Grupo usava IA para forjar vaquinhas online com imagens de crianças doentes A Polícia Civil do Rio Grande do Sul deflagrou, na manhã desta terça-feira (14), uma operação para desarticular um grupo criminoso que criava falsas campanhas de doação na internet usando imagens de crianças com câncer. Até a última atualização desta reportagem, 12 pessoas haviam sido presas. A ação, batizada de Operação Sophia, cumpre 19 mandados de prisão preventiva e 17 de busca e apreensão. As ordens judiciais são executadas no Rio Grande do Sul, Paraná, São Paulo, Mato Grosso do Sul e Pernambuco. 📲 Acesse o canal do g1 RS no WhatsApp A investigação começou após a mãe de uma menina em tratamento contra o câncer, chamada Sophia, denunciar que fotos e vídeos da filha estavam sendo usados sem autorização. O material aparecia em anúncios patrocinados no Facebook e no Instagram para arrecadar dinheiro, mas a família nunca recebeu os valores. Segundo o delegado João Vitor Herédia, da Delegacia de Repressão aos Crimes Patrimoniais Eletrônicos (DRCPE), o grupo utilizava ferramentas de inteligência artificial, deepfake e clonagem de voz para dar veracidade aos anúncios. As publicações eram feitas por páginas falsas com nomes como "Clube de Doadores" e "Unidos pelo Amor". Ao clicar nos anúncios, as vítimas eram direcionadas para sites que imitavam plataformas legítimas de arrecadação, como o Vakinha. Nessas páginas, era gerado um código Pix, e o dinheiro caía em contas de empresas de fachada controladas pelos criminosos. Apenas na campanha falsa envolvendo a imagem da menina que deu nome à operação, a polícia rastreou R$ 294,5 mil desviados. A investigação também identificou uma empresa que funcionava como núcleo financeiro do grupo e que movimentou mais de R$ 1,7 milhão no período apurado. Além de Passo Fundo, no RS, a operação acontece nas cidades de Dourados (MS), Vitória de Santo Antão (PE), Francisco Beltrão e Cruzeiro do Iguaçu (PR), Piracicaba, São Paulo, São Vicente, Catanduva, Santana de Parnaíba e Sorocaba (SP). A Polícia Civil orienta que a população verifique a veracidade de campanhas de arrecadação antes de transferir valores. A recomendação é confirmar os dados diretamente com a família ou instituição e checar se o nome do destinatário do Pix corresponde ao beneficiário real. Grupo que usava IA para forjar vaquinhas online com imagens de crianças doentes é alvo de operação em cinco estados Divulgação/Polícia Civil VÍDEOS: Tudo sobre o RS
Grupo que usava IA para forjar vaquinhas online com imagens de crianças doentes é alvo de operação em cinco estados; 12 foram presos
Escrito em 14/07/2026
Grupo usava IA para forjar vaquinhas online com imagens de crianças doentes A Polícia Civil do Rio Grande do Sul deflagrou, na manhã desta terça-feira (14), uma operação para desarticular um grupo criminoso que criava falsas campanhas de doação na internet usando imagens de crianças com câncer. Até a última atualização desta reportagem, 12 pessoas haviam sido presas. A ação, batizada de Operação Sophia, cumpre 19 mandados de prisão preventiva e 17 de busca e apreensão. As ordens judiciais são executadas no Rio Grande do Sul, Paraná, São Paulo, Mato Grosso do Sul e Pernambuco. 📲 Acesse o canal do g1 RS no WhatsApp A investigação começou após a mãe de uma menina em tratamento contra o câncer, chamada Sophia, denunciar que fotos e vídeos da filha estavam sendo usados sem autorização. O material aparecia em anúncios patrocinados no Facebook e no Instagram para arrecadar dinheiro, mas a família nunca recebeu os valores. Segundo o delegado João Vitor Herédia, da Delegacia de Repressão aos Crimes Patrimoniais Eletrônicos (DRCPE), o grupo utilizava ferramentas de inteligência artificial, deepfake e clonagem de voz para dar veracidade aos anúncios. As publicações eram feitas por páginas falsas com nomes como "Clube de Doadores" e "Unidos pelo Amor". Ao clicar nos anúncios, as vítimas eram direcionadas para sites que imitavam plataformas legítimas de arrecadação, como o Vakinha. Nessas páginas, era gerado um código Pix, e o dinheiro caía em contas de empresas de fachada controladas pelos criminosos. Apenas na campanha falsa envolvendo a imagem da menina que deu nome à operação, a polícia rastreou R$ 294,5 mil desviados. A investigação também identificou uma empresa que funcionava como núcleo financeiro do grupo e que movimentou mais de R$ 1,7 milhão no período apurado. Além de Passo Fundo, no RS, a operação acontece nas cidades de Dourados (MS), Vitória de Santo Antão (PE), Francisco Beltrão e Cruzeiro do Iguaçu (PR), Piracicaba, São Paulo, São Vicente, Catanduva, Santana de Parnaíba e Sorocaba (SP). A Polícia Civil orienta que a população verifique a veracidade de campanhas de arrecadação antes de transferir valores. A recomendação é confirmar os dados diretamente com a família ou instituição e checar se o nome do destinatário do Pix corresponde ao beneficiário real. Grupo que usava IA para forjar vaquinhas online com imagens de crianças doentes é alvo de operação em cinco estados Divulgação/Polícia Civil VÍDEOS: Tudo sobre o RS