Morte de Henay Amorim completa um mês e investigação segue em andamento A morte da personal shopper Henay Rosa Gonçalves Amorim, de 31 anos, completou um mês na última quarta-feira (14). O caso, inicialmente registrado como acidente de trânsito em Itaúna (MG), passou a ser investigado como feminicídio após o avanço das apurações da Polícia Civil. O namorado da vítima, o empresário Alison de Araújo Mesquita, de 43 anos, é investigado pela morte da companheira e por simular a batida para encobrir o crime. Ele foi preso durante o velório e transferido, no fim do ano passado, de Divinópolis para o Presídio de Itaúna. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Centro-Oeste no WhatsApp Na segunda-feira (19), a Polícia Civil informou, em nota, que as investigações seguem em andamento, estão sob sigilo e, depois da conclusão, será convocada uma coletiva de imprensa. Veja abaixo o que se sabe, o que ainda falta esclarecer sobre o caso e a cronologia de como tudo aconteceu. Vídeo revela que motorista estava desacordada antes de sofrer acidente na MG-050 Passagem pelo pedágio Antes do acidente, por volta das 5h56 de 14 de dezembro de 2025, câmeras de monitoramento de uma praça de pedágio em Itaúna registraram a passagem do veículo onde estava o casal. As imagens mostram Henay sentada no banco do motorista, sem reação, enquanto Alison paga a tarifa, segura o volante e conduz o carro de forma improvisada. A funcionária do pedágio estranhou o comportamento do homem, que demonstrava nervosismo excessivo, suava bastante, falava pouco e aparentava pressa. Ele também pagou a tarifa e saiu sem pegar o troco, atitude considerada incomum. Ao perceber que Henay permanecia imóvel, a atendente perguntou se estava tudo bem. Veja o vídeo acima. Segundo a polícia, Alison respondeu que a namorada não se sentia bem. A funcionária sugeriu que ele parasse o carro para atendimento, mas ele disse que pararia e o veículo continuou viagem. Alison de Araújo aparece com as mãos no volante, enquanto Henay Rosa está desacordada no banco do motorista Redes Sociais/Reprodução Acidente de carro Cerca de nove minutos depois, o automóvel em que o casal estava se envolveu em um acidente com um micro-ônibus. Conforme a Polícia Militar Rodoviária (PMRv), ao passar por uma curva, o veículo invadiu a contramão e atingiu o coletivo que vinha no sentido oposto. O motorista do micro-ônibus, de 30 anos, não se feriu e relatou que tentou frear, mas não conseguiu evitar o impacto. Henay, que ocupava o banco do motorista, foi encontrada morta no local. Após os trabalhos da perícia da Polícia Civil, o corpo foi liberado para o serviço funerário. Já Alison foi levado em estado grave pelo Samu para o hospital de Itaúna. Carro do casal invadiu contramão e bateu em micro-ônibus de turismo em curva da MG-050, em Itaúna PMRv/Divulgação Suspeita de feminicídio e prisão A mudança na linha de investigação ocorreu após a análise das imagens do pedágio, que levantou dúvidas sobre a dinâmica do acidente. Com o avanço das apurações, a Polícia Civil passou a considerar que os fatos que levaram à morte de Henay começaram antes da viagem. Diante disso, Alison foi preso durante o velório de Henay e levado à delegacia para prestar depoimento um dia depois da batida. Inicialmente, o então advogado do empresário, Michael Guilhermino, afirmou que ele havia confessado o crime, ao declarar que matou a namorada e simulou o acidente. Três dias depois, um novo advogado assumiu a defesa e negou que ele tenha cometido o homicídio. Em nota enviada ao g1 na época, o advogado Bruno Corrêa Lemos afirmou que a “suposta confissão atribuída ao investigado não reflete seu posicionamento atual” e que as teses da defesa serão apresentadas “no momento processual adequado”. Infográfico mostra dinâmica do acidente na MG-050, em Itaúna Arte g1 O que a investigação descobriu? Em nova versão apresentada à Polícia Civil, Alison afirmou que houve brigas durante o trajeto, após a passagem por Juatuba e o acesso à MG-050. Segundo ele, o carro parou duas vezes por causa das discussões. Primeira parada: Conforme o relato, Henay dirigia o veículo quando Alison a empurrou contra a coluna do veículo e comprimiu o pescoço dela, sem que ela perdesse a consciência. Segunda parada: Próximo ao pedágio, Alison relatou que bateu a cabeça de Henay com mais força contra o interior do veículo, pressionou o pescoço do lado direito e parou apenas quando ela perdeu a consciência. Ele também confirmou que Henay já não reagia nesse momento, embora tenha negado que ela estivesse morta. De acordo com o delegado João Marcos do Amaral Ferreira, responsável pelas investigações, essa informação é relevante porque indica que o empresário tinha consciência da gravidade da situação antes da passagem pelo pedágio. Andamento do caso Com base nos elementos reunidos, a Polícia Civil solicitou nova perícia no corpo da vítima, o que levou ao adiamento do sepultamento. Exames complementares ainda aguardam conclusão para esclarecer onde e quando ocorreram as agressões. O caso segue em investigação como possível feminicídio. LEIA MAIS SOBRE O CASO: Carro invade contramão e motorista morre após batida com micro-ônibus em curva da MG-050 Homem é detido no velório da companheira após reviravolta em investigação de acidente em rodovia de MG Entenda como vídeo de motorista imóvel ao volante levou polícia a investigar morte em acidente como feminicídio Empresário confessa à polícia que matou a namorada e simulou acidente em MG Quem era a mulher morta pelo namorado que simulou acidente para esconder o crime em MG Brigas, agressões e asfixia: o que aconteceu dentro do carro antes de acidente que fez polícia investigar feminicídio em MG Funcionária de pedágio foi peça-chave em investigação de feminicídio após acidente forjado em MG, diz Polícia Civil Agressões eram graves e frequentes, diz polícia sobre feminicídio em MG; homem matou namorada e forjou acidente VÍDEOS: veja tudo sobre o Centro-Oeste de Minas
Caso Henay Amorim completa 30 dias e permanece sob investigação; veja detalhes
Escrito em 20/01/2026
Morte de Henay Amorim completa um mês e investigação segue em andamento A morte da personal shopper Henay Rosa Gonçalves Amorim, de 31 anos, completou um mês na última quarta-feira (14). O caso, inicialmente registrado como acidente de trânsito em Itaúna (MG), passou a ser investigado como feminicídio após o avanço das apurações da Polícia Civil. O namorado da vítima, o empresário Alison de Araújo Mesquita, de 43 anos, é investigado pela morte da companheira e por simular a batida para encobrir o crime. Ele foi preso durante o velório e transferido, no fim do ano passado, de Divinópolis para o Presídio de Itaúna. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Centro-Oeste no WhatsApp Na segunda-feira (19), a Polícia Civil informou, em nota, que as investigações seguem em andamento, estão sob sigilo e, depois da conclusão, será convocada uma coletiva de imprensa. Veja abaixo o que se sabe, o que ainda falta esclarecer sobre o caso e a cronologia de como tudo aconteceu. Vídeo revela que motorista estava desacordada antes de sofrer acidente na MG-050 Passagem pelo pedágio Antes do acidente, por volta das 5h56 de 14 de dezembro de 2025, câmeras de monitoramento de uma praça de pedágio em Itaúna registraram a passagem do veículo onde estava o casal. As imagens mostram Henay sentada no banco do motorista, sem reação, enquanto Alison paga a tarifa, segura o volante e conduz o carro de forma improvisada. A funcionária do pedágio estranhou o comportamento do homem, que demonstrava nervosismo excessivo, suava bastante, falava pouco e aparentava pressa. Ele também pagou a tarifa e saiu sem pegar o troco, atitude considerada incomum. Ao perceber que Henay permanecia imóvel, a atendente perguntou se estava tudo bem. Veja o vídeo acima. Segundo a polícia, Alison respondeu que a namorada não se sentia bem. A funcionária sugeriu que ele parasse o carro para atendimento, mas ele disse que pararia e o veículo continuou viagem. Alison de Araújo aparece com as mãos no volante, enquanto Henay Rosa está desacordada no banco do motorista Redes Sociais/Reprodução Acidente de carro Cerca de nove minutos depois, o automóvel em que o casal estava se envolveu em um acidente com um micro-ônibus. Conforme a Polícia Militar Rodoviária (PMRv), ao passar por uma curva, o veículo invadiu a contramão e atingiu o coletivo que vinha no sentido oposto. O motorista do micro-ônibus, de 30 anos, não se feriu e relatou que tentou frear, mas não conseguiu evitar o impacto. Henay, que ocupava o banco do motorista, foi encontrada morta no local. Após os trabalhos da perícia da Polícia Civil, o corpo foi liberado para o serviço funerário. Já Alison foi levado em estado grave pelo Samu para o hospital de Itaúna. Carro do casal invadiu contramão e bateu em micro-ônibus de turismo em curva da MG-050, em Itaúna PMRv/Divulgação Suspeita de feminicídio e prisão A mudança na linha de investigação ocorreu após a análise das imagens do pedágio, que levantou dúvidas sobre a dinâmica do acidente. Com o avanço das apurações, a Polícia Civil passou a considerar que os fatos que levaram à morte de Henay começaram antes da viagem. Diante disso, Alison foi preso durante o velório de Henay e levado à delegacia para prestar depoimento um dia depois da batida. Inicialmente, o então advogado do empresário, Michael Guilhermino, afirmou que ele havia confessado o crime, ao declarar que matou a namorada e simulou o acidente. Três dias depois, um novo advogado assumiu a defesa e negou que ele tenha cometido o homicídio. Em nota enviada ao g1 na época, o advogado Bruno Corrêa Lemos afirmou que a “suposta confissão atribuída ao investigado não reflete seu posicionamento atual” e que as teses da defesa serão apresentadas “no momento processual adequado”. Infográfico mostra dinâmica do acidente na MG-050, em Itaúna Arte g1 O que a investigação descobriu? Em nova versão apresentada à Polícia Civil, Alison afirmou que houve brigas durante o trajeto, após a passagem por Juatuba e o acesso à MG-050. Segundo ele, o carro parou duas vezes por causa das discussões. Primeira parada: Conforme o relato, Henay dirigia o veículo quando Alison a empurrou contra a coluna do veículo e comprimiu o pescoço dela, sem que ela perdesse a consciência. Segunda parada: Próximo ao pedágio, Alison relatou que bateu a cabeça de Henay com mais força contra o interior do veículo, pressionou o pescoço do lado direito e parou apenas quando ela perdeu a consciência. Ele também confirmou que Henay já não reagia nesse momento, embora tenha negado que ela estivesse morta. De acordo com o delegado João Marcos do Amaral Ferreira, responsável pelas investigações, essa informação é relevante porque indica que o empresário tinha consciência da gravidade da situação antes da passagem pelo pedágio. Andamento do caso Com base nos elementos reunidos, a Polícia Civil solicitou nova perícia no corpo da vítima, o que levou ao adiamento do sepultamento. Exames complementares ainda aguardam conclusão para esclarecer onde e quando ocorreram as agressões. O caso segue em investigação como possível feminicídio. LEIA MAIS SOBRE O CASO: Carro invade contramão e motorista morre após batida com micro-ônibus em curva da MG-050 Homem é detido no velório da companheira após reviravolta em investigação de acidente em rodovia de MG Entenda como vídeo de motorista imóvel ao volante levou polícia a investigar morte em acidente como feminicídio Empresário confessa à polícia que matou a namorada e simulou acidente em MG Quem era a mulher morta pelo namorado que simulou acidente para esconder o crime em MG Brigas, agressões e asfixia: o que aconteceu dentro do carro antes de acidente que fez polícia investigar feminicídio em MG Funcionária de pedágio foi peça-chave em investigação de feminicídio após acidente forjado em MG, diz Polícia Civil Agressões eram graves e frequentes, diz polícia sobre feminicídio em MG; homem matou namorada e forjou acidente VÍDEOS: veja tudo sobre o Centro-Oeste de Minas