Pedro Vilchez sumiu de casa no no dia 18 de janeiro deste ano Reprodução A família de Pedro Vilchez, de 87 anos, que desapareceu em 18 de janeiro, aguarda há mais de seis meses o resultado do laudo para confirmar se uma ossada encontrada em março deste ano é do aposentado ou não. Ao g1, a neta dele, Tauane Vilchez, disse que, até o momento, a família não recebeu nenhum tipo de atualização da polícia. Em resposta ao caso, o diretor do Instituto Médico Legal (IML), Ítalo Maia, informou que ainda aguarda exames complementares. “[...] Estamos aguardando exames complementares para identificação dos restos mortais. O prazo, somente o IAF [Instituto de Análise Forense] pode informar”, disse ao g1. ✅ Participe do canal do g1 AC no WhatsApp Segundo Tauane, a família parou com as buscas pois aguarda os resultados dos exames. “Até o momento sem atualização da polícia. Na verdade, nem o DNA saiu. [...] Estamos ansiosos e angustiados, não aguentamos mais essa situação”, afirmou. A neta do aposentado também compartilhou com o g1 um texto, feito por sua mãe, em que fala sobre a espera por respostas sobre o caso. Nas anotações, ela relembra que em março deste ano foi encontrada uma ossada humana cujas roupas foram reconhecidas pela família como sendo de Pedro. Idoso de 87 anos com problemas de audição desaparece ao sair para comprar refrigerante no LEIA MAIS: Caso Pedro Vilchez: Polícia aguarda laudo para saber se corpo encontrado há 2 meses era do aposentado Caçador encontra corpo de homem em estado de decomposição no Acre Caso Pedro Vilchez: família de idoso que sumiu há dois meses no AC reconhece roupa achada em ossada Aposentado com problemas de audição desaparece ao sair para comprar refrigerante no AC “Desde então, estamos aguardando o resultado do exame de DNA para a confirmação da identidade, bem como informações sobre a causa da morte e as circunstâncias em que tudo aconteceu”, diz um trecho do manuscrito. O corpo não estava enterrado e, assim que a Polícia Civil chegou ao local, disse que as roupas localizadas eram semelhantes às vestimentas usadas pelo idoso: calça jeans, blusa e chapéu branco. Os restos mortais foram entregues aos parentes de Pedro Vilchez, que fizeram o velório e enterro. À época, devido à exposição do caso, os familiares não divulgaram o local do velório. Em maio deste ano, após dois meses que os restos mortais foram encontrados, o diretor-geral do departamento de Polícia Técnica Científica, Mário Sandro Martins, destacou que a identificação cadavérica deve ocorrer em até três meses. O prazo terminou no dia 20 de junho. Os procedimentos periciais também buscar identificar se a morte ocorreu por causas naturais ou violentas. Ainda de acordo com o texto, durante esses meses, a família procurou o setor responsável pela análise em buscas de informações. “No entanto, a única resposta que recebemos é que o resultado ainda não saiu e que, assim que houver alguma novidade, a família será comunicada. Já se passaram mais de oito meses, e continuamos sem respostas. Não sabemos oficialmente quando meu pai morreu, qual foi a causa da morte ou o que realmente aconteceu naquele dia”, relatou em outro trecho. Caçador encontra corpo de homem em estado de decomposição no Acre O pronunciamento também fala sobre a incerteza da família sem uma confirmação oficial e sem saber o que aconteceu com o aposentado. “Não estamos pedindo privilégios, estamos pedindo respostas. Precisamos de esclarecimentos, respeito e consideração com uma família que há meses vive angustiada, esperando por informações que são fundamentais para que possamos compreender o que aconteceu e, de alguma forma, encontrar paz diante dessa perda. Por isso, pedimos que órgãos responsáveis de um posicionamento sobre a demora do exame de DNA e a investigação das circunstâncias da morte de Pedro Vilchez”, finaliza o texto. Idoso desaparecido Pedro Vilchez era aposentado, morava em Boca do Acre, no Amazonas, com a filha e veio para capital acreana em outubro do ano passado em tratamento de saúde. Contudo, em 18 de janeiro, ele saiu dizendo que ia até um comércio do bairro comprar refrigerante para o almoço da família. A polícia acredita que o idoso se perdeu e que, por isso, não soube como retornar para casa. Foram feitas oitivas e, como não tinha indícios de crime, o trabalho foi focado em obter informações para localizá-lo. Pedro Vilchez sumiu de casa após sair para comprar refrigerante em Rio Branco Arquivo pessoal À época, o delegado Pedro Paulo Buzolin disse à Rede Amazônica Acre que todos os relatos de pessoas que teriam avistado Vilchez acabaram não se confirmando. O major Ocimar Farias, do Corpo de Bombeiros, ressaltou, na época, que todos os esforços foram aplicados às buscas. "Usamos cães farejadores e um veículo aéreo não tripulado (Vant), que é uma aeronave utilizada em operações de monitoramento de áreas sensíveis", disse. Contudo, sem novas pistas, os bombeiros suspenderam as buscas nos ramais e estradas. No dia 4 de fevereiro, bombeiros voltaram à região do Ramal do Mutum para uma nova varredura a pedido da polícia, mas não acharam pistas. Além disto, na quarta (18), quando fez dois meses do sumiço do idoso, a família falou sobre a angústia em não ter notícias do paradeiro do aposentado. Reveja os telejornais do Acre
Caso Pedro Vilchez: Família espera há mais de 6 meses resultado de exame de DNA
Escrito em 05/11/2026
Pedro Vilchez sumiu de casa no no dia 18 de janeiro deste ano Reprodução A família de Pedro Vilchez, de 87 anos, que desapareceu em 18 de janeiro, aguarda há mais de seis meses o resultado do laudo para confirmar se uma ossada encontrada em março deste ano é do aposentado ou não. Ao g1, a neta dele, Tauane Vilchez, disse que, até o momento, a família não recebeu nenhum tipo de atualização da polícia. Em resposta ao caso, o diretor do Instituto Médico Legal (IML), Ítalo Maia, informou que ainda aguarda exames complementares. “[...] Estamos aguardando exames complementares para identificação dos restos mortais. O prazo, somente o IAF [Instituto de Análise Forense] pode informar”, disse ao g1. ✅ Participe do canal do g1 AC no WhatsApp Segundo Tauane, a família parou com as buscas pois aguarda os resultados dos exames. “Até o momento sem atualização da polícia. Na verdade, nem o DNA saiu. [...] Estamos ansiosos e angustiados, não aguentamos mais essa situação”, afirmou. A neta do aposentado também compartilhou com o g1 um texto, feito por sua mãe, em que fala sobre a espera por respostas sobre o caso. Nas anotações, ela relembra que em março deste ano foi encontrada uma ossada humana cujas roupas foram reconhecidas pela família como sendo de Pedro. Idoso de 87 anos com problemas de audição desaparece ao sair para comprar refrigerante no LEIA MAIS: Caso Pedro Vilchez: Polícia aguarda laudo para saber se corpo encontrado há 2 meses era do aposentado Caçador encontra corpo de homem em estado de decomposição no Acre Caso Pedro Vilchez: família de idoso que sumiu há dois meses no AC reconhece roupa achada em ossada Aposentado com problemas de audição desaparece ao sair para comprar refrigerante no AC “Desde então, estamos aguardando o resultado do exame de DNA para a confirmação da identidade, bem como informações sobre a causa da morte e as circunstâncias em que tudo aconteceu”, diz um trecho do manuscrito. O corpo não estava enterrado e, assim que a Polícia Civil chegou ao local, disse que as roupas localizadas eram semelhantes às vestimentas usadas pelo idoso: calça jeans, blusa e chapéu branco. Os restos mortais foram entregues aos parentes de Pedro Vilchez, que fizeram o velório e enterro. À época, devido à exposição do caso, os familiares não divulgaram o local do velório. Em maio deste ano, após dois meses que os restos mortais foram encontrados, o diretor-geral do departamento de Polícia Técnica Científica, Mário Sandro Martins, destacou que a identificação cadavérica deve ocorrer em até três meses. O prazo terminou no dia 20 de junho. Os procedimentos periciais também buscar identificar se a morte ocorreu por causas naturais ou violentas. Ainda de acordo com o texto, durante esses meses, a família procurou o setor responsável pela análise em buscas de informações. “No entanto, a única resposta que recebemos é que o resultado ainda não saiu e que, assim que houver alguma novidade, a família será comunicada. Já se passaram mais de oito meses, e continuamos sem respostas. Não sabemos oficialmente quando meu pai morreu, qual foi a causa da morte ou o que realmente aconteceu naquele dia”, relatou em outro trecho. Caçador encontra corpo de homem em estado de decomposição no Acre O pronunciamento também fala sobre a incerteza da família sem uma confirmação oficial e sem saber o que aconteceu com o aposentado. “Não estamos pedindo privilégios, estamos pedindo respostas. Precisamos de esclarecimentos, respeito e consideração com uma família que há meses vive angustiada, esperando por informações que são fundamentais para que possamos compreender o que aconteceu e, de alguma forma, encontrar paz diante dessa perda. Por isso, pedimos que órgãos responsáveis de um posicionamento sobre a demora do exame de DNA e a investigação das circunstâncias da morte de Pedro Vilchez”, finaliza o texto. Idoso desaparecido Pedro Vilchez era aposentado, morava em Boca do Acre, no Amazonas, com a filha e veio para capital acreana em outubro do ano passado em tratamento de saúde. Contudo, em 18 de janeiro, ele saiu dizendo que ia até um comércio do bairro comprar refrigerante para o almoço da família. A polícia acredita que o idoso se perdeu e que, por isso, não soube como retornar para casa. Foram feitas oitivas e, como não tinha indícios de crime, o trabalho foi focado em obter informações para localizá-lo. Pedro Vilchez sumiu de casa após sair para comprar refrigerante em Rio Branco Arquivo pessoal À época, o delegado Pedro Paulo Buzolin disse à Rede Amazônica Acre que todos os relatos de pessoas que teriam avistado Vilchez acabaram não se confirmando. O major Ocimar Farias, do Corpo de Bombeiros, ressaltou, na época, que todos os esforços foram aplicados às buscas. "Usamos cães farejadores e um veículo aéreo não tripulado (Vant), que é uma aeronave utilizada em operações de monitoramento de áreas sensíveis", disse. Contudo, sem novas pistas, os bombeiros suspenderam as buscas nos ramais e estradas. No dia 4 de fevereiro, bombeiros voltaram à região do Ramal do Mutum para uma nova varredura a pedido da polícia, mas não acharam pistas. Além disto, na quarta (18), quando fez dois meses do sumiço do idoso, a família falou sobre a angústia em não ter notícias do paradeiro do aposentado. Reveja os telejornais do Acre