Milhares de peixes mortos aparecem em praia de Cedral, na Baixada Maranhense Um vídeo que circula nas redes sociais mostra milhares de peixes mortos, entre sardinhas e outras espécies, na Praia do Outeiro, no município de Cedral, na Baixada Maranhense. O vídeo foi registrado na manhã dessa segunda-feira (25) por pescadores da região, que afirmam que essa não é a primeira vez que ocorrências do tipo são registradas na área. As imagens mostram milhares de peixes espalhados por toda a faixa de areia da praia (veja o vídeo acima). 📱Baixe o app do g1 para ver notícias do MA em tempo real e de graça Procurada pelo g1, a Secretaria de Estado do Meio Ambiente e Recursos Naturais (Sema) informou que tomou conhecimento das imagens que circulam nas redes sociais sobre a mortandade de peixes na Praia do Outeiro, em Cedral. A secretaria informou ainda que o Laboratório de Análises Ambientais da Sema enviará uma equipe técnica ao local para verificar a situação, realizar os levantamentos necessários e identificar as possíveis causas da ocorrência. Milhares de peixes mortos aparecem em praia de Cedral, na Baixada Maranhense Reprodução/Redes sociais Possíveis causas da mortandade Milhares de peixes aparecem mortos em praia de Cedral O aparecimento de sardinhas mortas em praias do Maranhão pode estar relacionado a uma combinação de fatores ambientais, segundo o biólogo Keyton Coelho, especialista em organismos aquáticos. Em entrevista à TV Mirante, o especialista afirmou que a explicação mais provável para o fenômeno é o aquecimento elevado da água, potencializado por eventos climáticos, como o El Niño. Esse processo aumenta a evaporação e, consequentemente, eleva a concentração de sal na água. Segundo o biólogo, essas condições favorecem a redução da disponibilidade de oxigênio na água. O fenômeno também pode estar associado ao período reprodutivo de algumas espécies de sardinha, que ocorre entre abril e setembro, quando os cardumes ficam mais próximos das regiões costeiras. “São multifatores que vão favorecer essa mortandade em grande número. Você tem elevação da temperatura da água, aumento de salinidade, disponibilidade de oxigênio muito baixa e grande quantidade de cardumes, que podem ficar confinados ou em regiões mais rasas. Isso tudo contribui para essa elevada mortandade desses animais”, explicou Keyton Coelho. Fenômeno já foi registrado em outros locais Segundo o especialista, essa não é a primeira vez que o fenômeno é registrado. Casos semelhantes já foram verificados em São Luís, Raposa, São José de Ribamar, Cedral e outros municípios do Maranhão. O biólogo afirma ainda que ocorrências parecidas também foram registradas em outros estados, como Pará, Paraná e Rio de Janeiro, além de locais fora do Brasil, como Califórnia, Chile e Japão. “Está sendo mais comum agora devido às mudanças climáticas. Esses eventos climáticos estão sendo potencializados, então a gente começa a ver com mais frequência o aparecimento desses animais nessas regiões litorâneas”, disse. Orientação à população Keyton Coelho orienta que a população não consuma nem manipule os peixes encontrados mortos nas praias. “O que a gente aconselha, de modo geral, para a população, é que, de maneira alguma, utilize esses animais para consumo e tampouco fique manipulando, porque muitas vezes eles já estão em estado de putrefação avançado”, alertou. Segundo o especialista, o contato com os animais pode representar risco à saúde devido à presença de bactérias e vírus. “Isso representa perigo para a saúde das pessoas que ali se encontram, porque a gente tem bactérias e vírus que podem ser nocivos”, completou.
VÍDEO: Milhares de peixes mortos aparecem em praia de Cedral, na Baixada Maranhense
Escrito em 26/05/2026
Milhares de peixes mortos aparecem em praia de Cedral, na Baixada Maranhense Um vídeo que circula nas redes sociais mostra milhares de peixes mortos, entre sardinhas e outras espécies, na Praia do Outeiro, no município de Cedral, na Baixada Maranhense. O vídeo foi registrado na manhã dessa segunda-feira (25) por pescadores da região, que afirmam que essa não é a primeira vez que ocorrências do tipo são registradas na área. As imagens mostram milhares de peixes espalhados por toda a faixa de areia da praia (veja o vídeo acima). 📱Baixe o app do g1 para ver notícias do MA em tempo real e de graça Procurada pelo g1, a Secretaria de Estado do Meio Ambiente e Recursos Naturais (Sema) informou que tomou conhecimento das imagens que circulam nas redes sociais sobre a mortandade de peixes na Praia do Outeiro, em Cedral. A secretaria informou ainda que o Laboratório de Análises Ambientais da Sema enviará uma equipe técnica ao local para verificar a situação, realizar os levantamentos necessários e identificar as possíveis causas da ocorrência. Milhares de peixes mortos aparecem em praia de Cedral, na Baixada Maranhense Reprodução/Redes sociais Possíveis causas da mortandade Milhares de peixes aparecem mortos em praia de Cedral O aparecimento de sardinhas mortas em praias do Maranhão pode estar relacionado a uma combinação de fatores ambientais, segundo o biólogo Keyton Coelho, especialista em organismos aquáticos. Em entrevista à TV Mirante, o especialista afirmou que a explicação mais provável para o fenômeno é o aquecimento elevado da água, potencializado por eventos climáticos, como o El Niño. Esse processo aumenta a evaporação e, consequentemente, eleva a concentração de sal na água. Segundo o biólogo, essas condições favorecem a redução da disponibilidade de oxigênio na água. O fenômeno também pode estar associado ao período reprodutivo de algumas espécies de sardinha, que ocorre entre abril e setembro, quando os cardumes ficam mais próximos das regiões costeiras. “São multifatores que vão favorecer essa mortandade em grande número. Você tem elevação da temperatura da água, aumento de salinidade, disponibilidade de oxigênio muito baixa e grande quantidade de cardumes, que podem ficar confinados ou em regiões mais rasas. Isso tudo contribui para essa elevada mortandade desses animais”, explicou Keyton Coelho. Fenômeno já foi registrado em outros locais Segundo o especialista, essa não é a primeira vez que o fenômeno é registrado. Casos semelhantes já foram verificados em São Luís, Raposa, São José de Ribamar, Cedral e outros municípios do Maranhão. O biólogo afirma ainda que ocorrências parecidas também foram registradas em outros estados, como Pará, Paraná e Rio de Janeiro, além de locais fora do Brasil, como Califórnia, Chile e Japão. “Está sendo mais comum agora devido às mudanças climáticas. Esses eventos climáticos estão sendo potencializados, então a gente começa a ver com mais frequência o aparecimento desses animais nessas regiões litorâneas”, disse. Orientação à população Keyton Coelho orienta que a população não consuma nem manipule os peixes encontrados mortos nas praias. “O que a gente aconselha, de modo geral, para a população, é que, de maneira alguma, utilize esses animais para consumo e tampouco fique manipulando, porque muitas vezes eles já estão em estado de putrefação avançado”, alertou. Segundo o especialista, o contato com os animais pode representar risco à saúde devido à presença de bactérias e vírus. “Isso representa perigo para a saúde das pessoas que ali se encontram, porque a gente tem bactérias e vírus que podem ser nocivos”, completou.