Greve de professores afeta 5% das escolas municipais em SP A greve dos professores da rede municipal de ensino já afeta 5% das escolas da cidade de São Paulo, segundo a prefeitura. A paralisação começou no dia 28 de abril e continua após os servidores rejeitarem a proposta de reajuste salarial apresentada pela gestão municipal em assembleia realizada na quinta-feira (7). A principal reivindicação da categoria é contra o Projeto de Lei 354/2026, enviado pela prefeitura à Câmara Municipal. O texto prevê reajuste de 2% nos salários dos professores em maio deste ano e mais 1,48% em maio de 2027 — percentual que poderá ser antecipado para novembro deste ano. O projeto também propõe aumento de 3,1% no vale-refeição e no vale-alimentação, além de reajuste de 5,4% no abono complementar do piso salarial. Os servidores criticam a proposta e afirmam que os índices estão abaixo da inflação e não representam valorização da categoria. Em meio à paralisação, o Tribunal de Justiça de São Paulo determinou, em decisão liminar, que seja mantido o funcionamento mínimo de 70% dos profissionais em cada unidade escolar para garantir o atendimento educacional. Em caso de descumprimento, foi estabelecida multa diária. Em nota, a Prefeitura de São Paulo afirmou que investiu mais de R$ 7 bilhões na valorização dos servidores municipais desde 2021. Greve de professores municipais em SP Abraão Cruz/TV Globo Protesto Na quarta-feira (6), professores da rede municipal da capital fizeram um ato em frente à Câmara Municipal de São Paulo. Os servidores pediram "reajuste digno, melhores condições de trabalho e concurso público". Em nota, a Prefeitura de São Paulo informou que apresentou proposta de aumento salarial de 3,51% para todos os servidores, "com base no IPC-FIPE acumulado entre abril de 2025 e março de 2026". No entanto, o Sindicato dos Trabalhadores na Administração Pública e Autarquias no Município de São Paulo (Sindsep) não aceitou a quantia oferecida pela gestão de Ricardo Nunes (MDB) e anunciou que os servidores ficarão em greve ao menos até a próxima terça-feira (12), quando farão uma nova audiência pública para debater o reajuste. "A prefeitura está oferecendo 3,51% quando a inflação é de 3,94%. Os servidores reivindicam 9,3% que é o crescimento da receita prevista pelo orçamento municipal", afirmou o sindicato. Em relação à proposta de 3,51%, a prefeitura disse que "a medida representa impacto superior a R$ 1 bilhão por ano na folha de pagamento" (leia íntegra abaixo). Além da questão salarial, o sindicato também diz que a prefeitura está aumentando a quantidade de servidores sem concursos na Educação. "Antes, a lei dizia que era até 5%, e ele era obrigado a chamar concurso. Ele mudou para 20%. E agora aumentou para 30% no PL, para não precisar ter concursos. Professores contratados ("precários") não possuem carreira (evolução salarial) e tem muito mais chance de serem perseguidos em caso de mobilização sindical", apontou a classe. A gestão municipal informou que "ausências não justificadas serão descontadas, de acordo com a legislação" e que, "até o momento, 5% das unidades educacionais informaram não ter atendimento". O que diz a Prefeitura de SP Em nota, a prefeitura disse: "Com a aprovação da proposta, os servidores receberão, já em maio, reajustes resultantes da aplicação sucessiva de 2,55% (concedidos em 2025) e 2% previstos para 2026. Na área da Educação, parte dos profissionais terá aumento de 5,4% no piso inicial. Com isso, um professor em início de carreira, com jornada de 40 horas semanais, passará a receber R$ 5.831,88 — valor 13,7% acima do piso nacional da categoria para 2026. Desde 2021, a Prefeitura de São Paulo adota uma política contínua de valorização dos servidores, com revisão das remunerações iniciais de carreiras estratégicas e investimentos que já ultrapassam R$ 7 bilhões. No caso dos benefícios, os reajustes foram expressivos: o auxílio-refeição teve aumento de 50% e o vale-alimentação, de 96% no período. Cabe ressaltar que por determinação do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo no dia 5 de maio de 2026, as Unidades Educacionais da Rede Municipal devem funcionar com, no mínimo, 70% dos professores, profissionais do Quadro de Apoio e supervisores das Diretorias Regionais de Educação (DREs)". Vídeos em alta no g1
Greve de professores afeta 5% das escolas municipais em SP
Escrito em 09/05/2026
Greve de professores afeta 5% das escolas municipais em SP A greve dos professores da rede municipal de ensino já afeta 5% das escolas da cidade de São Paulo, segundo a prefeitura. A paralisação começou no dia 28 de abril e continua após os servidores rejeitarem a proposta de reajuste salarial apresentada pela gestão municipal em assembleia realizada na quinta-feira (7). A principal reivindicação da categoria é contra o Projeto de Lei 354/2026, enviado pela prefeitura à Câmara Municipal. O texto prevê reajuste de 2% nos salários dos professores em maio deste ano e mais 1,48% em maio de 2027 — percentual que poderá ser antecipado para novembro deste ano. O projeto também propõe aumento de 3,1% no vale-refeição e no vale-alimentação, além de reajuste de 5,4% no abono complementar do piso salarial. Os servidores criticam a proposta e afirmam que os índices estão abaixo da inflação e não representam valorização da categoria. Em meio à paralisação, o Tribunal de Justiça de São Paulo determinou, em decisão liminar, que seja mantido o funcionamento mínimo de 70% dos profissionais em cada unidade escolar para garantir o atendimento educacional. Em caso de descumprimento, foi estabelecida multa diária. Em nota, a Prefeitura de São Paulo afirmou que investiu mais de R$ 7 bilhões na valorização dos servidores municipais desde 2021. Greve de professores municipais em SP Abraão Cruz/TV Globo Protesto Na quarta-feira (6), professores da rede municipal da capital fizeram um ato em frente à Câmara Municipal de São Paulo. Os servidores pediram "reajuste digno, melhores condições de trabalho e concurso público". Em nota, a Prefeitura de São Paulo informou que apresentou proposta de aumento salarial de 3,51% para todos os servidores, "com base no IPC-FIPE acumulado entre abril de 2025 e março de 2026". No entanto, o Sindicato dos Trabalhadores na Administração Pública e Autarquias no Município de São Paulo (Sindsep) não aceitou a quantia oferecida pela gestão de Ricardo Nunes (MDB) e anunciou que os servidores ficarão em greve ao menos até a próxima terça-feira (12), quando farão uma nova audiência pública para debater o reajuste. "A prefeitura está oferecendo 3,51% quando a inflação é de 3,94%. Os servidores reivindicam 9,3% que é o crescimento da receita prevista pelo orçamento municipal", afirmou o sindicato. Em relação à proposta de 3,51%, a prefeitura disse que "a medida representa impacto superior a R$ 1 bilhão por ano na folha de pagamento" (leia íntegra abaixo). Além da questão salarial, o sindicato também diz que a prefeitura está aumentando a quantidade de servidores sem concursos na Educação. "Antes, a lei dizia que era até 5%, e ele era obrigado a chamar concurso. Ele mudou para 20%. E agora aumentou para 30% no PL, para não precisar ter concursos. Professores contratados ("precários") não possuem carreira (evolução salarial) e tem muito mais chance de serem perseguidos em caso de mobilização sindical", apontou a classe. A gestão municipal informou que "ausências não justificadas serão descontadas, de acordo com a legislação" e que, "até o momento, 5% das unidades educacionais informaram não ter atendimento". O que diz a Prefeitura de SP Em nota, a prefeitura disse: "Com a aprovação da proposta, os servidores receberão, já em maio, reajustes resultantes da aplicação sucessiva de 2,55% (concedidos em 2025) e 2% previstos para 2026. Na área da Educação, parte dos profissionais terá aumento de 5,4% no piso inicial. Com isso, um professor em início de carreira, com jornada de 40 horas semanais, passará a receber R$ 5.831,88 — valor 13,7% acima do piso nacional da categoria para 2026. Desde 2021, a Prefeitura de São Paulo adota uma política contínua de valorização dos servidores, com revisão das remunerações iniciais de carreiras estratégicas e investimentos que já ultrapassam R$ 7 bilhões. No caso dos benefícios, os reajustes foram expressivos: o auxílio-refeição teve aumento de 50% e o vale-alimentação, de 96% no período. Cabe ressaltar que por determinação do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo no dia 5 de maio de 2026, as Unidades Educacionais da Rede Municipal devem funcionar com, no mínimo, 70% dos professores, profissionais do Quadro de Apoio e supervisores das Diretorias Regionais de Educação (DREs)". Vídeos em alta no g1