"Quem não erra?", diz Tarcísio sobre erro de português em escola cívico-militar O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), afirmou que os erros de português registrados durante a aula inaugural em uma escola cívico-militar de Caçapava, no interior de São Paulo, nesta semana, não envolvem professores da rede estadual e defendeu os monitores militares que cometeram os erros. "Quem não erra? Você trabalha com comunicação, você nunca errou? Ele (monitor militar) estava ensinando a ordem unida. Ele não está lá para dar aula. Ele não vai interferir em pedagogia. Ele está lá para ensinar postura", afirmou Tarcísio de Freitas, em entrevista exclusiva para a Rede Vanguarda. Segundo Tarcísio, os monitores militares têm o objetivo de orientar os estudantes sobre uma rotina de comportamento na escola cívico-militar. Ele reforçou que o trabalho dos monitores não invade o papel do professor e não interfere no ensino que é lecionado. "O que ele estava tentando ali é a gente ter uma atitude de respeito na chegada do professor, a gente vai apresentar uma turma para o professor, a gente vai cantar o hino nacional, hastear uma bandeira, qual o problema disso? Ele vai entrar na pedagogia, ele vai dar aula para o aluno? Não. Para isso nós temos os professores, que estão passando por formação continuada. Eu gostaria de ver, por exemplo, os alunos ficando de pé e cumprimentando o professor na chegada deles. Essa é uma questão de deferência, não tem problema nenhum", declarou. Após erros de português, Tarcísio defende monitor de escola cívico-militar que escreveu 'descançar': ‘Quem não erra?’ Reprodução/TV Vanguarda Ainda na entrevista, Tarcísio lamentou o erro de escrita do monitor, mas defendeu que o profissional deve ser "crucificado" por isso. "Cometer um erro no quadro, uma pena. O erro não é legal, mas eles não estão lá pra isso, eles não são professores. Eles estão lá com outra função. A gente está procurando qualificar os nossos professores. A gente vai trabalhar em outras competências, outras habilidades, na questão do respeito, do civismo. Tenho certeza que o resultado vai ser legal. E não podemos também crucificar uma pessoa porque ela cometeu um erro no quadro, e ela não é professora, não está lá para isso”, completou. A entrevista acontece durante agenda oficial em Cruzeiro, no interior de São Paulo. O Hospital Regional Circuito da Fé e Vale Histórico foi inaugurado oficialmente nesta quinta-feira (5), após dois anos de atraso. 'Descançar' e 'continêcia': aula inaugural tem erros em escola cívico-militar O caso Os erros de português foram registrados durante uma monitoria na aula inaugural de uma escola cívico-militar em Caçapava, no interior de São Paulo. O caso ocorreu na Escola Estadual Professora Luciana Damas Bezerra e foi revelado pelo g1. A monitoria foi conduzida por policiais militares aposentados, responsáveis por orientar os alunos sobre ordem unida, conjunto de movimentos padronizados da hierarquia militar. Durante a atividade, palavras como “descançar” e “continêcia” foram escritas de forma incorreta no quadro. O termo “descansar” apareceu com a letra “ç” na última sílaba, quando o correto é com “s”. Já “continência” foi escrita sem a letra “n” antes do “c” - veja vídeo abaixo. Em determinado momento da aula, o tenente Jeferson, responsável pela escrita no quadro, foi chamado à porta da sala e conversou com outra pessoa. Ao retornar, ele corrigiu primeiro a palavra “descansar” e, em seguida, após conversar com uma mulher dentro da sala, ajustou também a grafia de “continência”. O flagrante foi registrado pela reportagem da TV Vanguarda durante o ensino de comandos comuns da rotina militar. No dia, a Secretaria da Educação do Estado de São Paulo informou que todo o conteúdo pedagógico é elaborado e aplicado pelos docentes da escola e que, neste início de implementação do modelo, os monitores estão responsáveis por orientar atividades relacionadas à disciplina e à promoção de valores cívicos. A pasta acrescentou ainda que todos os monitores do Programa Escola Cívico-Militar passam por avaliações semestrais de desempenho, que analisam a adaptação e a permanência em cada unidade escolar. Ao todo, 11 escolas estaduais do Vale do Paraíba e região iniciaram 2026 dentro do modelo cívico-militar. As unidades estão distribuídas em 10 cidades, sendo Bragança Paulista a única com duas escolas no programa. Nessas unidades, policiais militares aposentados atuam junto aos estudantes. Palavras são escritas erradas em monitoria de escola cívico-militar. Reprodução/TV Vanguarda Após erros de português, Tarcísio defende monitor de escola cívico-militar que escreveu 'descançar': ‘Quem não erra?’ Reprodução/TV Vanguarda Veja mais notícias do Vale do Paraíba e região bragantina
Após erros de português, Tarcísio defende monitor de escola cívico-militar que escreveu 'descançar': ‘Quem não erra?’
Escrito em 06/02/2026
"Quem não erra?", diz Tarcísio sobre erro de português em escola cívico-militar O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), afirmou que os erros de português registrados durante a aula inaugural em uma escola cívico-militar de Caçapava, no interior de São Paulo, nesta semana, não envolvem professores da rede estadual e defendeu os monitores militares que cometeram os erros. "Quem não erra? Você trabalha com comunicação, você nunca errou? Ele (monitor militar) estava ensinando a ordem unida. Ele não está lá para dar aula. Ele não vai interferir em pedagogia. Ele está lá para ensinar postura", afirmou Tarcísio de Freitas, em entrevista exclusiva para a Rede Vanguarda. Segundo Tarcísio, os monitores militares têm o objetivo de orientar os estudantes sobre uma rotina de comportamento na escola cívico-militar. Ele reforçou que o trabalho dos monitores não invade o papel do professor e não interfere no ensino que é lecionado. "O que ele estava tentando ali é a gente ter uma atitude de respeito na chegada do professor, a gente vai apresentar uma turma para o professor, a gente vai cantar o hino nacional, hastear uma bandeira, qual o problema disso? Ele vai entrar na pedagogia, ele vai dar aula para o aluno? Não. Para isso nós temos os professores, que estão passando por formação continuada. Eu gostaria de ver, por exemplo, os alunos ficando de pé e cumprimentando o professor na chegada deles. Essa é uma questão de deferência, não tem problema nenhum", declarou. Após erros de português, Tarcísio defende monitor de escola cívico-militar que escreveu 'descançar': ‘Quem não erra?’ Reprodução/TV Vanguarda Ainda na entrevista, Tarcísio lamentou o erro de escrita do monitor, mas defendeu que o profissional deve ser "crucificado" por isso. "Cometer um erro no quadro, uma pena. O erro não é legal, mas eles não estão lá pra isso, eles não são professores. Eles estão lá com outra função. A gente está procurando qualificar os nossos professores. A gente vai trabalhar em outras competências, outras habilidades, na questão do respeito, do civismo. Tenho certeza que o resultado vai ser legal. E não podemos também crucificar uma pessoa porque ela cometeu um erro no quadro, e ela não é professora, não está lá para isso”, completou. A entrevista acontece durante agenda oficial em Cruzeiro, no interior de São Paulo. O Hospital Regional Circuito da Fé e Vale Histórico foi inaugurado oficialmente nesta quinta-feira (5), após dois anos de atraso. 'Descançar' e 'continêcia': aula inaugural tem erros em escola cívico-militar O caso Os erros de português foram registrados durante uma monitoria na aula inaugural de uma escola cívico-militar em Caçapava, no interior de São Paulo. O caso ocorreu na Escola Estadual Professora Luciana Damas Bezerra e foi revelado pelo g1. A monitoria foi conduzida por policiais militares aposentados, responsáveis por orientar os alunos sobre ordem unida, conjunto de movimentos padronizados da hierarquia militar. Durante a atividade, palavras como “descançar” e “continêcia” foram escritas de forma incorreta no quadro. O termo “descansar” apareceu com a letra “ç” na última sílaba, quando o correto é com “s”. Já “continência” foi escrita sem a letra “n” antes do “c” - veja vídeo abaixo. Em determinado momento da aula, o tenente Jeferson, responsável pela escrita no quadro, foi chamado à porta da sala e conversou com outra pessoa. Ao retornar, ele corrigiu primeiro a palavra “descansar” e, em seguida, após conversar com uma mulher dentro da sala, ajustou também a grafia de “continência”. O flagrante foi registrado pela reportagem da TV Vanguarda durante o ensino de comandos comuns da rotina militar. No dia, a Secretaria da Educação do Estado de São Paulo informou que todo o conteúdo pedagógico é elaborado e aplicado pelos docentes da escola e que, neste início de implementação do modelo, os monitores estão responsáveis por orientar atividades relacionadas à disciplina e à promoção de valores cívicos. A pasta acrescentou ainda que todos os monitores do Programa Escola Cívico-Militar passam por avaliações semestrais de desempenho, que analisam a adaptação e a permanência em cada unidade escolar. Ao todo, 11 escolas estaduais do Vale do Paraíba e região iniciaram 2026 dentro do modelo cívico-militar. As unidades estão distribuídas em 10 cidades, sendo Bragança Paulista a única com duas escolas no programa. Nessas unidades, policiais militares aposentados atuam junto aos estudantes. Palavras são escritas erradas em monitoria de escola cívico-militar. Reprodução/TV Vanguarda Após erros de português, Tarcísio defende monitor de escola cívico-militar que escreveu 'descançar': ‘Quem não erra?’ Reprodução/TV Vanguarda Veja mais notícias do Vale do Paraíba e região bragantina