O que sabemos sobre o grupo de sete cachorros em Changchun, na China Circulam nas redes sociais posts com o vídeo de sete cachorros andando à beira de uma rodovia na China durante a noite. Algumas legendas descrevem os cães teriam escapado de um sequestro e percorrido 17 quilômetros para voltar para casa. Segundo essas alegações, criminosos queriam ou vender os animais ou "abastecer o comércio clandestino de carne", o que foi desmentido pela mídia chinesa. As publicações viralizaram no Instagram, Threads, X, TikTok e Facebook nos últimos — um único post desta segunda-feira (23) passou e 25 milhões de visualizações. Na seção de comentários, usuários escreveram "muito espertos" e "que bonitinhos", mas muitos questionaram se o episódio era verdadeiro ou uma produção de inteligência artificial (IA). Veja, abaixo, o que sabemos sobre o caso: Selo 'O que sabemos' g1 O Fato ou Fake encontrou no Douyin (versão do TikTok usada na China) a primeira publicação de um vídeo com as mesmas cenas, compartilhada em 15 de março. Para isso, foi necessário buscar os termos "7只狗回家", algo como "7 cachorros voltam pra casa", e procurar o conteúdo mais antigo disponível. Na legenda, o autor daquele post escreveu que o episódio ocorreu em uma rodovia na região da cidade de Changchun, na província de Jilin:"Ontem à noite, em Changchun, a cerca de 300 metros da divisa entre a rodovia Changshuang e Jingyue, encontrei por acaso sete cachorros. Tinha pastor-alemão, golden retriever, labrador e outros. Por que eram sete cachorros? Alguém sabe o que aconteceu?". Em 19 de março, o perfil compartilhou um vídeo um pouco mais longo da cena – esse acabou sendo o registro que mais viralizou nas redes sociais. Os conteúdos dispararam no Douyin, somando mais de 2 milhões de curtidas. Depois disso, outras se espalharam em diversas plataformas. Publicado nesta segunda, um deles tem a seguinte legenda em inglês: "Sete cães roubados de seus donos viralizaram após escaparem de um caminhão de transporte ilegal e voltarem para casa. Eles percorreram cerca de 17 km juntos, liderados por um corgi, atravessando rodovias e campos, e agora estão de volta em segurança com seus respectivos donos". No mesmo dia, uma publicação em português no Instagram descreveu: "Segundo relatos dos proprietários, os animais haviam sido levados para abastecer o comércio clandestino de carne de cachorro". Mas a mídia estatal chinesa contestou essas versões, citando uma reportagem publicada na própria segunda pelo jornal "China Jilin Net". Segundo esse relato, voluntários fizeram buscas com drones na região e se mobilizaram para encontrar o grupo. O veículo informou que os cachorros pertenciam a moradores de vilarejos próximos ao local onde o vídeo foi registrado. Os tutores disseram que a pastora-alemã estava no cio, o que teria atraído os outros cães. A reportagem também cita que, em no sábado (21), o canal oficial do Departamento de Cultura e Turismo da Província de Jilin declarou que as alegações de sequestro não passavam de boatos. Veja um trecho reproduzido pelo jornal britânico "The Guardian" em texto publicado nesta terça-feira (24): "A mídia estatal alertou que o incidente 'reflete as deficiências da disseminação de informações online – uma mistura de informações verdadeiras e falsas, onde especulações subjetivas são facilmente tomadas como fatos e se espalham'". O Fato ou Fake submeteu o vídeo a duas ferramentas de detecção de conteúdos criados com IA, mas nenhuma apontou o uso do recurso. Veja os resultados e os infográficos a seguir: Hive Moderation — "O arquivo provavelmente não contém IA ou deepfake". SynthID Detector — "Não foi feito com a IA do Google". Essa plataforma do Google verifica conteúdos criados com a ferramenta de IA da própria companhia. A tecnologia insere uma marca d'água para identificar esse tipo de material. Embora imperceptível para humanos, o "selo" é detectável pelo sistema. Diferentemente de outros modelos que geram deepfakes a partir de vídeos reais, a IA do Google produz cenas hiper-realistas do zero, ou seja, sem a referência de algo verdadeiro publicado anteriormente. HiveModeration não acusa uso de IA em vídeo. Reprodução SynthID não detectou a presença da marca d'água de IAs do Google. Reprodução FATO OU FAKE: O que sabemos sobre o grupo de sete cachorros em Changchun, na China Reprodução Veja também O que é #FATO e o que é #FAKE na guerra entre EUA e Irã O que é #FATO e o que é #FAKE na guerra entre Estados Unidos e Irã no Oriente Médio VÍDEOS: Os mais vistos agora no g1 Veja os vídeos que estão em alta no g1 VÍDEOS: Fato ou Fake explica VEJA outras checagens feitas pela equipe do FATO ou FAKE Adicione nosso número de WhatsApp +55 (21) 97305-9827 (após adicionar o número, mande uma saudação para ser inscrito)
FATO OU FAKE: O que sabemos sobre o vídeo dos sete cachorros andando juntos em rodovia na China; assista
Escrito em 28/03/2026
O que sabemos sobre o grupo de sete cachorros em Changchun, na China Circulam nas redes sociais posts com o vídeo de sete cachorros andando à beira de uma rodovia na China durante a noite. Algumas legendas descrevem os cães teriam escapado de um sequestro e percorrido 17 quilômetros para voltar para casa. Segundo essas alegações, criminosos queriam ou vender os animais ou "abastecer o comércio clandestino de carne", o que foi desmentido pela mídia chinesa. As publicações viralizaram no Instagram, Threads, X, TikTok e Facebook nos últimos — um único post desta segunda-feira (23) passou e 25 milhões de visualizações. Na seção de comentários, usuários escreveram "muito espertos" e "que bonitinhos", mas muitos questionaram se o episódio era verdadeiro ou uma produção de inteligência artificial (IA). Veja, abaixo, o que sabemos sobre o caso: Selo 'O que sabemos' g1 O Fato ou Fake encontrou no Douyin (versão do TikTok usada na China) a primeira publicação de um vídeo com as mesmas cenas, compartilhada em 15 de março. Para isso, foi necessário buscar os termos "7只狗回家", algo como "7 cachorros voltam pra casa", e procurar o conteúdo mais antigo disponível. Na legenda, o autor daquele post escreveu que o episódio ocorreu em uma rodovia na região da cidade de Changchun, na província de Jilin:"Ontem à noite, em Changchun, a cerca de 300 metros da divisa entre a rodovia Changshuang e Jingyue, encontrei por acaso sete cachorros. Tinha pastor-alemão, golden retriever, labrador e outros. Por que eram sete cachorros? Alguém sabe o que aconteceu?". Em 19 de março, o perfil compartilhou um vídeo um pouco mais longo da cena – esse acabou sendo o registro que mais viralizou nas redes sociais. Os conteúdos dispararam no Douyin, somando mais de 2 milhões de curtidas. Depois disso, outras se espalharam em diversas plataformas. Publicado nesta segunda, um deles tem a seguinte legenda em inglês: "Sete cães roubados de seus donos viralizaram após escaparem de um caminhão de transporte ilegal e voltarem para casa. Eles percorreram cerca de 17 km juntos, liderados por um corgi, atravessando rodovias e campos, e agora estão de volta em segurança com seus respectivos donos". No mesmo dia, uma publicação em português no Instagram descreveu: "Segundo relatos dos proprietários, os animais haviam sido levados para abastecer o comércio clandestino de carne de cachorro". Mas a mídia estatal chinesa contestou essas versões, citando uma reportagem publicada na própria segunda pelo jornal "China Jilin Net". Segundo esse relato, voluntários fizeram buscas com drones na região e se mobilizaram para encontrar o grupo. O veículo informou que os cachorros pertenciam a moradores de vilarejos próximos ao local onde o vídeo foi registrado. Os tutores disseram que a pastora-alemã estava no cio, o que teria atraído os outros cães. A reportagem também cita que, em no sábado (21), o canal oficial do Departamento de Cultura e Turismo da Província de Jilin declarou que as alegações de sequestro não passavam de boatos. Veja um trecho reproduzido pelo jornal britânico "The Guardian" em texto publicado nesta terça-feira (24): "A mídia estatal alertou que o incidente 'reflete as deficiências da disseminação de informações online – uma mistura de informações verdadeiras e falsas, onde especulações subjetivas são facilmente tomadas como fatos e se espalham'". O Fato ou Fake submeteu o vídeo a duas ferramentas de detecção de conteúdos criados com IA, mas nenhuma apontou o uso do recurso. Veja os resultados e os infográficos a seguir: Hive Moderation — "O arquivo provavelmente não contém IA ou deepfake". SynthID Detector — "Não foi feito com a IA do Google". Essa plataforma do Google verifica conteúdos criados com a ferramenta de IA da própria companhia. A tecnologia insere uma marca d'água para identificar esse tipo de material. Embora imperceptível para humanos, o "selo" é detectável pelo sistema. Diferentemente de outros modelos que geram deepfakes a partir de vídeos reais, a IA do Google produz cenas hiper-realistas do zero, ou seja, sem a referência de algo verdadeiro publicado anteriormente. HiveModeration não acusa uso de IA em vídeo. Reprodução SynthID não detectou a presença da marca d'água de IAs do Google. Reprodução FATO OU FAKE: O que sabemos sobre o grupo de sete cachorros em Changchun, na China Reprodução Veja também O que é #FATO e o que é #FAKE na guerra entre EUA e Irã O que é #FATO e o que é #FAKE na guerra entre Estados Unidos e Irã no Oriente Médio VÍDEOS: Os mais vistos agora no g1 Veja os vídeos que estão em alta no g1 VÍDEOS: Fato ou Fake explica VEJA outras checagens feitas pela equipe do FATO ou FAKE Adicione nosso número de WhatsApp +55 (21) 97305-9827 (após adicionar o número, mande uma saudação para ser inscrito)