Míssil Tomahawk sendo disparado do destróier USS Thomas Hudner durante a guerra do Irã em março de 2026. Divulgação/Marinha dos Estados Unidos O governo Trump anunciou nesta segunda-feira (17) a produção "acelerada" de centenas de novos mísseis Tomahawk, de longo alcance e alta precisão, em meio a uma escassez de projéteis ofensivos e defensivos por conta da guerra do Irã. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp A produção dos projéteis foi formalizada em um contrato "histórico" de US$ 22,9 bilhões (cerca de R$ 119 bilhões) com a empresa Raytheon, especializada nos armamentos militares, segundo o Departamento de Guerra norte-americano. Em comunicado, o órgão disse que o contrato acelerará a produção do míssil Tomahawk e chamou a arma de "essencial para ataques de longo alcance e para dissuadir agressões e proteger o território nacional" dos EUA. A Raytheon afirmou nesta segunda que o contrato com o governo dos EUA terá duração de sete anos e permitirá aumentar a produção anual de Tomahawk para mais de 1.000 mísseis. Atualmente, a empresa produz apenas 60 deles por ano. A empresa afirmou que triplicou a quantidade de projéteis entregues no 1º semestre de 2026 em relação ao mesmo período de 2025. “Pedimos à indústria que ampliasse rapidamente a produção de munições, e a RTX está cumprindo esse pedido. (...) Esse contrato histórico para o Tomahawk garante que nossos combatentes continuem dispondo do poder de fogo letal de que precisam”, afirmou o secretário interino da Marinha, Hung Cao, em uma publicação na rede social X. Lançado a partir de navios e submarinos, o Tomahawk é um dos principais armamentos da frota da Marinha norte-americana e oferece capacidade de ataque de precisão de longo alcance contra alvos terrestres. O armamento foi utilizado amplamente durante a guerra contra o Irã, e esteve envolvido no ataque que matou mais de 170 crianças iranianas em uma escola em Minab. O Tomahawk tem custo mínimo de US$ 2 milhões (R$ 10,4 mi) por unidade, que pode subir para cerca de US$ 3,5 milhões (R$ 18,2 mi) em condições de urgência e reposição acelerada. No novo contrato celebrado com o governo Trump, cada unidade custaria cerca de US$ 3,3 milhões (R$ 17,2 mi) caso mil mísseis sejam entregues por ano, segundo prometeu a Raytheon. Governo Trump acelera produção de armas O aumento da produção de mísseis Tomahawk segue uma política de aceleração da indústria bélica implementada nos últimos meses pelo governo Trump, que tem gasto boa parte dos estoques principalmente na guerra do Irã e pediu urgência e velocidade para os produção de materiais militares "em estado de guerra". Em março, o Departamento de Guerra anunciou acordos para acelerar a entrega de Mísseis de Ataque de Precisão (PrSM, na sigla em inglês) e para quadruplicar a produção de sistemas antimísseis THAAD. Na semana passada, o governo Trump anunciou o aumento da produção de componentes de mísseis SM-3, vitais para a defesa aérea contra mísseis balísticos, em parceria com a Boeing e a RTX (empresa-mãe da Raytheon).
Governo Trump anuncia produção 'acelerada' de US$ 23 bilhões em novos mísseis Tomahawk
Escrito em 17/08/2026
Míssil Tomahawk sendo disparado do destróier USS Thomas Hudner durante a guerra do Irã em março de 2026. Divulgação/Marinha dos Estados Unidos O governo Trump anunciou nesta segunda-feira (17) a produção "acelerada" de centenas de novos mísseis Tomahawk, de longo alcance e alta precisão, em meio a uma escassez de projéteis ofensivos e defensivos por conta da guerra do Irã. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp A produção dos projéteis foi formalizada em um contrato "histórico" de US$ 22,9 bilhões (cerca de R$ 119 bilhões) com a empresa Raytheon, especializada nos armamentos militares, segundo o Departamento de Guerra norte-americano. Em comunicado, o órgão disse que o contrato acelerará a produção do míssil Tomahawk e chamou a arma de "essencial para ataques de longo alcance e para dissuadir agressões e proteger o território nacional" dos EUA. A Raytheon afirmou nesta segunda que o contrato com o governo dos EUA terá duração de sete anos e permitirá aumentar a produção anual de Tomahawk para mais de 1.000 mísseis. Atualmente, a empresa produz apenas 60 deles por ano. A empresa afirmou que triplicou a quantidade de projéteis entregues no 1º semestre de 2026 em relação ao mesmo período de 2025. “Pedimos à indústria que ampliasse rapidamente a produção de munições, e a RTX está cumprindo esse pedido. (...) Esse contrato histórico para o Tomahawk garante que nossos combatentes continuem dispondo do poder de fogo letal de que precisam”, afirmou o secretário interino da Marinha, Hung Cao, em uma publicação na rede social X. Lançado a partir de navios e submarinos, o Tomahawk é um dos principais armamentos da frota da Marinha norte-americana e oferece capacidade de ataque de precisão de longo alcance contra alvos terrestres. O armamento foi utilizado amplamente durante a guerra contra o Irã, e esteve envolvido no ataque que matou mais de 170 crianças iranianas em uma escola em Minab. O Tomahawk tem custo mínimo de US$ 2 milhões (R$ 10,4 mi) por unidade, que pode subir para cerca de US$ 3,5 milhões (R$ 18,2 mi) em condições de urgência e reposição acelerada. No novo contrato celebrado com o governo Trump, cada unidade custaria cerca de US$ 3,3 milhões (R$ 17,2 mi) caso mil mísseis sejam entregues por ano, segundo prometeu a Raytheon. Governo Trump acelera produção de armas O aumento da produção de mísseis Tomahawk segue uma política de aceleração da indústria bélica implementada nos últimos meses pelo governo Trump, que tem gasto boa parte dos estoques principalmente na guerra do Irã e pediu urgência e velocidade para os produção de materiais militares "em estado de guerra". Em março, o Departamento de Guerra anunciou acordos para acelerar a entrega de Mísseis de Ataque de Precisão (PrSM, na sigla em inglês) e para quadruplicar a produção de sistemas antimísseis THAAD. Na semana passada, o governo Trump anunciou o aumento da produção de componentes de mísseis SM-3, vitais para a defesa aérea contra mísseis balísticos, em parceria com a Boeing e a RTX (empresa-mãe da Raytheon).