu dei liberdade' Pacientes enfrentam espera de dois meses para receber bolsa de colostomia em Itapetininga Casos de estupro superam roubos no início do ano em Itapetininga, aponta SSP Os assédios, de acordo com uma das mulheres, chegou a envolver toques físicos e perguntas de cunho sexual. Na maioria das vezes, as situações aconteciam dentro do escritório da empresa. "Ele chamava de 'morena bonita', enquanto as outras eram 'mocinhas'. Ele pegava na minha mão e eu tinha que forçar para tirar. Quando ele aparecia por lá, nós fugíamos. Uma das vezes, ele me disse que eu estava com uma cara muito boa e perguntou se 'eu tinha namorado a noite inteira'", destaca. "O proprietário falava que 'tudo que acontecia dentro da sala, ficava dentro da sala'. Teve uma vez que eu conversei com uma atendente e ele viu. Logo depois, ele sentou na minha frente, questionou o motivo de eu ter falado com ela e pegou meu celular. Tive até um 'delay' para entender o que tinha acontecido. Na saída, ele abriu a porta e tentou pegar na minha cintura. Eu fiquei muito nervosa", desabafa. Empresa de ônibus de Pilar do Sul volta a operar após denúncia apontar uso de IA em foto Os casos também foram denunciados por uma das mulheres ao Ministério Público de São Paulo (MPSP). A reportagem teve acesso ao documento, assinado pelo promotor Luiz Fernando Guinsberg Pinto, que solicita uma série de esclarecimentos à Prefeitura de Pilar do Sul. Confira: Relação da frota completa dos ônibus; Cópia dos laudos de vistoria; Relação nominal dos motoristas; Mecanismos adotados pela gestão municipal para acompanhamento do processo contratual; Esclarecimentos sobre a denúncia; Informações sobre o protocolo de denúncia; Quais serão as providências urgentes tomadas. Empresa foi interditada pelo MTE Em 12 de fevereiro, a empresa foi interditada pelo MTE em uma operação realizada após uma denúncia protocolada no Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDH), com participação do Ministério Público do Trabalho (MPT). Um dos documentos, com 74 páginas, aponta maus-tratos, assédio moral e até tortura contra funcionários. O MTE também constatou, à época, falhas no controle de riscos e na manutenção, que poderiam causar acidentes graves. Entre as irregularidades, a fiscalização apontou que a garagem dos ônibus está em um local não permitido pelo zoneamento urbano do município. Retorno às operações A empresa retornou às operações uma semana após o embargo do MTE, em 19 de fevereiro. A viação protocolou uma ação na Justiça após afirmar que o ministério teria anexado uma imagem feita por inteligência artificial nos autos do processo. No processo, consta que o auditor-chefe regional do MTE, Ubiratan Vieira, anexou uma foto de um bode e de uma cabrita no interior de um dos ônibus da empresa, classificando a cena como “situação vexatória”. Por causa disso, Ubiratan passou a figurar como réu no processo juntamente com a Advocacia-Geral da União (AGU). Segundo o registro, a fotografia anexada não corresponde aos fatos narrados no auto de interdição. Veja a imagem abaixo: Imagem foi anexada e teria sido gerada por IA Reprodução O juiz responsável pelo caso, Paulo Eduardo Belotti, deferiu a tutela de urgência a favor da empresa após analisar o recurso. Com a decisão, a viação voltou a ser responsável pelo transporte público da cidade. O que dizem os citados Em nota enviada ao g1, a Secretaria da Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP) informou que as denúncias feitas pelas mulheres estão sendo investigadas pela delegacia de Pilar do Sul. "A Polícia Civil ressalta que todas as unidades policiais do Estado estão plenamente aptas a realizar o registro de ocorrências relacionadas à violência contra mulher. As unidades contam com equipes capacitadas para o atendimento das vítimas", cita a nota. Já o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) afirmou, também em nota, que a operação foi concluída ainda em fevereiro, com as medidas administrativas cabíveis, dentro das inspeções legais. O g1 também entrou em contato com a Viação Estevam, o Ministério Público de São Paulo e a Prefeitura de Pilar do Sul, mas não recebeu resposta até a publicação desta reportagem. Initial plugin text Veja mais notícias no g1 Itapetininga e Região VÍDEOS: assista às reportagens da TV TEM