Breve paralisação aconteceu na manhã desta segunda-feira (10) para cobrar melhorias nas condições de trabalho e o cumprimento de direitos trabalhistas. Reprodução Garis que atuam na coleta de lixo em Cuiabá fizeram uma paralisação no início da manhã desta segunda-feira (10) para cobrar melhorias nas condições de trabalho e o cumprimento de direitos trabalhistas. A categoria apresentou 13 reivindicações, que incluem pagamento de horas extras, regularização de FGTS e INSS, recomposição das equipes, alimentação adequada e apuração de denúncias de assédio moral e racial. Os trabalhadores são funcionários da Locar Saneamento Ambiental, empresa terceirizada responsável pela coleta de resíduos na capital. A mobilização ocorreu antes da saída dos caminhões da garagem. Segundo a empresa e a prefeitura, o serviço foi retomado e as rotas previstas para esta segunda-feira foram realizadas normalmente. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 MT no WhatsApp Agora no g1 Jornada maior e cobrança por pagamentos Entre os principais pontos levantados pelos garis está a jornada de trabalho. A categoria afirma que deveria cumprir 40 horas semanais, conforme a convenção coletiva, mas que atualmente trabalha até 44 horas, além de realizar horas extras. Os trabalhadores também cobram valores referentes a horas extras que, segundo eles, foram identificadas em uma fiscalização do Ministério do Trabalho e Emprego realizada entre fevereiro e junho de 2025. A reivindicação inclui o pagamento retroativo dos valores dos últimos cinco anos. Outro pedido é pelo pagamento dos períodos em que os funcionários não teriam conseguido usufruir integralmente do intervalo para descanso durante a jornada. A pauta também cobra a regularização dos depósitos do FGTS e dos recolhimentos ao INSS. Os trabalhadores afirmam que existem atrasos e pedem que a empresa apresente comprovantes periódicos desses pagamentos. A categoria ainda reivindica o reajuste salarial previsto em convenção coletiva, incluindo valores retroativos, além do pagamento das férias e do adicional de um terço dentro do prazo estabelecido pela legislação. Menos trabalhadores nos caminhões Os garis também reclamam da redução no número de funcionários por equipe. Segundo a pauta entregue pela categoria, alguns caminhões compactadores estariam circulando com dois garis, enquanto o contrato citado pelos trabalhadores prevê três profissionais. Para eles, a redução aumenta a carga de trabalho e provoca sobrecarga durante a coleta. A reivindicação é pela contratação de funcionários para recompor as equipes. Trabalhadores reclamam de alimentos estragados A alimentação fornecida durante o expediente também virou alvo de reclamações. Os garis relatam ter recebido, em algumas ocasiões, lanches que estariam mofados, estragados ou armazenados de maneira inadequada. Como alternativa, pedem que a empresa deixe de fornecer os alimentos diretamente e passe a pagar um vale-lanche. A categoria também quer que os valores referentes ao vale-alimentação e ao vale-lanche sejam depositados regularmente nos cartões dos funcionários entre os dias 28 e 30 de cada mês. Pauta cita denúncias de assédio Entre as reivindicações estão ainda denúncias de assédio moral e racial atribuídas a fiscais da empresa. Os trabalhadores relatam supostos xingamentos, ameaças, ofensas racistas e agressões físicas. As acusações ainda precisam ser apuradas. A categoria pede a criação de um canal específico para receber denúncias e solicita o afastamento de dois fiscais mencionados na pauta. Os trabalhadores também cobram maior fiscalização da Prefeitura de Cuiabá sobre o contrato com a empresa responsável pela coleta. Entre as sugestões estão acompanhamento presencial das atividades, monitoramento por GPS e verificação da documentação trabalhista antes da liberação dos pagamentos. O que dizem a prefeitura e a empresa A Prefeitura de Cuiabá informou que a Empresa Cuiabana de Zeladoria e Serviços Urbanos (Limpurb) recebeu a lista de reivindicações e notificou a Locar para que apresente documentos e informações sobre o cumprimento das obrigações previstas no contrato. Segundo a prefeitura, questões trabalhistas são de responsabilidade da empresa em relação aos funcionários, enquanto o município deve fiscalizar a execução do serviço contratado. Caso sejam identificadas irregularidades no contrato, medidas administrativas poderão ser adotadas. A Locar informou que todos os veículos previstos para a operação desta segunda-feira estavam nas ruas e que a coleta ocorreu normalmente. A empresa classificou o movimento como uma paralisação momentânea ocorrida no início da manhã. Segundo a Locar, dois advogados estiveram na garagem antes da saída das equipes e apresentaram reivindicações aos trabalhadores. Ainda conforme a empresa, os advogados não seriam representantes do sindicato oficialmente constituído da categoria e nenhuma pauta havia sido apresentada formalmente à Locar antes da mobilização. A empresa afirmou que aguarda o recebimento oficial das reivindicações para analisar os pedidos e declarou que mantém diálogo com os funcionários, além de cumprir as obrigações trabalhistas e legais.
Garis de Cuiabá cobram direitos, comida adequada e fim de assédio
Escrito em 10/08/2026
Breve paralisação aconteceu na manhã desta segunda-feira (10) para cobrar melhorias nas condições de trabalho e o cumprimento de direitos trabalhistas. Reprodução Garis que atuam na coleta de lixo em Cuiabá fizeram uma paralisação no início da manhã desta segunda-feira (10) para cobrar melhorias nas condições de trabalho e o cumprimento de direitos trabalhistas. A categoria apresentou 13 reivindicações, que incluem pagamento de horas extras, regularização de FGTS e INSS, recomposição das equipes, alimentação adequada e apuração de denúncias de assédio moral e racial. Os trabalhadores são funcionários da Locar Saneamento Ambiental, empresa terceirizada responsável pela coleta de resíduos na capital. A mobilização ocorreu antes da saída dos caminhões da garagem. Segundo a empresa e a prefeitura, o serviço foi retomado e as rotas previstas para esta segunda-feira foram realizadas normalmente. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 MT no WhatsApp Agora no g1 Jornada maior e cobrança por pagamentos Entre os principais pontos levantados pelos garis está a jornada de trabalho. A categoria afirma que deveria cumprir 40 horas semanais, conforme a convenção coletiva, mas que atualmente trabalha até 44 horas, além de realizar horas extras. Os trabalhadores também cobram valores referentes a horas extras que, segundo eles, foram identificadas em uma fiscalização do Ministério do Trabalho e Emprego realizada entre fevereiro e junho de 2025. A reivindicação inclui o pagamento retroativo dos valores dos últimos cinco anos. Outro pedido é pelo pagamento dos períodos em que os funcionários não teriam conseguido usufruir integralmente do intervalo para descanso durante a jornada. A pauta também cobra a regularização dos depósitos do FGTS e dos recolhimentos ao INSS. Os trabalhadores afirmam que existem atrasos e pedem que a empresa apresente comprovantes periódicos desses pagamentos. A categoria ainda reivindica o reajuste salarial previsto em convenção coletiva, incluindo valores retroativos, além do pagamento das férias e do adicional de um terço dentro do prazo estabelecido pela legislação. Menos trabalhadores nos caminhões Os garis também reclamam da redução no número de funcionários por equipe. Segundo a pauta entregue pela categoria, alguns caminhões compactadores estariam circulando com dois garis, enquanto o contrato citado pelos trabalhadores prevê três profissionais. Para eles, a redução aumenta a carga de trabalho e provoca sobrecarga durante a coleta. A reivindicação é pela contratação de funcionários para recompor as equipes. Trabalhadores reclamam de alimentos estragados A alimentação fornecida durante o expediente também virou alvo de reclamações. Os garis relatam ter recebido, em algumas ocasiões, lanches que estariam mofados, estragados ou armazenados de maneira inadequada. Como alternativa, pedem que a empresa deixe de fornecer os alimentos diretamente e passe a pagar um vale-lanche. A categoria também quer que os valores referentes ao vale-alimentação e ao vale-lanche sejam depositados regularmente nos cartões dos funcionários entre os dias 28 e 30 de cada mês. Pauta cita denúncias de assédio Entre as reivindicações estão ainda denúncias de assédio moral e racial atribuídas a fiscais da empresa. Os trabalhadores relatam supostos xingamentos, ameaças, ofensas racistas e agressões físicas. As acusações ainda precisam ser apuradas. A categoria pede a criação de um canal específico para receber denúncias e solicita o afastamento de dois fiscais mencionados na pauta. Os trabalhadores também cobram maior fiscalização da Prefeitura de Cuiabá sobre o contrato com a empresa responsável pela coleta. Entre as sugestões estão acompanhamento presencial das atividades, monitoramento por GPS e verificação da documentação trabalhista antes da liberação dos pagamentos. O que dizem a prefeitura e a empresa A Prefeitura de Cuiabá informou que a Empresa Cuiabana de Zeladoria e Serviços Urbanos (Limpurb) recebeu a lista de reivindicações e notificou a Locar para que apresente documentos e informações sobre o cumprimento das obrigações previstas no contrato. Segundo a prefeitura, questões trabalhistas são de responsabilidade da empresa em relação aos funcionários, enquanto o município deve fiscalizar a execução do serviço contratado. Caso sejam identificadas irregularidades no contrato, medidas administrativas poderão ser adotadas. A Locar informou que todos os veículos previstos para a operação desta segunda-feira estavam nas ruas e que a coleta ocorreu normalmente. A empresa classificou o movimento como uma paralisação momentânea ocorrida no início da manhã. Segundo a Locar, dois advogados estiveram na garagem antes da saída das equipes e apresentaram reivindicações aos trabalhadores. Ainda conforme a empresa, os advogados não seriam representantes do sindicato oficialmente constituído da categoria e nenhuma pauta havia sido apresentada formalmente à Locar antes da mobilização. A empresa afirmou que aguarda o recebimento oficial das reivindicações para analisar os pedidos e declarou que mantém diálogo com os funcionários, além de cumprir as obrigações trabalhistas e legais.