Prédio da Funai no Paraná recebe ataques com artefatos explosivos

Escrito em 09/10/2026


Prédio da Funai no Paraná recebe ataques com artefatos explosivos O prédio da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) em São Jerônimo da Serra, no norte pioneiro do Paraná, recebeu ataques nesta quinta-feira (8). Segundo o Ministério dos Povos Indígenas (MPI), a entrada do prédio, que faz parte da Unidade Técnica Local (UTL), foi danificada com artefatos explosivos. ✅ Siga o canal do g1 PR no WhatsApp Em imagens registradas após o ataque, é possível ver que as janelas de vidro do local ficaram quebradas. Apesar do dano, não havia pessoas no local e ninguém ficou ferido. Um boletim de ocorrências foi aberto pela Funai. A Polícia Federal e a Agência Brasileira de Inteligência (ABIN) foram acionadas para investigar a motivação e identificar os responsáveis pelos ataques. Prédio foi atingido por artefatos explosivos Divulgação/MPI Em nota, o MPI informou que acompanha os desdobramentos do caso, em parceria com as forças de segurança. "O Estado brasileiro não se intimidará diante de tentativas de coação, não aceitará qualquer tipo de violência e continuará firme no cumprimento de seu dever constitucional de garantir e proteger os direitos fundamentais dos povos indígenas", diz a nota. Leia também: Curitiba: Homem armado com faca invade CMEI e mantém crianças reféns Entenda: CRM do Paraná abre sindicância e médico que implantou prótese em joelho errado de idosa pode ter registro profissional cassado Conclusão da polícia: Deficiente auditivo encontrado morto por vizinha no Paraná foi assassinado por amigo Histórico de conflitos na região A região de São Jerônimo da Serra tem históricos de conflitos territoriais indígenas. Na cidade, vivem cerca de 670 pessoas de três povos indígenas: os Guarani Ñandeva, os Kaingang e os Xetá. De acordo com o Conselho Missionário Indigenista (Cimi), desde o começo do ano, 42 famílias do povo Xetá realizam a reocupação da Terra Indígena Herarekã Xetá. A área, que é de um residente de Curitiba, é alvo de incêndios frequentemente, segundo o Cimi. A reivindicação do local está em processo desde 1999 e não foi finalizada. VÍDEOS: Mais assistidos do g1 Paraná Leia mais notícias em g1 Norte e Noroeste.