Mayk Steve Richter Nobre, ex-diretor da Penitenciária do Distrito Federal IV, virou réu por assédio sexual e moral contra uma policial penal subordinada. Redes Sociais/Reprodução O ex-diretor de um dos presídios do Complexo Penitenciário da Papuda, no Distrito Federal, virou réu na Justiça por assédio sexual e moral contra uma policial penal subordinada a ele. A denúncia foi apresentada pelo Ministério Público do DF em março. O caso tramita em sigilo para preservar a identidade da vítima. Segundo os documentos, Mayk Steve Richter Nobre cometeu os crimes quando ainda dirigia a Penitenciária do Distrito Federal IV – uma das unidades de segurança máxima da Papuda. O processo narra que Nobre teria se aproveitado da posição de chefia para constranger a vítima com investidas de cunho sexual e, após recusas, passado a intimidá-la e humilhá-la no ambiente de trabalho. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 DF no WhatsApp. O Ministério Público do DF enquadrou o caso nos crimes de assédio sexual e constrangimento ilegal com intimidação sistemática. O órgão também pediu à Justiça a fixação de indenização mínima de R$ 50 mil por danos morais. Assédio moral e sexual no trabalho: medo, silêncio e o impacto na saúde dos profissionais ➡️ A Comissão de Direitos Humanos da Câmara Legislativa do Distrito Federal informou que acompanha o caso e presta apoio à vítima. Em nota, a Secretaria de Administração Penitenciária (Seape) informou que, até o momento, não foi formalmente comunicada pelo Poder Judiciário sobre o recebimento da denúncia. A pasta afirmou ainda que, ao tomar conhecimento dos fatos, promoveu o afastamento preventivo do servidor e instaurou procedimento administrativo para apuração. O g1 apurou que Mayk Steve Richter Nobre foi exonerado do cargo de diretor da Penitenciária IV em 16 de janeiro deste ano. A reportagem tenta contato com a defesa. Conversas apresentadas pelo Ministério Público mostram mensagens atribuídas ao ex-diretor da unidade com conteúdo de cunho sexual e respostas da vítima recusando as investidas. Reprodução O que diz a denúncia A denúncia destaca que o acusado teria se valido da condição de superior hierárquico para praticar as condutas e que a vítima estava diretamente subordinada a ele à época dos fatos. De acordo com o Ministério Público, os episódios ocorreram entre junho e dezembro de 2025. As investidas teriam começado quando o investigado, sem consentimento, massageou os ombros da vítima. Em uma conversa posterior, ele relembrou o episódio e afirmou que ficou sexualmente excitado (veja o print acima). Em outra ocasião, após a vítima publicar uma foto com uma taça de vinho, o então diretor perguntou se ela já havia tomado banho. Diante da resposta negativa, disse: “então toma banho e me manda foto para me ajudar numa coisinha aqui” (veja abaixo). Prints de conversas incluídos na denúncia mostram mensagens em que o então diretor faz comentários de teor íntimo e pede fotos à vítima, que responde pedindo que ele pare. Reprodução O MP afirma que, mesmo após várias negativas, o acusado insistiu nas investidas. Nas mensagens, a vítima responde: “Para com isso”, “Pelo amor de Deus, homem” e questiona: “Por que você tá agindo assim comigo? Eu nunca dei em cima de você”. Também consta na denúncia que o ex-diretor enviou uma imagem íntima e pediu que a vítima fizesse o mesmo. Ex-diretor da Papuda enviou foto íntima para a vítima. Reprodução Humilhações e perseguição Após a rejeição, o comportamento teria evoluído para episódios de constrangimento no trabalho. Segundo o MP, o então diretor passou a adotar condutas de intimidação, com gritos, cobranças públicas e ameaças administrativas. Segundo a denúncia, o acusado também criava obstáculos para que a vítima fizesse plantões de interesse e tentou impedi-la de usufruir da folga de aniversário, ameaçando dar “falta” caso não comparecesse. De acordo com o Ministério Público, as atitudes configuram não só assédio sexual, mas também assédio moral, com prejuízos à saúde emocional e ao ambiente de trabalho da servidora. O documento aponta ainda que a situação gerou boatos no ambiente de trabalho que prejudicaram a reputação da vítima, incluindo comentários de que ela seria “amante” do diretor. Crescem os números de processos e denúncias por assédio moral no trabalho O que diz a Seape “A Secretaria de Administração Penitenciária (Seape) informa que, até a presente data, não foi formalmente comunicada pelo Poder Judiciário acerca do recebimento de denúncia envolvendo o referido servidor. Não obstante, tão logo teve conhecimento dos fatos consignados em ocorrência registrada em dezembro do ano passado, a Seape promoveu, em caráter preventivo, o afastamento do servidor de suas funções e instaurou procedimento administrativo com a finalidade de apurar as alegações apresentadas pelas partes. O processo administrativo segue em curso, sob sigilo.” LEIA TAMBÉM: VEJA CANAIS: Como denunciar violência contra a mulher? Leia mais notícias sobre a região no g1 DF.
Ex-diretor da Papuda vira réu no DF por assediar policial penal e humilhá-la no trabalho
Escrito em 29/04/2026
Mayk Steve Richter Nobre, ex-diretor da Penitenciária do Distrito Federal IV, virou réu por assédio sexual e moral contra uma policial penal subordinada. Redes Sociais/Reprodução O ex-diretor de um dos presídios do Complexo Penitenciário da Papuda, no Distrito Federal, virou réu na Justiça por assédio sexual e moral contra uma policial penal subordinada a ele. A denúncia foi apresentada pelo Ministério Público do DF em março. O caso tramita em sigilo para preservar a identidade da vítima. Segundo os documentos, Mayk Steve Richter Nobre cometeu os crimes quando ainda dirigia a Penitenciária do Distrito Federal IV – uma das unidades de segurança máxima da Papuda. O processo narra que Nobre teria se aproveitado da posição de chefia para constranger a vítima com investidas de cunho sexual e, após recusas, passado a intimidá-la e humilhá-la no ambiente de trabalho. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 DF no WhatsApp. O Ministério Público do DF enquadrou o caso nos crimes de assédio sexual e constrangimento ilegal com intimidação sistemática. O órgão também pediu à Justiça a fixação de indenização mínima de R$ 50 mil por danos morais. Assédio moral e sexual no trabalho: medo, silêncio e o impacto na saúde dos profissionais ➡️ A Comissão de Direitos Humanos da Câmara Legislativa do Distrito Federal informou que acompanha o caso e presta apoio à vítima. Em nota, a Secretaria de Administração Penitenciária (Seape) informou que, até o momento, não foi formalmente comunicada pelo Poder Judiciário sobre o recebimento da denúncia. A pasta afirmou ainda que, ao tomar conhecimento dos fatos, promoveu o afastamento preventivo do servidor e instaurou procedimento administrativo para apuração. O g1 apurou que Mayk Steve Richter Nobre foi exonerado do cargo de diretor da Penitenciária IV em 16 de janeiro deste ano. A reportagem tenta contato com a defesa. Conversas apresentadas pelo Ministério Público mostram mensagens atribuídas ao ex-diretor da unidade com conteúdo de cunho sexual e respostas da vítima recusando as investidas. Reprodução O que diz a denúncia A denúncia destaca que o acusado teria se valido da condição de superior hierárquico para praticar as condutas e que a vítima estava diretamente subordinada a ele à época dos fatos. De acordo com o Ministério Público, os episódios ocorreram entre junho e dezembro de 2025. As investidas teriam começado quando o investigado, sem consentimento, massageou os ombros da vítima. Em uma conversa posterior, ele relembrou o episódio e afirmou que ficou sexualmente excitado (veja o print acima). Em outra ocasião, após a vítima publicar uma foto com uma taça de vinho, o então diretor perguntou se ela já havia tomado banho. Diante da resposta negativa, disse: “então toma banho e me manda foto para me ajudar numa coisinha aqui” (veja abaixo). Prints de conversas incluídos na denúncia mostram mensagens em que o então diretor faz comentários de teor íntimo e pede fotos à vítima, que responde pedindo que ele pare. Reprodução O MP afirma que, mesmo após várias negativas, o acusado insistiu nas investidas. Nas mensagens, a vítima responde: “Para com isso”, “Pelo amor de Deus, homem” e questiona: “Por que você tá agindo assim comigo? Eu nunca dei em cima de você”. Também consta na denúncia que o ex-diretor enviou uma imagem íntima e pediu que a vítima fizesse o mesmo. Ex-diretor da Papuda enviou foto íntima para a vítima. Reprodução Humilhações e perseguição Após a rejeição, o comportamento teria evoluído para episódios de constrangimento no trabalho. Segundo o MP, o então diretor passou a adotar condutas de intimidação, com gritos, cobranças públicas e ameaças administrativas. Segundo a denúncia, o acusado também criava obstáculos para que a vítima fizesse plantões de interesse e tentou impedi-la de usufruir da folga de aniversário, ameaçando dar “falta” caso não comparecesse. De acordo com o Ministério Público, as atitudes configuram não só assédio sexual, mas também assédio moral, com prejuízos à saúde emocional e ao ambiente de trabalho da servidora. O documento aponta ainda que a situação gerou boatos no ambiente de trabalho que prejudicaram a reputação da vítima, incluindo comentários de que ela seria “amante” do diretor. Crescem os números de processos e denúncias por assédio moral no trabalho O que diz a Seape “A Secretaria de Administração Penitenciária (Seape) informa que, até a presente data, não foi formalmente comunicada pelo Poder Judiciário acerca do recebimento de denúncia envolvendo o referido servidor. Não obstante, tão logo teve conhecimento dos fatos consignados em ocorrência registrada em dezembro do ano passado, a Seape promoveu, em caráter preventivo, o afastamento do servidor de suas funções e instaurou procedimento administrativo com a finalidade de apurar as alegações apresentadas pelas partes. O processo administrativo segue em curso, sob sigilo.” LEIA TAMBÉM: VEJA CANAIS: Como denunciar violência contra a mulher? Leia mais notícias sobre a região no g1 DF.