Brasileira vê planta balançar ao acordar e percebe terremoto que atingiu a Colômbia: 'Sensação estranha'

Escrito em 11/08/2026


Brasileira vê planta balançar ao acordar e percebe terremoto que atingiu a Colômbia Uma brasileira que vive em Bogotá, na Colômbia, relatou o susto provocado pelo terremoto de magnitude 7,4 que atingiu o país nesta segunda-feira (10). O tremor deixou 132 mortos e 570 feridos, provocou o colapso de 61 edifícios e 37 casas, e mobiliza equipes de resgate em busca de sobreviventes sob os escombros. Natural de Campinas (SP), Priscylla Almeida, de 37 anos, dormia quando foi acordada pelo abalo sísmico, por volta das 7h30 no horário local. O epicentro foi em San José del Palmar, no oeste colombiano, a cerca de 230 quilômetros da capital Bogotá. Moradora do terceiro andar de um prédio residencial, ela conta que demorou alguns segundos para entender o que estava acontecendo, já que já havia sentido outros tremores desde que se mudou para o país. "Eu acordei com a sensação do tremor e pensei que fosse mais um daqueles sismos que a gente já tinha passado. Achei que logo iria acabar", disse. A percepção de que o terremoto era diferente veio ao observar uma planta ao lado da cama. "Eu senti a cama vibrando e batendo na parede. Quando olhei para a planta, vi as folhas mexendo muito. Não tinha nenhuma janela aberta. Foi aí que percebi que estava tremendo mesmo", relatou. Segundo a brasileira, a sensação foi de desorientação. "É uma sensação muito estranha, como se você estivesse muito bêbado, com uma vertigem. Você demora para entender o que está acontecendo", afirmou. 'Foi um susto muito grande': atleta de handebol relata tensão após terremoto na Colômbia Após o início do tremor, as sirenes do edifício foram acionadas e moradores começaram a deixar os apartamentos. Mesmo sem registros de danos significativos em Bogotá, Priscylla diz que o episódio deixou um sentimento de apreensão. "Você passa o resto do dia pensando que pode acontecer uma réplica. É estranho começar o dia desse jeito e saber que algo tão trágico aconteceu relativamente perto da gente", disse. Priscylla Almeida e Victor Martinelli, brasileiros que moram em Bogotá, na Colômbia Arquivo pessoal Tremor dentro de carro de aplicativo O marido dela, Victor Martinelli, de 30 anos, vivenciou o terremoto em uma situação incomum: dentro de um carro de aplicativo, a caminho do trabalho. Ele seguia por uma das principais avenidas de Bogotá quando percebeu uma movimentação repentina no trânsito. "Parecia que o motorista estava fazendo uma curva. O carro balançava bastante de um lado para o outro", contou. ✅ Participe do canal do g1 Campinas no WhatsApp A confirmação de que se tratava de um terremoto veio quando veículos pararam simultaneamente e alarmes começaram a soar em prédios comerciais da região. "Todo mundo freou ao mesmo tempo. O motorista tirou a mão do volante e falou: 'está temblando'. Foi aí que eu entendi o que estava acontecendo", relatou. Moradores e equipes de resgate vasculham os escombros após um terremoto atingir Cali, Colômbia, na segunda-feira, 10 de agosto de 2026 AP/Santiago Saldarriaga Martinelli disse que a cena nas ruas lembrava um cenário de filme, com moradores deixando edifícios às pressas. "As pessoas estavam evacuando os prédios com cachorros, gatos e o que conseguiam carregar. Um trajeto que normalmente leva dez minutos demorou quase meia hora por causa do trânsito e da confusão", afirmou. A principal preocupação dele foi conseguir contato com a esposa. Segundo o brasileiro, o sinal de celular apresentou instabilidade logo após o tremor. "Tentei falar com ela e não consegui. Só fiquei tranquilo quando consegui contato e soube que ela estava bem", disse. Apesar do susto, o casal afirma que não houve danos no apartamento onde mora. "Foi uma sensação ruim, mas, felizmente, em Bogotá o impacto foi bem menor do que nas regiões mais próximas do epicentro", afirmou Martinelli. Cidades afetadas pelo terremoto na Colômbia Bruna Azevedo/g1 Equipe de handebol "Foi um susto muito grande, mas está todo mundo bem." O relato é da goleira Carolina Santos e resume os momentos de apreensão vividos pela equipe de handebol de Campinas (SP) em meio ao terremoto que atingiu a Colômbia. Após o tremor, a delegação embarcou rumo ao Panamá, onde aguarda voo para retornar ao Brasil. Em nota, a equipe disse que todas estão bem, mas muito assustadas. A equipe do Guarani FC SAB NHC havia encerrado sua participação na 23ª Copa Internacional de Handebol no domingo (9) e seguia para o aeroporto, onde iniciaria o retorno ao Brasil. Ao todo, 12 atletas, incluindo jogadoras do Guarani, e Rogério Pinto, presidente da Liga de Handebol do Estado de São Paulo (LHESP), estavam em Medellín. 'Foi um susto muito grande': atleta relata tensão após tremor na Colômbia Segundo a equipe, as atletas sentiram o primeiro abalo quando deixavam o hotel em direção ao aeroporto, por volta das 6h. Já no terminal, novos tremores foram percebidos antes do embarque. "A gente estava no aeroporto, teve um terremoto, uma escala considerada forte, mas está tudo bem, está todo mundo bem, graças a Deus", disse Carolina em vídeo postado nas redes sociais. A equipe informou que os voos em Medellín tiveram duas horas de atraso, mas equipe embarcou sem problemas e está no Panamá, aguardando o voo para Guarulhos (SP). LEIA TAMBÉM Terremoto de magnitude 7,4 é o mais forte a atingir a Colômbia na última década, diz Serviço Geológico Moradores buscam sobreviventes sob escombros após terremoto de magnitude 7,4 na Colômbia Imagens mostram o momento em que prédio desaba em Manizales, na Colômbia, durante terremoto — Foto: Redes sociais Reprodução VÍDEOS: tudo sobre Campinas e Região Veja mais notícias sobre a região na página do g1 Campinas