Laudo do IML indica que detento morto em presídio foi espancado O homem que morreu na Unidade Penal de Araguaína (UPA), no norte do Tocantins, foi identificado como Aparecido da Silva Cruz, de 42 anos. A declaração de óbito indica que o corpo tinha diversas lesões, contusões, traumatismos e fraturas, possivelmente causados por agressão física ou espancamento. O documento contesta a versão apresentada pela Secretaria de Cidadania e Justiça (Seciju), de que ele teria passado mal dentro da unidade. 📱 Clique aqui para seguir o canal do g1 TO no WhatsApp Aparecido cumpria pena no regime semiaberto por uma tentativa de homicídio durante uma discussão em 2005. Ele acabou voltando para o regime fechado há uma semana. "Faltava pouco para cumprir a pena dele. Acabou que ele estava de tornozeleira no semiaberto, o pai estava hospitalizado em Palmas e ele quebrou a tornozeleira [para ir ver o pai]. O pai dele acabou vindo a óbito", explicou a advogada Geisa Claudia Alves de Almeida Fernandes. A advogada conta que participou da audiência de custódia durante a semana e o cliente estava bem. "A juíza questionou o estado de saúde dele. Ele estava bem, tranquilo. E aí depois eu recebo a notícia de que ele foi morto dentro da unidade prisional", contou. LEIA MAIS Detento morre após passar mal em presídio no interior do Tocantins Delegado aposentado que investigou padrasto pela morte da enteada em 2009 relembra caso: 'Chocou pela crueldade' Na nesta sexta-feira (5), a Seciju afirmou que, durante a ronda dos policiais penais na quinta-feira (4), os internos do alojamento chamaram a equipe para avisar que o homem estava passando mal. Neste sábado (6), a secretaria afirmou que a informação inicial sobre o mal-estar do detento era preliminar e, somente após a emissão do laudo, foi possível identificar sinais de violência. Também informou que abrirá investigação para apurar o caso (veja nota abaixo). A advogada informou que vai registrar o caso na Polícia Civil para que seja investigado. "O Estado tem responsabilidade sobre isso porque ele está sob custódia do Estado. A gente sabe que tem que ser feita Justiça, mas tem que ter a proteção da Justiça também." Aparecido morreu em presídio no Tocantins Reprodução/TV Anhanguera Íntegra da nota da Seciju A Secretaria da Cidadania e Justiça (Seciju) esclarece que as informações preliminares eram de que a morte do detento seria por causas naturais. Somente com a emissão do laudo pericial foi possível identificar que o homem apresentava sinais de violência. A Seciju informa que abrirá investigação, por meio da Corregedoria, para apurar as causas e circunstâncias do falecimento ocorrido na Unidade Penal de Araguaína (UPA). A Pasta reforça que colabora integralmente com os órgãos policiais e periciais para que o caso seja esclarecido e informa ainda que prestou todo o apoio à família. A Secretaria da Segurança Pública informa que o caso segue sob investigação pela Divisão de Homicídios e de Proteção à Pessoa de Araguaína (2º DHPP). Veja mais notícias da região no g1 Tocantins.
Morte em presídio no TO: laudo indica sinais de violência e contraria versão do Estado
Escrito em 06/06/2026
Laudo do IML indica que detento morto em presídio foi espancado O homem que morreu na Unidade Penal de Araguaína (UPA), no norte do Tocantins, foi identificado como Aparecido da Silva Cruz, de 42 anos. A declaração de óbito indica que o corpo tinha diversas lesões, contusões, traumatismos e fraturas, possivelmente causados por agressão física ou espancamento. O documento contesta a versão apresentada pela Secretaria de Cidadania e Justiça (Seciju), de que ele teria passado mal dentro da unidade. 📱 Clique aqui para seguir o canal do g1 TO no WhatsApp Aparecido cumpria pena no regime semiaberto por uma tentativa de homicídio durante uma discussão em 2005. Ele acabou voltando para o regime fechado há uma semana. "Faltava pouco para cumprir a pena dele. Acabou que ele estava de tornozeleira no semiaberto, o pai estava hospitalizado em Palmas e ele quebrou a tornozeleira [para ir ver o pai]. O pai dele acabou vindo a óbito", explicou a advogada Geisa Claudia Alves de Almeida Fernandes. A advogada conta que participou da audiência de custódia durante a semana e o cliente estava bem. "A juíza questionou o estado de saúde dele. Ele estava bem, tranquilo. E aí depois eu recebo a notícia de que ele foi morto dentro da unidade prisional", contou. LEIA MAIS Detento morre após passar mal em presídio no interior do Tocantins Delegado aposentado que investigou padrasto pela morte da enteada em 2009 relembra caso: 'Chocou pela crueldade' Na nesta sexta-feira (5), a Seciju afirmou que, durante a ronda dos policiais penais na quinta-feira (4), os internos do alojamento chamaram a equipe para avisar que o homem estava passando mal. Neste sábado (6), a secretaria afirmou que a informação inicial sobre o mal-estar do detento era preliminar e, somente após a emissão do laudo, foi possível identificar sinais de violência. Também informou que abrirá investigação para apurar o caso (veja nota abaixo). A advogada informou que vai registrar o caso na Polícia Civil para que seja investigado. "O Estado tem responsabilidade sobre isso porque ele está sob custódia do Estado. A gente sabe que tem que ser feita Justiça, mas tem que ter a proteção da Justiça também." Aparecido morreu em presídio no Tocantins Reprodução/TV Anhanguera Íntegra da nota da Seciju A Secretaria da Cidadania e Justiça (Seciju) esclarece que as informações preliminares eram de que a morte do detento seria por causas naturais. Somente com a emissão do laudo pericial foi possível identificar que o homem apresentava sinais de violência. A Seciju informa que abrirá investigação, por meio da Corregedoria, para apurar as causas e circunstâncias do falecimento ocorrido na Unidade Penal de Araguaína (UPA). A Pasta reforça que colabora integralmente com os órgãos policiais e periciais para que o caso seja esclarecido e informa ainda que prestou todo o apoio à família. A Secretaria da Segurança Pública informa que o caso segue sob investigação pela Divisão de Homicídios e de Proteção à Pessoa de Araguaína (2º DHPP). Veja mais notícias da região no g1 Tocantins.