STF vai analisar se abre inquérito contra ministro Marco Buzzi, do STJ

Escrito em 08/04/2026


Ministro Marco Buzzi, do Superior Tribunal de Justiça José Alberto/STJ O Supremo Tribunal Federal (STF) vai analisar no dia 14 de abril de abre ou não inquérito contra o ministro Marco Buzzi, do Superior Tribunal de Justiça (STJ). Buzzi é alvo de denúncias de importunação sexual e foi afastado cautelarmente de suas funções. Ele nega ter cometido os crimes. 📱 Acesse o Canal da Sadi no WhatsApp A Procuradoria-Geral da União (PGR) defende que seja aberto o inquérito. Ao ministro Nunes Marques, do Supremo, a PGR aponta que há "elementos suficientes" para investigar magistrado do STJ após notícia-crime enviada pela Polícia Civil de São Paulo. Marco Buzzi: STJ adia prazo para sindicância concluir apuração de importunação sexual Ministro acusado de importunação sexual ganhou R$ 750 mil brutos em 4 meses O ministro, de 68 anos, passou a ser investigado pela polícia paulista por importunação sexual após ser acusado por uma jovem de 18 anos. Segundo a vítima, Buzzi passou a mão em suas nádegas e pressionou seu corpo contra o dela dentro do mar quando eles estavam na casa de praia do ministro em Balneário Camboriú (SC). As investigações tramitam em sigilo por se tratar de um crime sexual. O caso é investigado como importunação sexual e, se houver condenação, a pena definida no Código Penal varia de 1 a 5 anos de reclusão. STJ afasta ministro Marco Buzzi Ministro nega o crime O ministro é investigado no âmbito administrativo pelo CNJ (Conselho Nacional de Justiça) e pelo próprio STJ. Na esfera criminal, há um inquérito aberto no Supremo Tribunal Federal (STF), já que tem prerrogativa de foro em razão do cargo. Em nota, o STJ informou que o afastamento de Buzzi é "cautelar, temporário e excepcional”. Em carta enviada aos demais ministros da Corte, Buzzi que irá demonstrar a sua inocência. "Tudo está causando mágoas às pessoas da minha família e convivência. Creio que nos procedimentos já instauradas demonstrarei minha inocência", afirma o ministro no documento. Procurado, o advogado de uma das vítimas, Daniel Bialski, disse ao blog que aguarda que a investigação seja feita da forma "mais correta possível". [Post em atualização]