Transplante de córnea passa a ser realizado na rede municipal do Rio O transplante de córnea agora também pode ser feito na rede municipal do Rio. A fila de espera no estado tem mais de 5,5 mil pessoas. O desafio é aumentar o número de doadores. Aline Domingues da Costa tem uma doença que compromete a estrutura da córnea e que, aos poucos, foi apagando a nitidez do mundo ao redor. O diagnóstico veio logo após o nascimento do filho, há 20 anos. "Era um bebe de 9 meses. E o mundo acabou, né? Como você acaba de ter um filho, porque ter um filho foi sempre um sonho da minha vida. Dizia se eu morrer sem ser mãe não vou ser feliz", contou. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias do RJ em tempo real e de graça Ela foi diagnosticada com ceratocone, uma doença, comum entre a população jovem, que compromete a estrutura da córnea, que deixa de ter um formato arredondado e passa a ter a aparência de um cone. "Não podia sair sozinha que não enxergava número de ônibus, não conseguia ter noção da altura da calçada. Por várias vezes, eu caí, mesmo acompanhada. Me afoguei porque não tinha noção da profundidade da piscina", conta. Aline foi a primeira paciente a passar por transplante de córnea no Centro Carioca do Olho Reprodução/TV Globo Aline buscou atendimento em dois hospitais universitários, mas sem sucesso no tratamento. O quadro se agravou tanto que a única alternativa foi o transplante de córnea. No dia 10 de março, Aline conseguiu a cirurgia. Ela foi a primeira paciente a passar pelo procedimento no Centro Carioca do Olho depois que a unidade da prefeitura foi credenciada pelo Ministério da Saúde. '"As pessoas acham que a córnea é menos importante que um coração, do que um rim, e não é. Ela muda a vida de qualquer pessoa, como um rim muda, o estômago, intestino, porque cada um tem sua necessidade. A minha necessidade era a córnea", disse. "Eu não precisava ter perdido tanta coisa na minha vida se eu tivesse sido bem assistida, como eu estou sendo agora", acrescentou. Agora, ela faz novos planos para o futuro. "Quero voltar a estudar, quero viajar." Fila tem mais de 5 mil pessoas O que é preciso para se tornar um doador de córnea Reprodução/TV Globo Para que mais histórias tenham um novo começo é essencial aumentar também o número de doadores. Hoje, a fila, que é regulada pelo Programa Estadual de Transplantes, reúne 5.559 pessoas à espera de uma chance de voltar a enxergar. "Por ser um tecido que a gente não precisa de compatibilidade, quanto mais numero de doadores tivermos mais olhos vamos salvar", explicou Luiz Frederico regis Pacheco, coordenador médico do Centro Carioca do Olho. No Brasil, a doação de órgãos e tecidos só pode ser feita com a autorização dos familiares. Por isso, é fundamental comunicar, em vida, o desejo de ser um doador. No caso do transplante de córnea, o doador tem que ter entre 2 e 80 anos. O uso de óculos ou lentes de contato não são impeditivos. De acordo com o Ministério da Saúde, as contraindicações são as doenças transmissíveis. Segundo Alexandre Modesto, coordenador geral do Super Centro Carioca de Saúde, o credenciamento da instituição amplia a capacidade de realizar cirurgias desse tipo, ao integrá-la a um centro de referência habilitado para procedimentos de alta complexidade. Transplante de córnea passa a ser realizado na rede municipal do Rio Reprodução/TV Globo
Transplante de córnea passa a ser realizado na rede municipal do Rio
Escrito em 14/04/2026
Transplante de córnea passa a ser realizado na rede municipal do Rio O transplante de córnea agora também pode ser feito na rede municipal do Rio. A fila de espera no estado tem mais de 5,5 mil pessoas. O desafio é aumentar o número de doadores. Aline Domingues da Costa tem uma doença que compromete a estrutura da córnea e que, aos poucos, foi apagando a nitidez do mundo ao redor. O diagnóstico veio logo após o nascimento do filho, há 20 anos. "Era um bebe de 9 meses. E o mundo acabou, né? Como você acaba de ter um filho, porque ter um filho foi sempre um sonho da minha vida. Dizia se eu morrer sem ser mãe não vou ser feliz", contou. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias do RJ em tempo real e de graça Ela foi diagnosticada com ceratocone, uma doença, comum entre a população jovem, que compromete a estrutura da córnea, que deixa de ter um formato arredondado e passa a ter a aparência de um cone. "Não podia sair sozinha que não enxergava número de ônibus, não conseguia ter noção da altura da calçada. Por várias vezes, eu caí, mesmo acompanhada. Me afoguei porque não tinha noção da profundidade da piscina", conta. Aline foi a primeira paciente a passar por transplante de córnea no Centro Carioca do Olho Reprodução/TV Globo Aline buscou atendimento em dois hospitais universitários, mas sem sucesso no tratamento. O quadro se agravou tanto que a única alternativa foi o transplante de córnea. No dia 10 de março, Aline conseguiu a cirurgia. Ela foi a primeira paciente a passar pelo procedimento no Centro Carioca do Olho depois que a unidade da prefeitura foi credenciada pelo Ministério da Saúde. '"As pessoas acham que a córnea é menos importante que um coração, do que um rim, e não é. Ela muda a vida de qualquer pessoa, como um rim muda, o estômago, intestino, porque cada um tem sua necessidade. A minha necessidade era a córnea", disse. "Eu não precisava ter perdido tanta coisa na minha vida se eu tivesse sido bem assistida, como eu estou sendo agora", acrescentou. Agora, ela faz novos planos para o futuro. "Quero voltar a estudar, quero viajar." Fila tem mais de 5 mil pessoas O que é preciso para se tornar um doador de córnea Reprodução/TV Globo Para que mais histórias tenham um novo começo é essencial aumentar também o número de doadores. Hoje, a fila, que é regulada pelo Programa Estadual de Transplantes, reúne 5.559 pessoas à espera de uma chance de voltar a enxergar. "Por ser um tecido que a gente não precisa de compatibilidade, quanto mais numero de doadores tivermos mais olhos vamos salvar", explicou Luiz Frederico regis Pacheco, coordenador médico do Centro Carioca do Olho. No Brasil, a doação de órgãos e tecidos só pode ser feita com a autorização dos familiares. Por isso, é fundamental comunicar, em vida, o desejo de ser um doador. No caso do transplante de córnea, o doador tem que ter entre 2 e 80 anos. O uso de óculos ou lentes de contato não são impeditivos. De acordo com o Ministério da Saúde, as contraindicações são as doenças transmissíveis. Segundo Alexandre Modesto, coordenador geral do Super Centro Carioca de Saúde, o credenciamento da instituição amplia a capacidade de realizar cirurgias desse tipo, ao integrá-la a um centro de referência habilitado para procedimentos de alta complexidade. Transplante de córnea passa a ser realizado na rede municipal do Rio Reprodução/TV Globo