Unimed Campos alerta para a importância do diagnóstico do câncer de ovário

Escrito em 24/06/2026


Embora não figure entre os tumores mais frequentes na população feminina — ocupando a oitava posição em prevalência no Brasil —, o câncer de ovário acende um alerta vermelho na comunidade médica devido ao seu alto índice de letalidade. A médica oncologista da Unimed Campos, Dra. Janaína Lobo, fala sobre os desafios do diagnóstico e as formas de prevenção da doença. Dra. Janaína Lobo é médica oncologista da Unimed Campos (Foto: Divulgação) O desafio dos sintomas silenciosos O principal obstáculo para a identificação precoce do câncer de ovário reside na falta de sintomas específicos em seu estágio inicial. A oncologista explica que os sinais mais comuns são facilmente confundidos com mal-estares cotidianos. "Na fase inicial, os sintomas são inespecíficos, como por exemplo, distensão, desconforto abdominal e dor pélvica. São sintomas muito parecidos com gases intestinais, o que acaba retardando muitas vezes o diagnóstico precoce", afirma a Dra. Janaína Lobo. Segundo a especialista, ao contrário do câncer de colo de útero (que conta com o preventivo Papanicolau) ou do câncer de mama (com a mamografia), não existe um exame de rastreio efetivo capaz de descobrir o câncer de ovário enquanto a paciente ainda está assintomática. Fatores de risco Diante da ausência de um exame preventivo universal, a melhor estratégia é mapear os fatores de risco. A oncologista da Unimed Campos orienta que as mulheres mantenham consultas regulares com seus ginecologistas para avaliar a probabilidade de desenvolver a doença. Os principais fatores que exigem atenção redobrada são: Idade avançada: o tumor é significativamente mais comum em mulheres com mais de 60 anos. Histórico familiar positivo: ter parentes que já enfrentaram câncer de ovário, de mama, de pâncreas ou de próstata eleva o risco. Genética: mulheres com familiares de primeiro grau diagnosticados com câncer de ovário precisam de uma avaliação ainda mais criteriosa, devendo ser orientadas e acompanhadas de perto por um oncogeneticista. A busca pela cura Para a médica, a atenção às mudanças do próprio corpo e manter o histórico familiar mapeado são as ferramentas mais poderosas que as mulheres possuem hoje. "É importante que essas mulheres estejam atentas à sua saúde para que a gente consiga diagnosticar na fase precoce e permitir maior chance de cura", finaliza. Drª. Janaína Lobo - CRM: 52 98790-5 e RQE: 33479