Quase 100 tubarões-tigre são identificados na baía de Ilha Grande, no RJ

Escrito em 24/05/2026

Pesquisadores monitoram tubarões-tigre na Baía de Ilha Grande, no litoral fluminense Pesquisadores encontraram quase 100 tubarões-tigre na baía de Ilha Grande, no litoral do Rio de Janeiro. A espécie é comum no Nordeste e, pela primeira vez, está sendo monitorada na região sudeste. Um dia de expediente comum: de olho no mar. O trabalho do Instituto Pró-Shark é esse mesmo: procurar tubarões. Há cinco anos, os pesquisadores monitoram tubarões e raias na baía da Ilha Grande, Angra dos Reis (RJ), litoral sul do estado do Rio. Nossa equipe foi até lá porque, pela primeira vez, os pesquisadores estão monitorando via satélite os tubarões-tigre na região sudeste. "A gente agora tem, pela primeira vez, tubarões-tigres monitorados no sudeste, fora do eixo Recife-Noronha, no país", diz Fernanda lana, do Instituto Pró-Shark. Os tubarões-tigre, chamados também de tintureiros, têm uma cobertura rajada. São considerados agressivos. A partir de informações de pescadores, com a ajuda da tecnologia, a equipe conseguiu, no início do ano, instalar uma antena na barbatana dorsal de um deles. Um localizador via satélite. O tubarão foi batizado Gaspar, em homenagem a um dos reis magos que dão o nome à cidade de Angra dos Reis. Semanas depois, os biólogos identificaram o segundo: Balthazar. E no domingo de Páscoa, o trio ficou completo: Melchior. De volta ao mar, toda vez que tiram a barbatana da água, o satélite captura a localização. "Baltazar a gente foi às cinco horas da manhã, a gente teve sinal dele, e também temos aqui o nosso Belchior Eles estão nadando juntos", revela Fernanda Depois de marcar os três reis magos, os pesquisadores encontraram também as rainhas. Fêmeas poderosas, enormes e uma delas, provavelmente, vai aumentar ainda a população de tubarões na baía da Ilha Grande. Os pesquisadores dizem que essa gigante, escoltada por beijupirás, deve estar grávida. A outra fêmea inspira respeito até nos outros tubarões-tigre, que saem de perto. "No estado do Rio de Janeiro, no Sudeste, nunca teve registros de fêmeas de mais de 4,5 metros, como a gente está reparando aqui", aponta Fernanda. A ideia é entender se há ligação com tubarões-tigre do nordeste do Brasil e de outras partes do mundo. "Não tem registro de acidente aqui?", indaga uma pessoa. "Não tem registro de acidentes com humanos com nenhum tubarão aqui na baía", aponta Fernanda. "A orientação é sempre respeito. A gente tem que ter respeito por esse ambiente, respeito por esses animais", complementa. "A pesquisa agradece, os animais agradecem, a gente vai ter informação pra ajudar a manter esse ambiente, a conservação, o equilíbrio que a gente tem e ter essa convivência harmoniosa com os tubarões", diz a pesquisadora. GloboPop: clique para ver os vídeos do palco do Jornal Nacional LEIA TAMBÉM Operação que prendeu Deolane Bezerra partiu de bilhetes achados em cela da Penitenciária de Presidente Venceslau (SP) Deolane processou banco após irmã ser impedida de sacar R$ 1 milhão por suspeita de lavagem Quem é Deolane Bezerra, a advogada e influencer com 21 milhões de seguidores presa pela 2ª vez em SP