Homem diz ter sido condenado por crimes cometidos em nome do irmão O morador de São João d'Aliança, na região nordeste do estado, Wederson Dias, está respondendo a mais de 10 processos na Justiça do Distrito Federal, após o irmão dele, Welson Moreira Dias, ter se passado por ele após ser preso. Ao g1, o advogado de Wederson, Nivaldo Constantino, explicou que a vítima nunca cometeu nenhum crime, mas tem medo de ser preso injustamente, após ter sido condenado duas vezes. A Polícia Civil do DF informou ao g1 que realizou uma prisão em flagrante na quinta-feira (13) por furto de cabos de transmissão, em Paranoá (DF), e que não conseguiu confirmar a identidade do suspeito pesquisando nos bancos de dados locais, o que isso impossibilitou a confirmação da identidade e qualificação do suspeito. Por isso, o órgão destacou que solicitou uma perícia e aguarda o resultado para a qualificação (leia a nota completa ao final do texto). A reportagem não conseguiu contato com a defesa de Welson Moreira Dias. ✅ Clique e siga o canal do g1 GO no WhatsApp De acordo com dados do Tribunal Regional Federal (TRF), Wederson responde processos por furto qualificado e crimes contra o patrimônio. O MP-DF informou que ele chegou a ser condenado pelo crime de furto e que ainda não havia recebido nenhuma contestação sobre a troca de identidades até a última atualização desta reportagem. Nivaldo explicou à TV Anhanguera que houve um erro básico de identificação no momento da prisão em flagrante. "No Distrito Federal eles fizeram uma busca, com base nas impressões digitais, sobre os cadastros de identificação civil daquele acusado e não encontraram. Por que não encontraram? Porque o Wederson está registrado a identificação civil no Estado de Goiás", afirmou. LEIA TAMBÉM: Homem denuncia que foi preso por engano após ordem de sobrenomes ser trocada Jovem formada em direito é presa suspeita de aplicar golpes, mas família diz que ela foi presa por engano Malas com drogas: goianas foram presas na Alemanha após terem bagagens trocadas em aeroporto; relembre Ao g1, o advogado contou que o suspeito já teria usado o nome do irmão ao ser preso outras vezes, causando um total de 11 processos. 8 deles tramitam na Justiça do Distrito Federal, enquanto a vítima foi condenada em outros dois e há também uma carta precatória encaminhada à Justiça de Goiás. O advogado destacou que a prática não é um ato isolado do suspeito e que vai solicitar um habeas corpus à Justiça do DF para impedir a prisão do cliente. Sobre a alegação do MPDF, Nivaldo explicou que não pretende solicitar a revisão criminal dos processos, pois não deseja anular as condenações de Welson Moreira, e sim, a correção dos nomes trocados entre os irmãos nas ações. "Já é julgado no STJ, que validou esse caminho em caso idêntico, em 2024. Já protocolamos a primeira revisão, e as demais estão em preparação. A prova central é uma só: o confronto das digitais que vai provar, sem sombra de dúvida, que o acusado, que chegou a ser preso, não foi, de fato, o Wederson", afirmou. Consequências O advogado da vítima explicou ao g1 que Wederson sempre trabalhou em diferentes profissões, como churrasqueiro e garçom, e que estava empregado com a carteira assinada em São João d'Aliança durante uma das prisões do irmão em Brasília (DF), a mais de 150 km de distância. Ainda de acordo com ele, a vítima não estava no Distrito Federal em nenhuma das vezes em que o irmão foi preso. Enquanto os processos continuam, Wederson contou à TV Anhanguera que tem sofrido as consequências dos atos do irmão, e que a vida dele tem sido afetada até profissionalmente por conta das passagens de crimes que ele não teria cometido. "[Em] todos os empregos eu não passo da experiência. Sempre me mandam embora. Em relação à situação financeira, isso tem me prejudicado imensamente. Porque, como tenho uma situação financeira se nem consigo trabalhar?", desabafou. Nota da Polícia Civil do Distrito Federal "A 6ªDP informa que os fatos mencionados estão sendo apurados. Neste momento, a investigação encontra-se em andamento, razão pela qual não é possível antecipar conclusões quanto à identidade da pessoa envolvida, à eventual utilização indevida de dados de terceiros ou à existência de outros registros relacionados ao caso. Informa-se que, no dia 13 de agosto de 2026, um homem, inicialmente identificado com determinado nome foi preso em flagrante pela suposta prática do crime de furto de cabos de transmissão de dados/internet, ocorrido na Quadra 22 do Paranoá/DF, área de atuação da 6ª DP. Contudo, não foi possível confirmar sua identidade por meio das pesquisas realizadas nos bancos de dados da Polícia Civil do Distrito Federal. Diante disso, o autor foi encaminhado ao Instituto de Identificação da PCDF, onde pesquisas multibiométricas igualmente não localizaram registro de identificação civil correspondente, impossibilitando, naquele momento, a confirmação de sua verdadeira identidade e qualificação. Assim, o custodiado foi submetido ao procedimento de identificação criminal previsto em lei, permanecendo a unidade policial no aguardo do respectivo resultado pericial para sua qualificação definitiva." Wederson Dias mora em Goiás está respondendo pelos crimes que teriam sido cometidos pelo irmão, Welson Moreira, no DF Reprodução/TV Anhanguera 📱 Veja outras notícias da região no g1 Goiás. VÍDEOS: últimas notícias de Goiás
Homem diz que já foi condenado duas vezes por crimes cometidos pelo irmão e tem medo de ser preso injustamente
Escrito em 17/08/2026
Homem diz ter sido condenado por crimes cometidos em nome do irmão O morador de São João d'Aliança, na região nordeste do estado, Wederson Dias, está respondendo a mais de 10 processos na Justiça do Distrito Federal, após o irmão dele, Welson Moreira Dias, ter se passado por ele após ser preso. Ao g1, o advogado de Wederson, Nivaldo Constantino, explicou que a vítima nunca cometeu nenhum crime, mas tem medo de ser preso injustamente, após ter sido condenado duas vezes. A Polícia Civil do DF informou ao g1 que realizou uma prisão em flagrante na quinta-feira (13) por furto de cabos de transmissão, em Paranoá (DF), e que não conseguiu confirmar a identidade do suspeito pesquisando nos bancos de dados locais, o que isso impossibilitou a confirmação da identidade e qualificação do suspeito. Por isso, o órgão destacou que solicitou uma perícia e aguarda o resultado para a qualificação (leia a nota completa ao final do texto). A reportagem não conseguiu contato com a defesa de Welson Moreira Dias. ✅ Clique e siga o canal do g1 GO no WhatsApp De acordo com dados do Tribunal Regional Federal (TRF), Wederson responde processos por furto qualificado e crimes contra o patrimônio. O MP-DF informou que ele chegou a ser condenado pelo crime de furto e que ainda não havia recebido nenhuma contestação sobre a troca de identidades até a última atualização desta reportagem. Nivaldo explicou à TV Anhanguera que houve um erro básico de identificação no momento da prisão em flagrante. "No Distrito Federal eles fizeram uma busca, com base nas impressões digitais, sobre os cadastros de identificação civil daquele acusado e não encontraram. Por que não encontraram? Porque o Wederson está registrado a identificação civil no Estado de Goiás", afirmou. LEIA TAMBÉM: Homem denuncia que foi preso por engano após ordem de sobrenomes ser trocada Jovem formada em direito é presa suspeita de aplicar golpes, mas família diz que ela foi presa por engano Malas com drogas: goianas foram presas na Alemanha após terem bagagens trocadas em aeroporto; relembre Ao g1, o advogado contou que o suspeito já teria usado o nome do irmão ao ser preso outras vezes, causando um total de 11 processos. 8 deles tramitam na Justiça do Distrito Federal, enquanto a vítima foi condenada em outros dois e há também uma carta precatória encaminhada à Justiça de Goiás. O advogado destacou que a prática não é um ato isolado do suspeito e que vai solicitar um habeas corpus à Justiça do DF para impedir a prisão do cliente. Sobre a alegação do MPDF, Nivaldo explicou que não pretende solicitar a revisão criminal dos processos, pois não deseja anular as condenações de Welson Moreira, e sim, a correção dos nomes trocados entre os irmãos nas ações. "Já é julgado no STJ, que validou esse caminho em caso idêntico, em 2024. Já protocolamos a primeira revisão, e as demais estão em preparação. A prova central é uma só: o confronto das digitais que vai provar, sem sombra de dúvida, que o acusado, que chegou a ser preso, não foi, de fato, o Wederson", afirmou. Consequências O advogado da vítima explicou ao g1 que Wederson sempre trabalhou em diferentes profissões, como churrasqueiro e garçom, e que estava empregado com a carteira assinada em São João d'Aliança durante uma das prisões do irmão em Brasília (DF), a mais de 150 km de distância. Ainda de acordo com ele, a vítima não estava no Distrito Federal em nenhuma das vezes em que o irmão foi preso. Enquanto os processos continuam, Wederson contou à TV Anhanguera que tem sofrido as consequências dos atos do irmão, e que a vida dele tem sido afetada até profissionalmente por conta das passagens de crimes que ele não teria cometido. "[Em] todos os empregos eu não passo da experiência. Sempre me mandam embora. Em relação à situação financeira, isso tem me prejudicado imensamente. Porque, como tenho uma situação financeira se nem consigo trabalhar?", desabafou. Nota da Polícia Civil do Distrito Federal "A 6ªDP informa que os fatos mencionados estão sendo apurados. Neste momento, a investigação encontra-se em andamento, razão pela qual não é possível antecipar conclusões quanto à identidade da pessoa envolvida, à eventual utilização indevida de dados de terceiros ou à existência de outros registros relacionados ao caso. Informa-se que, no dia 13 de agosto de 2026, um homem, inicialmente identificado com determinado nome foi preso em flagrante pela suposta prática do crime de furto de cabos de transmissão de dados/internet, ocorrido na Quadra 22 do Paranoá/DF, área de atuação da 6ª DP. Contudo, não foi possível confirmar sua identidade por meio das pesquisas realizadas nos bancos de dados da Polícia Civil do Distrito Federal. Diante disso, o autor foi encaminhado ao Instituto de Identificação da PCDF, onde pesquisas multibiométricas igualmente não localizaram registro de identificação civil correspondente, impossibilitando, naquele momento, a confirmação de sua verdadeira identidade e qualificação. Assim, o custodiado foi submetido ao procedimento de identificação criminal previsto em lei, permanecendo a unidade policial no aguardo do respectivo resultado pericial para sua qualificação definitiva." Wederson Dias mora em Goiás está respondendo pelos crimes que teriam sido cometidos pelo irmão, Welson Moreira, no DF Reprodução/TV Anhanguera 📱 Veja outras notícias da região no g1 Goiás. VÍDEOS: últimas notícias de Goiás