Especialista comenta o que será apresentado pelas escolas de samba no carnaval do Amapá As escolas de samba Embaixada de Samba Cidade de Macapá e Emissários da Cegonha abriram os desfiles do grupo de acesso no Sambódromo de Macapá, na noite desta sexta-feira (13). Tradicionalmente, essas agremiações levam para a avenida enredos ligados à regionalidade e à cultura nortista. A Embaixada iniciou o desfile por volta das 21h com o enredo “O Ouro negro é o meu tesouro da margem Equatorial”. A proposta foi discutir a exploração de petróleo na Foz do Amazonas e o impacto econômico que essa atividade pode trazer ao Estado. Baixe o app do g1 para ver notícias do AP em tempo real e de graça Cada ala representava um eixo da exploração, com destaque para o petróleo como “ouro negro” que surge das águas como promessa de um novo amanhã. O enredo também trouxe referências às religiões de matriz africana. A Orixá Iemanjá apareceu na ala das baianas, simbolizando a proteção sagrada dos rios. Um dos carros alegóricos representava uma plataforma de petróleo, evidenciando a estrutura montada para a atividade. A proposta era levar o público a imaginar como esse trabalho poderia ser realizado na Costa do Amapá, caso a exploração avance. As formigas, símbolo da escola, surgiram como figura central do enredo. Elas reforçaram a ideia de que o desenvolvimento petrolífero só é possível com união e trabalho coletivo — princípio que guia tanto a natureza quanto a comunidade retratada na avenida. Apesar da riqueza proposta pelo tema, a escola enfrentou contratempos. Um tripê e um carro alegórico tiveram problemas: um pegou fogo e precisou da intervenção dos bombeiros; outro não conseguiu sair da concentração. Embaixada de Samba Cidade de Macapá teve problemas com dois carros Mariana Ferreira/g1 O diretor da agremiação, Disney Silva, explicou que os incidentes foram causados pelo excesso de peso. “Não tivemos tempo de testar os carros na rua, o que nos prejudicou. Mas Deus sabe de todas as coisas”, disse emocionado. Veja em fotos o desfile da Embaixada Galerias Relacionadas LEIA MAIS: Carnaval 2026: veja mudanças no trânsito durante desfiles das escolas de samba em Macapá Segurança do Carnaval terá monitoramento aéreo e central integrada Saiba quem são as 10 rainhas de bateria do carnaval do Amapá Já a Emissários da Cegonha levou para a avenida o enredo “Uma fascinante viagem pelas crendices e superstições de um povo: sorte ou azar”. A escola brincou com o imaginário popular e revisitou lendas e costumes nortistas, aproveitando a coincidência de o desfile acontecer em uma sexta-feira 13. Cerca de 1.330 brincantes participaram da apresentação, marcada por alas que encenaram histórias da cultura regional. Um dos carros alegóricos destacou o “livro da vovozinha”, em referência às pessoas mais velhas, guardiãs de saberes ancestrais. A comissão de frente trouxe uma mistura de regionalidade com o universo encantado. Duendes abriram caminho para a Cegonha, conduzindo o público ao enredo. Em outro momento, um carro alegórico reuniu símbolos como o olho gordo, o gato preto e a própria sexta-feira 13. A proposta era brincar com o imaginário popular e mostrar como, dependendo da crença, esses elementos podem atrair sorte ou azar. O desfile apresentou essa dualidade como parte da cultura e das tradições do povo nortista. Segundo Marlon Goes, da comissão carnavalesca, o enredo foi pensado logo após o carnaval do ano passado. “Por que não falar de sorte e azar? Nosso enredo valoriza a cultura nortista e lembra a importância dos nossos ancestrais, como as vovós e os pretos velhos”, explicou. Lucimar Bonfim é paraense, e desfila há três anos na ala das baianas da escola. Neste carnaval, o sentimento foi de nostalgia: a ala veio representando as vovós. “Eu amo carnaval e espero que o desfile seja incrível. Sou avó, então representar essa figura está sendo emocionante. Imagino meus netos me vendo assim”, brincou Lucimar, emocionada. Veja em fotos o desfile da Emissários Galerias Relacionadas As apresentações do grupo de acesso continuam neste sábado (14), com as escolas Solidariedade e Império da Zona Norte, a partir das 20h. O acesso ao Sambódromo é gratuito. Veja o plantão de últimas notícias do g1 Amapá VÍDEOS com as notícias do Amapá: VÍDEOS: reveja os vídeos mais recentes do g1 Amapá| em G1 / AP / Amapá
Escolas do grupo de acesso abrem a 1ª noite de desfiles no Amapá; FOTOS
Escrito em 14/02/2026
Especialista comenta o que será apresentado pelas escolas de samba no carnaval do Amapá As escolas de samba Embaixada de Samba Cidade de Macapá e Emissários da Cegonha abriram os desfiles do grupo de acesso no Sambódromo de Macapá, na noite desta sexta-feira (13). Tradicionalmente, essas agremiações levam para a avenida enredos ligados à regionalidade e à cultura nortista. A Embaixada iniciou o desfile por volta das 21h com o enredo “O Ouro negro é o meu tesouro da margem Equatorial”. A proposta foi discutir a exploração de petróleo na Foz do Amazonas e o impacto econômico que essa atividade pode trazer ao Estado. Baixe o app do g1 para ver notícias do AP em tempo real e de graça Cada ala representava um eixo da exploração, com destaque para o petróleo como “ouro negro” que surge das águas como promessa de um novo amanhã. O enredo também trouxe referências às religiões de matriz africana. A Orixá Iemanjá apareceu na ala das baianas, simbolizando a proteção sagrada dos rios. Um dos carros alegóricos representava uma plataforma de petróleo, evidenciando a estrutura montada para a atividade. A proposta era levar o público a imaginar como esse trabalho poderia ser realizado na Costa do Amapá, caso a exploração avance. As formigas, símbolo da escola, surgiram como figura central do enredo. Elas reforçaram a ideia de que o desenvolvimento petrolífero só é possível com união e trabalho coletivo — princípio que guia tanto a natureza quanto a comunidade retratada na avenida. Apesar da riqueza proposta pelo tema, a escola enfrentou contratempos. Um tripê e um carro alegórico tiveram problemas: um pegou fogo e precisou da intervenção dos bombeiros; outro não conseguiu sair da concentração. Embaixada de Samba Cidade de Macapá teve problemas com dois carros Mariana Ferreira/g1 O diretor da agremiação, Disney Silva, explicou que os incidentes foram causados pelo excesso de peso. “Não tivemos tempo de testar os carros na rua, o que nos prejudicou. Mas Deus sabe de todas as coisas”, disse emocionado. Veja em fotos o desfile da Embaixada Galerias Relacionadas LEIA MAIS: Carnaval 2026: veja mudanças no trânsito durante desfiles das escolas de samba em Macapá Segurança do Carnaval terá monitoramento aéreo e central integrada Saiba quem são as 10 rainhas de bateria do carnaval do Amapá Já a Emissários da Cegonha levou para a avenida o enredo “Uma fascinante viagem pelas crendices e superstições de um povo: sorte ou azar”. A escola brincou com o imaginário popular e revisitou lendas e costumes nortistas, aproveitando a coincidência de o desfile acontecer em uma sexta-feira 13. Cerca de 1.330 brincantes participaram da apresentação, marcada por alas que encenaram histórias da cultura regional. Um dos carros alegóricos destacou o “livro da vovozinha”, em referência às pessoas mais velhas, guardiãs de saberes ancestrais. A comissão de frente trouxe uma mistura de regionalidade com o universo encantado. Duendes abriram caminho para a Cegonha, conduzindo o público ao enredo. Em outro momento, um carro alegórico reuniu símbolos como o olho gordo, o gato preto e a própria sexta-feira 13. A proposta era brincar com o imaginário popular e mostrar como, dependendo da crença, esses elementos podem atrair sorte ou azar. O desfile apresentou essa dualidade como parte da cultura e das tradições do povo nortista. Segundo Marlon Goes, da comissão carnavalesca, o enredo foi pensado logo após o carnaval do ano passado. “Por que não falar de sorte e azar? Nosso enredo valoriza a cultura nortista e lembra a importância dos nossos ancestrais, como as vovós e os pretos velhos”, explicou. Lucimar Bonfim é paraense, e desfila há três anos na ala das baianas da escola. Neste carnaval, o sentimento foi de nostalgia: a ala veio representando as vovós. “Eu amo carnaval e espero que o desfile seja incrível. Sou avó, então representar essa figura está sendo emocionante. Imagino meus netos me vendo assim”, brincou Lucimar, emocionada. Veja em fotos o desfile da Emissários Galerias Relacionadas As apresentações do grupo de acesso continuam neste sábado (14), com as escolas Solidariedade e Império da Zona Norte, a partir das 20h. O acesso ao Sambódromo é gratuito. Veja o plantão de últimas notícias do g1 Amapá VÍDEOS com as notícias do Amapá: VÍDEOS: reveja os vídeos mais recentes do g1 Amapá| em G1 / AP / Amapá