Mais mulheres procuram MPCE após prisão de médico por suspeita de abuso em Quixadá

Escrito em 31/01/2026


MPCE recebe novas denúncias contra médico preso por assédio Após divulgação do caso de um médico e ex-professor universitário preso suspeito de abusar de aluna em Quixadá, no interior do Ceará, pelo menos, 4 mulheres procuraram o Ministério Público do Ceará (MPCE) para dar depoimentos. A informação foi confirmada pelo MP ao g1 na manhã deste sábado (31). O órgão ressalta que ainda vai ouvir cada uma e apurar os relatos em sigilo. LEIA TAMBÉM: Médico e ex-professor universitário é preso suspeito de abusar sexualmente de aluna Polícia apreende microcâmera em banheiro feminino de rodoviária no Ceará Já a defesa de Yuri Portela, suspeito de abuso sexual e violência psicológica contra uma aluna de uma faculdade particular do município, disse que, até o presente momento, "não teve acesso a qualquer procedimento ou processo que eventualmente tramite no âmbito do Ministério Público do Estado do Ceará (MPCE) referente a supostas novas denúncias divulgadas pela imprensa". Veja o que diz a nota: "Dessa forma, não há, neste momento, elementos formais que permitam à defesa prestar esclarecimentos adicionais sobre tais notícias. A defesa informa que tão logo seja franqueado o acesso aos autos pelo Ministério Público, analisará o conteúdo e apresentará posicionamento técnico adequado sobre os fatos. Por fim, ressalta-se que toda e qualquer manifestação responsável deve observar a presunção de inocência, princípio constitucional que rege o Estado Democrático de Direito". Entenda Médico e ex-professor universitário é preso suspeito de abusar sexualmente de aluna no Ceará. Redes sociais/Reprodução Yuri Portela, médico e ex-professor universitário, foi preso na quinta-feira (29) suspeito de abuso sexual e violência psicológica contra uma aluna. Ele foi detido em Quixadá, no interior do Ceará, onde os crimes teriam ocorrido. Yuri lecionava em uma faculdade particular do município. A ordem de prisão considerou indícios de que o investigado, enquanto docente em instituição de ensino superior local, utilizava sua posição para constranger a aluna a manter relações de cunho sexual, oferecendo vantagens acadêmicas, como acesso a avaliações e pontos em trabalhos. Como denunciar violência sexual? Importunação sexual: saiba como buscar ajuda O primeiro passo é procurar uma Delegacia de Defesa da Mulher, que atende casos de violência sexual e psicológica ou mesmo a delegacia mais próxima. A realização do boletim de ocorrência pode ser feita presencialmente ou, em algumas situações, pela Delegacia Eletrônica. Além disso, a Central de Atendimento à Mulher, pelo número 180, oferece orientações e pode encaminhar a vítima ao serviço mais próximo. Outra opção é buscar diretamente a Defensoria Pública do Estado (DPCE), que possui o NUDEM. O núcleo atua na solicitação de medidas protetivas, atendimento judicial e extrajudicial, além de apoio psicossocial, visando ao rompimento desse ciclo de violência. As vítimas de importunação sexual podem recorrer a diferentes tipos de provas para fortalecer a denúncia. Testemunhos de terceiros, imagens de câmeras de segurança, gravações de áudio e mensagens de texto são exemplos que podem ser usados no processo. Assista aos vídeos mais vistos do Ceará: