Cheia no RS leva toneladas de sedimentos ao Lago Guaíba e alaga cidades na fronteira

Escrito em 26/07/2026

Cheia dos rios mantém Grande Porto Alegre e cidades da fronteira com a Argentina em alerta no RS A cheia no Rio Grande do Sul levou toneladas de sedimentos para o Lago Guaíba, na Grande Porto Alegre. Cidades da fronteira com a Argentina também registraram alagamentos. 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia A enchente alcançou os telhados das casas que ficam às margens do Rio Uruguai, em São Borja. "Tirei geladeira, freezer, bastante coisa tirei. Teve uma carga", conta o comerciante Jorge da Silva. A previsão da Defesa Civil é que a água continue subindo. Mais de 80 pessoas já deixaram as casas. Seu Joceli se prepara para sair. "Fazer o que, né. Sai, depois tem que vir, tem que lavar. Quebra as coisinha. Mas fazer o que", diz o autônomo Joceli Bastos Rodrigues. Na Região Metropolitana de Porto Alegre, impressiona a quantidade de material trazido pela correnteza dos rios que deságuam no Guaíba. Equipes da prefeitura de Guaíba trabalharam o dia todo retirando galhos e troncos de árvores acumulados na orla. Mais de 40 caminhões já saíram carregados e a operação deve continuar nos próximos dias. "O impacto que nós tivemos aí dos sedimentos que desceram do Rio Taquari e do Rio Jacuí foram bem expressivos. Isso muito em função do quê? Do volume de água bem intenso num curto espaço de tempo", explica Solon Beresford, coordenador da Defesa Civil de Guaíba. No Vale do Taquari, o rio voltou ao nível normal, mas muitas famílias ainda não deixaram os abrigos. "Nós estamos com 100 famílias, 280 pessoas, que o pessoal não tá mostrando interesse de sair por receio de uma possível nova inundação na semana que vem", fala o Tenente-Coronel Luís Marcelo Gonçalves Maya, coordenador da Defesa Civil de Lajeado. Voluntários ajudam a carregar os móveis de quem decidiu voltar para casa. GloboPop: clique para ver os vídeos do palco do Jornal Nacional "Minha casa, mesmo que é simples e humilde, mas é a casa da gente, né? Então voltar pra casa da gente é a melhor coisa", afirma a agente educacional Marili Gasparott.