ONU alerta para intensidade do fenômeno El Niño no Brasil A ONU divulgou nesta quinta-feira (3) um novo alerta sobre o fenômeno climático El Niño. Ele continua a ganhar intensidade e pode durar até fevereiro de 2027. Um El Niño de outra dimensão. Estamos navegando em águas desconhecidas e essas águas estão esquentando. A metáfora da ONU não é por acaso. Nesse fenômeno climático, os ventos que sopram sobre o Pacífico enfraquecem. O oceano esquenta e transfere mais calor para a atmosfera. 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia No El Niño de 2015, a temperatura na superfície do Pacífico chegou ao recorde de 3,1ºC acima da média. Em agosto de 2026, já estava em 2,6ºC. A Organização Meteorológica Mundial prevê o pico em novembro: 4ºC. E o fenômeno ainda deve durar até fevereiro de 2027. “Se continuar assim, será o pior El Niño desde o início do monitoramento”, alertou a secretária-geral. A correspondente Bianca Rothier perguntou qual impacto para a nossa região. Celeste Saulo explicou que a combinação nos dois oceanos pode alterar o clima, especialmente na América do Sul. Risco de seca severa na Amazônia e no Nordeste, e de novas tempestades devastadoras no Sul. Bianca Rothier questionou também sobre custos econômicos. Ela apontou para reflexos na agricultura e na produção de energia, em um país onde mais da metade da eletricidade vem das hidrelétricas. El Niño continua a ganhar intensidade e pode durar até fevereiro de 2027, alerta ONU Jornal Nacional/ Reprodução O El Niño não dá para evitar. Algumas consequências, sim. As previsões trazem uma vantagem preciosa: tempo para proteger a população. Para a ONU, é uma corrida contra riscos cada vez maiores e que precisamos vencer. Até porque este El Niño chega em meio a uma emergência climática. Na quarta-feira (2), o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente alertou que o planeta deve ultrapassar o limite de 1,5º de aquecimento estabelecido pelo histórico Acordo de Paris. E, no ritmo atual, chegar a 2,6ºC até 2100. Cada fração a mais significa mais ameaças. Entre elas, para as geleiras - como vimos na semana passada. O governo do Nepal culpou o aquecimento global e disse que 20 mil casas vão precisar ser reconstruídas. Na Suíça, a chefe da agência climática da ONU frisou: "Não queremos gerar preocupação e, sim, ação”. GloboPop: clique para ver os vídeos do palco do Jornal Nacional LEIA TAMBÉM El Niño vai ficar muito forte e deve persistir até fevereiro de 2027, diz ONU El Niño: Brasil pode ter ao menos seis ondas de calor até o fim de 2026
El Niño continua a ganhar intensidade e pode durar até fevereiro de 2027, alerta ONU
Escrito em 04/09/2026
ONU alerta para intensidade do fenômeno El Niño no Brasil A ONU divulgou nesta quinta-feira (3) um novo alerta sobre o fenômeno climático El Niño. Ele continua a ganhar intensidade e pode durar até fevereiro de 2027. Um El Niño de outra dimensão. Estamos navegando em águas desconhecidas e essas águas estão esquentando. A metáfora da ONU não é por acaso. Nesse fenômeno climático, os ventos que sopram sobre o Pacífico enfraquecem. O oceano esquenta e transfere mais calor para a atmosfera. 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia No El Niño de 2015, a temperatura na superfície do Pacífico chegou ao recorde de 3,1ºC acima da média. Em agosto de 2026, já estava em 2,6ºC. A Organização Meteorológica Mundial prevê o pico em novembro: 4ºC. E o fenômeno ainda deve durar até fevereiro de 2027. “Se continuar assim, será o pior El Niño desde o início do monitoramento”, alertou a secretária-geral. A correspondente Bianca Rothier perguntou qual impacto para a nossa região. Celeste Saulo explicou que a combinação nos dois oceanos pode alterar o clima, especialmente na América do Sul. Risco de seca severa na Amazônia e no Nordeste, e de novas tempestades devastadoras no Sul. Bianca Rothier questionou também sobre custos econômicos. Ela apontou para reflexos na agricultura e na produção de energia, em um país onde mais da metade da eletricidade vem das hidrelétricas. El Niño continua a ganhar intensidade e pode durar até fevereiro de 2027, alerta ONU Jornal Nacional/ Reprodução O El Niño não dá para evitar. Algumas consequências, sim. As previsões trazem uma vantagem preciosa: tempo para proteger a população. Para a ONU, é uma corrida contra riscos cada vez maiores e que precisamos vencer. Até porque este El Niño chega em meio a uma emergência climática. Na quarta-feira (2), o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente alertou que o planeta deve ultrapassar o limite de 1,5º de aquecimento estabelecido pelo histórico Acordo de Paris. E, no ritmo atual, chegar a 2,6ºC até 2100. Cada fração a mais significa mais ameaças. Entre elas, para as geleiras - como vimos na semana passada. O governo do Nepal culpou o aquecimento global e disse que 20 mil casas vão precisar ser reconstruídas. Na Suíça, a chefe da agência climática da ONU frisou: "Não queremos gerar preocupação e, sim, ação”. GloboPop: clique para ver os vídeos do palco do Jornal Nacional LEIA TAMBÉM El Niño vai ficar muito forte e deve persistir até fevereiro de 2027, diz ONU El Niño: Brasil pode ter ao menos seis ondas de calor até o fim de 2026