O acordeonista Marcelo Caldi e o trompetista Silvério Pontes lançam o segundo álbum em dupla, 'Inventos', na quinta-feira, 22 de janeiro Cynthia C Santos / Divulgação ♫ NOTÍCIA ♬ Um disco assinado por um sanfoneiro com um trompetista é um acontecimento ainda incomum no mundo da música instrumental – o que de certa forma justifica o título do álbum “Inventos”, gravado pelo acordeonista e pianista Alexandre Caldi com o trompetista Silvério Pontes. Trata-se do segundo trabalho em dupla dos músicos, que há quatro anos lançaram o álbum “Onde os ventos se encontram” (2022). No mercado fonográfico digital a partir de quinta-feira, 22 de janeiro, o álbum “Inventos” foge da fórmula do duo. Caldi e Pontes são os músicos protagonistas dos dez fonogramas que compõem o disco de repertório inédito e autoral. Contudo, os músicos Alexandre Caldi (saxofone), Antônio Guerra (piano), Aquiles Moraes (trompete), Carlos Malta (flauta), Daniela Spielman (saxofone), Dirceu Leite (flauta e clarineta), Guto Wirtti (contrabaixo), Luís Barcelos (cavaco e bandolim), Marcos Suzano (percussão), Priscila Rato (violino), Rogério Caetano (violão de sete cordas) e Vinícius Magalhães (violão de seis cordas) também figuram nas gravações. É ao lado desses virtuoses que Marcelo Caldi e Silvério Pontes caem no choro, gênero recorrente no cancioneiro que amplia a parceria aberta há cinco anos pelos dois instrumentistas. Não por acaso, a primeira das dez músicas do álbum “Inventos” chama-se “O nosso choro tá na rua”, título que alude ao projeto “Choro na rua”, idealizado por Silvério para difundir o gênero. Se “Piazzola no choro” parte de devaneio em que o bandoneonista argentino Astor Piazzolla (1921 – 1992) se exercita no toque desse gênero carioca no Rio de Janeiro (RJ), “Forró do hey” ambienta o choro em atmosfera nordestina enquanto “K-Ximbiniana” celebra o legado de K-Ximbinho (1917 – 1980), músico que misturou choro com jazz. No mosaico do álbum “Inventos”, Caldi e Pontes também louvam em “Seu Nazareth” um chorão pioneiro, Ernesto Nazareth (1863 – 1934), pianista e compositor carioca que contribuiu decisivamente para a difusão do gênero entre a segunda metade do século XIX e primeira do século XX. Há ainda um tributo a Orlando Silveira (1925– 1993), acordeonista e maestro paulista que se tornou referência no toque do choro com a sanfona. “Enrolando Orlando” é o nome da música dedicada a Silveira no álbum “Inventos”. Capa do álbum 'Inventos', de Marcelo Caldi e Silvério Pontes Cynthia C Santos / Divulgação
Marcelo Caldi e Silvério Pontes caem no choro ao louvarem Ernesto Nazareth e K-Ximbinho no álbum autoral 'Inventos'
Escrito em 21/01/2026
O acordeonista Marcelo Caldi e o trompetista Silvério Pontes lançam o segundo álbum em dupla, 'Inventos', na quinta-feira, 22 de janeiro Cynthia C Santos / Divulgação ♫ NOTÍCIA ♬ Um disco assinado por um sanfoneiro com um trompetista é um acontecimento ainda incomum no mundo da música instrumental – o que de certa forma justifica o título do álbum “Inventos”, gravado pelo acordeonista e pianista Alexandre Caldi com o trompetista Silvério Pontes. Trata-se do segundo trabalho em dupla dos músicos, que há quatro anos lançaram o álbum “Onde os ventos se encontram” (2022). No mercado fonográfico digital a partir de quinta-feira, 22 de janeiro, o álbum “Inventos” foge da fórmula do duo. Caldi e Pontes são os músicos protagonistas dos dez fonogramas que compõem o disco de repertório inédito e autoral. Contudo, os músicos Alexandre Caldi (saxofone), Antônio Guerra (piano), Aquiles Moraes (trompete), Carlos Malta (flauta), Daniela Spielman (saxofone), Dirceu Leite (flauta e clarineta), Guto Wirtti (contrabaixo), Luís Barcelos (cavaco e bandolim), Marcos Suzano (percussão), Priscila Rato (violino), Rogério Caetano (violão de sete cordas) e Vinícius Magalhães (violão de seis cordas) também figuram nas gravações. É ao lado desses virtuoses que Marcelo Caldi e Silvério Pontes caem no choro, gênero recorrente no cancioneiro que amplia a parceria aberta há cinco anos pelos dois instrumentistas. Não por acaso, a primeira das dez músicas do álbum “Inventos” chama-se “O nosso choro tá na rua”, título que alude ao projeto “Choro na rua”, idealizado por Silvério para difundir o gênero. Se “Piazzola no choro” parte de devaneio em que o bandoneonista argentino Astor Piazzolla (1921 – 1992) se exercita no toque desse gênero carioca no Rio de Janeiro (RJ), “Forró do hey” ambienta o choro em atmosfera nordestina enquanto “K-Ximbiniana” celebra o legado de K-Ximbinho (1917 – 1980), músico que misturou choro com jazz. No mosaico do álbum “Inventos”, Caldi e Pontes também louvam em “Seu Nazareth” um chorão pioneiro, Ernesto Nazareth (1863 – 1934), pianista e compositor carioca que contribuiu decisivamente para a difusão do gênero entre a segunda metade do século XIX e primeira do século XX. Há ainda um tributo a Orlando Silveira (1925– 1993), acordeonista e maestro paulista que se tornou referência no toque do choro com a sanfona. “Enrolando Orlando” é o nome da música dedicada a Silveira no álbum “Inventos”. Capa do álbum 'Inventos', de Marcelo Caldi e Silvério Pontes Cynthia C Santos / Divulgação