Conheça os sintomas da perimenopausa A American Heart Association (Associação Americana do Coração) divulgou estudo que mostra que mulheres na perimenopausa apresentavam o dobro de chances de ter uma pontuação de saúde cardiovascular geral mais baixa em comparação com aquelas que ainda tinham ciclos menstruais regulares. A análise incluiu 9.248 mulheres entre 18 e 80 anos. Para os pesquisadores, o recado é claro: essa é uma fase que oferece uma “janela de oportunidade” para reavaliar riscos e promover mudanças no estilo de vida. Mulheres na perimenopausa: risco maior de ter uma pontuação de saúde cardiovascular geral mais baixa Wokandapix para Pixabay A medição foi estabelecida com base no Life’s Essential 8 (“Os oito pontos essenciais da vida”), criado pela entidade, que reúne os fatores críticos para a manutenção da saúde cardiovascular. São eles: atividade física; dieta balanceada; evitar a exposição à nicotina; sono de qualidade; conservar um peso adequado; controle da pressão arterial e dos níveis de colesterol; e manter os níveis de açúcar no sangue dentro do limite. Os principais pontos da análise: As pontuações medianas das participantes diminuíram com o avanço do estágio reprodutivo, de 73,3 de 100 (em mulheres na pré-menopausa); para 69,1 (na perimenopausa); e 63,9 (na pós-menopausa). Entre os componentes individuais do Life’s Essential 8, a dieta recebeu consistentemente as notas mais baixas e continuou a declinar ao longo do tempo. Nas mulheres na perimenopausa, dobrava o risco de um escore geral deficiente em comparação com as na pré-menopausa. Elas tinham 76% mais chances de exibir um resultado de colesterol ruim; e 83% mais probabilidades de uma taxa de açúcar no sangue desfavorável. As flutuações nos níveis de estrogênio podem contribuir para o declínio da saúde cardiovascular, pois afetam negativamente o colesterol, a resistência à insulina, a pressão arterial e o controle de peso. As pontuações de duração do sono permaneceram altas em todos os estágios reprodutivos, apesar de as mulheres na perimenopausa relatarem dificuldade para dormir, sugerindo que a qualidade do descanso pode ser mais prejudicada do que a sua duração. “Nossa análise destaca que a perimenopausa é o momento crítico em que o aumento do risco cardiovascular parece amplificado. Por isso é tão importante intervir logo”, afirmou a Dra. Amrita Nayak, autora principal do trabalho. Uma em cada três mulheres não sabe que cirurgia pode corrigir o prolapso pélvico Outro estudo relacionado à saúde feminina aponta que até metade de todas as mulheres experimentará algum grau de prolapso de órgãos pélvicos durante a vida – que ocorre quando os órgãos se projetam de forma anômala devido à perda da capacidade de sustentação muscular. A condição pode causar incontinência, constipação e a descida da bexiga ou do útero para a vagina, tornando-se debilitante devido à pressão severa e dor crônica. Pesquisa da Orlando Health, uma organização sem fins lucrativos baseada na Flórida, revela que uma em cada três sofre em silêncio devido a conceitos errôneos comuns: Metade desconhece que a incontinência urinária não é apenas uma parte normal do envelhecimento. 30% acreditam que o prolapso pélvico só acontece depois de uma gravidez. 31% acham que o quadro só se manifesta em mulheres na pós-menopausa ou com mais de 60 anos. Uma em cada três não sabe que a cirurgia é uma opção para corrigir o problema. O prolapso genital é multifatorial: além das questões anatômicas e hormonais, sua ocorrência está associada a condições como o número de gestações, obesidade, tabagismo, cirurgias prévias e histórico familiar. A boa notícia é que procedimentos reconstrutivos minimamente invasivos, com suturas e telas, podem fixar o assoalho pélvico.
Perimenopausa pode oferecer oportunidade para a prevenção de doenças cardíacas em mulheres
Escrito em 19/05/2026
Conheça os sintomas da perimenopausa A American Heart Association (Associação Americana do Coração) divulgou estudo que mostra que mulheres na perimenopausa apresentavam o dobro de chances de ter uma pontuação de saúde cardiovascular geral mais baixa em comparação com aquelas que ainda tinham ciclos menstruais regulares. A análise incluiu 9.248 mulheres entre 18 e 80 anos. Para os pesquisadores, o recado é claro: essa é uma fase que oferece uma “janela de oportunidade” para reavaliar riscos e promover mudanças no estilo de vida. Mulheres na perimenopausa: risco maior de ter uma pontuação de saúde cardiovascular geral mais baixa Wokandapix para Pixabay A medição foi estabelecida com base no Life’s Essential 8 (“Os oito pontos essenciais da vida”), criado pela entidade, que reúne os fatores críticos para a manutenção da saúde cardiovascular. São eles: atividade física; dieta balanceada; evitar a exposição à nicotina; sono de qualidade; conservar um peso adequado; controle da pressão arterial e dos níveis de colesterol; e manter os níveis de açúcar no sangue dentro do limite. Os principais pontos da análise: As pontuações medianas das participantes diminuíram com o avanço do estágio reprodutivo, de 73,3 de 100 (em mulheres na pré-menopausa); para 69,1 (na perimenopausa); e 63,9 (na pós-menopausa). Entre os componentes individuais do Life’s Essential 8, a dieta recebeu consistentemente as notas mais baixas e continuou a declinar ao longo do tempo. Nas mulheres na perimenopausa, dobrava o risco de um escore geral deficiente em comparação com as na pré-menopausa. Elas tinham 76% mais chances de exibir um resultado de colesterol ruim; e 83% mais probabilidades de uma taxa de açúcar no sangue desfavorável. As flutuações nos níveis de estrogênio podem contribuir para o declínio da saúde cardiovascular, pois afetam negativamente o colesterol, a resistência à insulina, a pressão arterial e o controle de peso. As pontuações de duração do sono permaneceram altas em todos os estágios reprodutivos, apesar de as mulheres na perimenopausa relatarem dificuldade para dormir, sugerindo que a qualidade do descanso pode ser mais prejudicada do que a sua duração. “Nossa análise destaca que a perimenopausa é o momento crítico em que o aumento do risco cardiovascular parece amplificado. Por isso é tão importante intervir logo”, afirmou a Dra. Amrita Nayak, autora principal do trabalho. Uma em cada três mulheres não sabe que cirurgia pode corrigir o prolapso pélvico Outro estudo relacionado à saúde feminina aponta que até metade de todas as mulheres experimentará algum grau de prolapso de órgãos pélvicos durante a vida – que ocorre quando os órgãos se projetam de forma anômala devido à perda da capacidade de sustentação muscular. A condição pode causar incontinência, constipação e a descida da bexiga ou do útero para a vagina, tornando-se debilitante devido à pressão severa e dor crônica. Pesquisa da Orlando Health, uma organização sem fins lucrativos baseada na Flórida, revela que uma em cada três sofre em silêncio devido a conceitos errôneos comuns: Metade desconhece que a incontinência urinária não é apenas uma parte normal do envelhecimento. 30% acreditam que o prolapso pélvico só acontece depois de uma gravidez. 31% acham que o quadro só se manifesta em mulheres na pós-menopausa ou com mais de 60 anos. Uma em cada três não sabe que a cirurgia é uma opção para corrigir o problema. O prolapso genital é multifatorial: além das questões anatômicas e hormonais, sua ocorrência está associada a condições como o número de gestações, obesidade, tabagismo, cirurgias prévias e histórico familiar. A boa notícia é que procedimentos reconstrutivos minimamente invasivos, com suturas e telas, podem fixar o assoalho pélvico.