Plano tenta reforçar combate à violência contra a mulher O primeiro fim de semana do Carnaval 2026 teve 31 ocorrências de violência doméstica registradas no estado, o que resultou no pedido de 25 medidas protetivas de urgência. O balanço, divulgado pela Polícia Civil, abrange desde o dia 13 até o dia 15 de fevereiro. Conforme o órgão, os números consideram a data dos fatos tanto na capital como no interior do estado. 📲 Participe do canal do g1 AC no WhatsApp Além de Rio Branco, as ocorrências e pedidos de medidas foram registradas em Cruzeiro do Sul, Porto Acre, Feijó, Xapuri, Tarauacá, Plácido de Castro e Sena Madureira. As medidas protetivas são instrumentos previstos na Lei Maria da Penha e têm o objetivo de garantir segurança a mulheres vítimas de violência doméstica. Elas podem ser aplicadas em casos de agressões físicas, ameaças, abusos psicológicos, patrimoniais, morais ou sexuais. Em muitos casos, as medidas envolvem o afastamento do lar, a proibição de contato e, em situações mais graves, monitoramento eletrônico. Além disso, a medida protetiva é uma das principais ferramentas para romper o ciclo da violência e garantir segurança às mulheres em situação de risco. LEIA MAIS: Acre tem maior taxa de feminicídios do país em 2025 Acre tem o ano mais letal desta década para mulheres Mulheres vítimas de violência passam a ter prioridade em atendimento médico-hospitalar no Acre, diz lei No fim de semana de Carnaval Acre registrou 31 ocorrências de violência doméstica Divulgação/Senado Federal Como funciona? A medida protetiva pode ser aplicada de forma isolada ou cumulativa, sendo que as previstas na legislação para os agressores são as seguintes: Suspensão da posse ou restrição do porte de arma do agressor Afastamento do lar ou do local de convivência com a vítima Proibição de condutas como a aproximação e o contato com a vítima e seus familiares Restrição ou suspensão de visitas a dependentes menores Prestação de alimentos Comparecimento do agressor a programa de recuperação e reeducação Acompanhamento psicossocial do agressor A lei não prevê um prazo de duração da medida protetiva, pois a ideia é que ela continue valendo enquanto a mulher estiver em situação de risco. O descumprimento de uma medida protetiva pode resultar em prisão de três meses a dois anos, conforme o artigo 24-A da Lei Maria da Penha. É importante também que a vítima acione as autoridades policiais através do Disque 190, da Polícia Militar, e registre um boletim de ocorrência no caso de descumprimento das medidas. Denúncias As denúncias também podem ser feitas pelos números 180 e 181, que encaminham as informações às delegacias. Existe também uma rede de atendimento em todos os municípios, que acolhe as mulheres e repassa os casos à Polícia Civil para investigação e pedido de proteção. A PM do Acre disponibiliza os seguintes números para denunciar casos de violência contra a mulher: (68) 99609-3901 (68) 99611-3224 (68) 99610-4372 (68) 99614-2935 Veja outras formas de denunciar: Polícia Militar - 190: quando a criança está correndo risco imediato; Samu - 192: para pedidos de socorro urgentes; Delegacias especializadas no atendimento de crianças ou de mulheres; Qualquer delegacia de polícia; Secretaria de Estado da Mulher (Semulher): recebe denúncias de violações de direitos da mulher no Acre. Telefone: (68) 99930-0420. Endereço: Travessa João XXIII, 1137, Village Wilde Maciel. Disque 100: recebe denúncias de violações de direitos humanos. A denúncia é anônima e pode ser feita por qualquer pessoa; Profissionais de saúde: médicos, enfermeiros, psicólogos, entre outros, precisam fazer notificação compulsória em casos de suspeita de violência. Essa notificação é encaminhada aos conselhos tutelares e polícia; WhatsApp do Ministério da Mulher, Família e Direitos Humanos: (61) 99656- 5008; Ministério Público; Videochamada em Língua Brasileira de Sinais (Libras). Reveja os telejornais do Acre
Acre teve mais de 30 ocorrências de violência doméstica no fim de semana de Carnaval; saiba como denunciar
Escrito em 17/02/2026
Plano tenta reforçar combate à violência contra a mulher O primeiro fim de semana do Carnaval 2026 teve 31 ocorrências de violência doméstica registradas no estado, o que resultou no pedido de 25 medidas protetivas de urgência. O balanço, divulgado pela Polícia Civil, abrange desde o dia 13 até o dia 15 de fevereiro. Conforme o órgão, os números consideram a data dos fatos tanto na capital como no interior do estado. 📲 Participe do canal do g1 AC no WhatsApp Além de Rio Branco, as ocorrências e pedidos de medidas foram registradas em Cruzeiro do Sul, Porto Acre, Feijó, Xapuri, Tarauacá, Plácido de Castro e Sena Madureira. As medidas protetivas são instrumentos previstos na Lei Maria da Penha e têm o objetivo de garantir segurança a mulheres vítimas de violência doméstica. Elas podem ser aplicadas em casos de agressões físicas, ameaças, abusos psicológicos, patrimoniais, morais ou sexuais. Em muitos casos, as medidas envolvem o afastamento do lar, a proibição de contato e, em situações mais graves, monitoramento eletrônico. Além disso, a medida protetiva é uma das principais ferramentas para romper o ciclo da violência e garantir segurança às mulheres em situação de risco. LEIA MAIS: Acre tem maior taxa de feminicídios do país em 2025 Acre tem o ano mais letal desta década para mulheres Mulheres vítimas de violência passam a ter prioridade em atendimento médico-hospitalar no Acre, diz lei No fim de semana de Carnaval Acre registrou 31 ocorrências de violência doméstica Divulgação/Senado Federal Como funciona? A medida protetiva pode ser aplicada de forma isolada ou cumulativa, sendo que as previstas na legislação para os agressores são as seguintes: Suspensão da posse ou restrição do porte de arma do agressor Afastamento do lar ou do local de convivência com a vítima Proibição de condutas como a aproximação e o contato com a vítima e seus familiares Restrição ou suspensão de visitas a dependentes menores Prestação de alimentos Comparecimento do agressor a programa de recuperação e reeducação Acompanhamento psicossocial do agressor A lei não prevê um prazo de duração da medida protetiva, pois a ideia é que ela continue valendo enquanto a mulher estiver em situação de risco. O descumprimento de uma medida protetiva pode resultar em prisão de três meses a dois anos, conforme o artigo 24-A da Lei Maria da Penha. É importante também que a vítima acione as autoridades policiais através do Disque 190, da Polícia Militar, e registre um boletim de ocorrência no caso de descumprimento das medidas. Denúncias As denúncias também podem ser feitas pelos números 180 e 181, que encaminham as informações às delegacias. Existe também uma rede de atendimento em todos os municípios, que acolhe as mulheres e repassa os casos à Polícia Civil para investigação e pedido de proteção. A PM do Acre disponibiliza os seguintes números para denunciar casos de violência contra a mulher: (68) 99609-3901 (68) 99611-3224 (68) 99610-4372 (68) 99614-2935 Veja outras formas de denunciar: Polícia Militar - 190: quando a criança está correndo risco imediato; Samu - 192: para pedidos de socorro urgentes; Delegacias especializadas no atendimento de crianças ou de mulheres; Qualquer delegacia de polícia; Secretaria de Estado da Mulher (Semulher): recebe denúncias de violações de direitos da mulher no Acre. Telefone: (68) 99930-0420. Endereço: Travessa João XXIII, 1137, Village Wilde Maciel. Disque 100: recebe denúncias de violações de direitos humanos. A denúncia é anônima e pode ser feita por qualquer pessoa; Profissionais de saúde: médicos, enfermeiros, psicólogos, entre outros, precisam fazer notificação compulsória em casos de suspeita de violência. Essa notificação é encaminhada aos conselhos tutelares e polícia; WhatsApp do Ministério da Mulher, Família e Direitos Humanos: (61) 99656- 5008; Ministério Público; Videochamada em Língua Brasileira de Sinais (Libras). Reveja os telejornais do Acre