Cartaz do enredo da Vila Isabel de 2026 Reprodução A Unidos de Vila Isabel é a 2ª escola da terça-feira (17). O desfile deve começar entre 23h20 e 23h30. O enredo é “Macumbembê, samborembá: sonhei que um sambista sonhou a África”. Enredo e samba: Vila Isabel explora a conexão de Heitor dos Prazeres com o Rio, a cultura afro-brasileira e a África O enredo Essa história começa com o som de um tambor. Quando o tambor toca, o morro acorda, a rua se enfeita e a gente desce para a festa. Foi assim que Heitor dos Prazeres aprendeu a ver o mundo. Filho do povo, criado entre o morro e a cidade, ele cresceu ouvindo cantos, rezas, sambas e macumbas. Para Heitor, tudo isso era uma coisa só: música, fé e alegria misturadas. Desde menino, ele observava. Via as pastoras cantando, os ranchos passando, os terreiros girando, o samba nascendo nos quintais. Guardava tudo na memória. Mais tarde, transformaria essas lembranças em som, cor e desenho. Heitor dizia que sonhava acordado — e era nesses sonhos que ele pintava, compunha e inventava. A casa de Tia Ciata foi uma das suas grandes escolas. Ali, na Pequena África da Praça Onze, o samba fervia junto com a macumba. Os tambores ensinavam pelo toque. Heitor virou ogã, tocador de atabaque, sambista e compositor. Aprendeu que o samba vinha da macumba, que a roda era sagrada e que a rua também podia ser terreiro. Com o tempo, o menino virou Mano Heitor do Cavaco. Elegante, de gravata borboleta, ele cruzava a cidade tocando, cantando e compondo. Fez parceria com grandes nomes, ajudou a formar escolas de samba e esteve presente no nascimento do carnaval como a gente conhece hoje. Era sambista, mas também era pintor. Pintava o que via: bailes, festas, terreiros, trabalhadores, malandros, crianças brincando. Pintava o povo. No carnaval, Heitor também virou rei. Disputou concursos, venceu sambas, criou personagens inesquecíveis como o Pierrô Apaixonado. Viveu a festa intensamente, entre a alegria e a saudade, sabendo que tudo acaba na quarta-feira, mas que a memória fica. Seu talento atravessou fronteiras. Heitor levou o samba, a macumba e a pintura para o mundo. Representou o Brasil em exposições, gravou discos, conheceu artistas de outros países e voltou sempre com o mesmo orgulho: mostrar que a arte do povo tinha valor, beleza e força. É essa história que a Vila Isabel conta. A história de Heitor dos Prazeres e das muitas Áfricas que vivem dentro do samba. Um convite para sonhar junto, dançar junto e lembrar que, enquanto o tambor tocar, essa história nunca termina. Vila Isabel vai homenagear o multiartista Heitor dos Prazeres Cante o samba Autor: Andre Diniz, Evandro Bocão e Arlindinho Intérprete: Tinga Ora yê yê ô, Oxum Kabecilê, Xangô Meus sonhos e tambores, tintas e “prazeres” Pra você, Heitor Sonhei macumbembê, sonho samborembá Macumba é samba, e o samba é macumba Pode até fazer quizumba, só não pode é separar Sonho samborembá, macumbembê Vem da mãe-terra, firmou ponto na Bahia E na África Pequena germinou pra florescer Ê, quilombo... é a Pedra do Sal Arraigou em terreiro e quintal No chão batido assentou o fundamento Foi o Lino de madrinha De padrinho, espelhamento Flutuou na capoeira ao perfume de Ciata Negro príncipe de ouro... O anjo de asas de prata Um ogã-alabê, macumbeiro A fumaça do cachimbo, preto-velho soprou Encanto da gira e da roda de bamba Poesia na curimba, batuqueiro e cantador Foi do lundu e do cateretê Alinhou no linho santo, cavaquinho na mão Apaixonado pierrot, afro-rei A flecha certeira de Oxóssi na canção Reluz nas escolas, em Noel e Cartola Ganhou o mundo com o mundo de Paulo Brazão De todos os tons, a Vila Negra é De todos os sons, a Negra Vila é De China e Ferreira, Mocambo Macacos e Pau da Bandeira Da nossa favela branca e azul do céu No branco da tela, o azul do pincel Vem ser aquarela, pintar a Unidos de Vila Isabel Ficha técnica Fundação: 4 de abril de 1946 Cores: 🔵⚪Azul e Branco Presidente de Honra: Martinho da Vila Presidente: Luiz Guimarães Carnavalescos: Leonardo Bora e Gabriel Haddad Diretor de Carnaval: Moisés Carvalho Intérprete: Tinga Mestre de Bateria: Macaco Branco Rainha de Bateria: Sabrina Sato Mestre-Sala e Porta-Bandeira: Raphael Rodrigues e Dandara Ventapane Comissão de Frente: Alex Neoral e Márcio Jahú Sabrina Sato no ensaio da Vila Anderson Bordê/AgNews
Vila Isabel 2026: veja o enredo e cante o samba
Escrito em 02/02/2026
Cartaz do enredo da Vila Isabel de 2026 Reprodução A Unidos de Vila Isabel é a 2ª escola da terça-feira (17). O desfile deve começar entre 23h20 e 23h30. O enredo é “Macumbembê, samborembá: sonhei que um sambista sonhou a África”. Enredo e samba: Vila Isabel explora a conexão de Heitor dos Prazeres com o Rio, a cultura afro-brasileira e a África O enredo Essa história começa com o som de um tambor. Quando o tambor toca, o morro acorda, a rua se enfeita e a gente desce para a festa. Foi assim que Heitor dos Prazeres aprendeu a ver o mundo. Filho do povo, criado entre o morro e a cidade, ele cresceu ouvindo cantos, rezas, sambas e macumbas. Para Heitor, tudo isso era uma coisa só: música, fé e alegria misturadas. Desde menino, ele observava. Via as pastoras cantando, os ranchos passando, os terreiros girando, o samba nascendo nos quintais. Guardava tudo na memória. Mais tarde, transformaria essas lembranças em som, cor e desenho. Heitor dizia que sonhava acordado — e era nesses sonhos que ele pintava, compunha e inventava. A casa de Tia Ciata foi uma das suas grandes escolas. Ali, na Pequena África da Praça Onze, o samba fervia junto com a macumba. Os tambores ensinavam pelo toque. Heitor virou ogã, tocador de atabaque, sambista e compositor. Aprendeu que o samba vinha da macumba, que a roda era sagrada e que a rua também podia ser terreiro. Com o tempo, o menino virou Mano Heitor do Cavaco. Elegante, de gravata borboleta, ele cruzava a cidade tocando, cantando e compondo. Fez parceria com grandes nomes, ajudou a formar escolas de samba e esteve presente no nascimento do carnaval como a gente conhece hoje. Era sambista, mas também era pintor. Pintava o que via: bailes, festas, terreiros, trabalhadores, malandros, crianças brincando. Pintava o povo. No carnaval, Heitor também virou rei. Disputou concursos, venceu sambas, criou personagens inesquecíveis como o Pierrô Apaixonado. Viveu a festa intensamente, entre a alegria e a saudade, sabendo que tudo acaba na quarta-feira, mas que a memória fica. Seu talento atravessou fronteiras. Heitor levou o samba, a macumba e a pintura para o mundo. Representou o Brasil em exposições, gravou discos, conheceu artistas de outros países e voltou sempre com o mesmo orgulho: mostrar que a arte do povo tinha valor, beleza e força. É essa história que a Vila Isabel conta. A história de Heitor dos Prazeres e das muitas Áfricas que vivem dentro do samba. Um convite para sonhar junto, dançar junto e lembrar que, enquanto o tambor tocar, essa história nunca termina. Vila Isabel vai homenagear o multiartista Heitor dos Prazeres Cante o samba Autor: Andre Diniz, Evandro Bocão e Arlindinho Intérprete: Tinga Ora yê yê ô, Oxum Kabecilê, Xangô Meus sonhos e tambores, tintas e “prazeres” Pra você, Heitor Sonhei macumbembê, sonho samborembá Macumba é samba, e o samba é macumba Pode até fazer quizumba, só não pode é separar Sonho samborembá, macumbembê Vem da mãe-terra, firmou ponto na Bahia E na África Pequena germinou pra florescer Ê, quilombo... é a Pedra do Sal Arraigou em terreiro e quintal No chão batido assentou o fundamento Foi o Lino de madrinha De padrinho, espelhamento Flutuou na capoeira ao perfume de Ciata Negro príncipe de ouro... O anjo de asas de prata Um ogã-alabê, macumbeiro A fumaça do cachimbo, preto-velho soprou Encanto da gira e da roda de bamba Poesia na curimba, batuqueiro e cantador Foi do lundu e do cateretê Alinhou no linho santo, cavaquinho na mão Apaixonado pierrot, afro-rei A flecha certeira de Oxóssi na canção Reluz nas escolas, em Noel e Cartola Ganhou o mundo com o mundo de Paulo Brazão De todos os tons, a Vila Negra é De todos os sons, a Negra Vila é De China e Ferreira, Mocambo Macacos e Pau da Bandeira Da nossa favela branca e azul do céu No branco da tela, o azul do pincel Vem ser aquarela, pintar a Unidos de Vila Isabel Ficha técnica Fundação: 4 de abril de 1946 Cores: 🔵⚪Azul e Branco Presidente de Honra: Martinho da Vila Presidente: Luiz Guimarães Carnavalescos: Leonardo Bora e Gabriel Haddad Diretor de Carnaval: Moisés Carvalho Intérprete: Tinga Mestre de Bateria: Macaco Branco Rainha de Bateria: Sabrina Sato Mestre-Sala e Porta-Bandeira: Raphael Rodrigues e Dandara Ventapane Comissão de Frente: Alex Neoral e Márcio Jahú Sabrina Sato no ensaio da Vila Anderson Bordê/AgNews