Dupla é presa por matar mulher a facadas após ela recusar ter relação sexual

Escrito em 14/01/2026


Suspeitos do feminicídio de Inara Santos da Silva, de 47 anos; polícia divulgou apenas a foto de um dos dois envolvidos Polícia Civil/Divulgação Dois jovens de 23 anos foram presos nesta terça-feira (13) suspeitos de matar a facadas Inara Santos da Silva, de 47 anos, em um sítio na Vila Serra Grande I, na zona rural do município de Cantá, no interior de Roraima. O crime ocorreu após a vítima se recusar a ter relação sexual com eles, segundo a Polícia Civil. Os dois são investigados pelo crime de feminicídio e foram presos em cumprimento de mandados de prisão preventiva. Inara foi assassinada no dia 28 de novembro de 2025. A vítima sofreu múltiplas lesões na região da cabeça e do pescoço. Inicialmente, os dois suspeitos disseram à Polícia Militar que haviam encontrado o corpo por acaso, enquanto passavam pelo local para ligar bombas de irrigação. No entanto, a investigação apontou que eles cometeram o crime. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 RR no WhatsApp "Com o aprofundamento das diligências, reunimos novos elementos de prova que contradisseram a versão inicial apresentada pelos investigados. Imagens de câmeras de segurança e depoimentos de moradores indicaram que a vítima e os dois suspeitos seguiram juntos em direção a uma área próxima à lagoa, sem que houvesse retorno da vítima do local", destacou o delegado responsável pela investigação, Rhaynner Veras. Mulher é encontrada morta na zona rural de Cantá Ainda no dia do crime, os dois suspeitos disseram que haviam ingerido bebidas alcoólicas com a vítima horas antes, em um bar da região, mas alegaram que ela havia voltado sozinha ao sítio. À época, o caso foi registrado inicialmente como homicídio, mas, com o avanço da investigação, passou a ser tratado como feminicídio. "A linha investigativa aponta que o crime foi motivado por uma discussão relacionada pela recusa da vítima em manter relações sexuais com os investigados. Também foram requisitados exame necroscópico, perícia no local do crime e a análise de vestimentas que apresentavam possíveis manchas de sangue", explicou o delegado. Faca usada para matar Inara Santos da Silva, de 47 anos, foi apreendida pela Polícia Civil Polícia Civil/Divulgação Um acusa o outro Ao longo da investigação, a mãe de um dos investigados prestou depoimento e afirmou que o filho confessou estar no local no momento do crime, mas disse que o outro suspeito teria sido o autor das facadas. O segundo investigado, no entanto, atribui o crime ao primeiro. Investigadores apreenderam uma faca usada no crime, além do aparelho celular de um dos investigados. Os materiais foram encaminhados ao Instituto de Criminalística Perito Dimas Almeida para realização de perícia técnica e análise de dados. A ideia é verificar a presença de vestígios de sangue humano e subsidiar o esclarecimento do crime. Segundo o delegado Rhaynner Veras, desde o início, os investigados tentaram simular que não teriam qualquer participação no fato, alegando que apenas teriam encontrado o corpo da vítima. No entanto, o conjunto probatório produzido ao longo das investigações demonstrou que ambos estiveram no local do crime e participaram diretamente do feminicídio, cometido por motivo fútil. "Para a Polícia Civil, trata-se de um crime totalmente esclarecido. As investigações apontam de forma clara a participação dos dois investigados no feminicídio, cometidos com extrema violência contra a vítima”, concluiu. O delegado ressaltou ainda que o trabalho investigativo foi contínuo, técnico e minucioso, envolvendo análise de imagens, oitivas de testemunhas, perícias e apreensão de elementos materiais, o que permitiu o completo esclarecimento do crime. Os presos foram apresentados na audiência de custódia, onde as as prisões foram homologadas. Depois, ele foram encaminhados ao sistema prisional. O crime é investigado na Delegacia Cantá. A operação para prender a dupla teve o apoio de policiais civis do município de Bonfim. O que é feminicídio? O que é feminicídio? Leia outras notícias do estado no g1 Roraima.