Tenente da Rota foi monitorado por criminosos durante 4 meses O carro usado pelos criminosos que mataram o tenente da Rota Ronickson Pimentel passou 96 vezes por ruas ligadas à rotina do policial militar quatro meses antes do atentado, segundo dados do sistema de monitoramento de São Caetano do Sul, na Grande São Paulo. O tenente foi morto com um tiro na cabeça no último dia 27, na Avenida Goiás, considerada a principal via da cidade. O PM estava à paisana em uma moto, parado no semáforo, quando dois homens se aproximaram e efetuam os disparos. Em seguida, a dupla fugiu. A investigação aponta que os criminosos monitoraram a rotina do policial desde fevereiro e já identificou o suspeito responsável pelos disparos. Ele, porém, não foi localizado. O sistema de monitoramento de São Caetano, o Smart Sanca, reúne câmeras públicas e privadas com reconhecimento facial e leitura de placas. O programa conseguiu identificar o carro, um modelo Logan de cor branca, usada na fuga dos criminosos. O tenente da Rota Ronickson Pimentel, baleado na cabeça e internado em estado grave. Reprodução/Redes Sociais Ao todo, o veículo passou 96 vezes pela cidade em endereços ligados ao tenente como na casa e na academia que ele frequentava. Somente na Avenida Goiás, onde foi o ataque, os criminosos passaram 14 vezes. Segundo os dados do sistema, o primeiro registro do carro foi no dia 14 de fevereiro e o último, antes do crime, em 22 de maio. O dia de maior incidência de monitoramento dos criminosos foi aos sábados. O veículo foi encontrado e apreendido na noite de terça-feira (30) em um estacionamento em Guianases, na Zona Leste de São Paulo, pelo Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP), responsável pela investigação do caso. O tenente é irmão de Eloá Pimentel, assassinada aos 15 anos pelo ex-namorado Lindemberg Fernandes Alves, em outubro de 2008. Desde o ataque, ele permanece internado no Hospital Estadual Mário Covas, em Santo André, na Grande São Paulo, onde foi submetido a uma cirurgia na cabeça (leia mais abaixo). A investigação também identificou que a motocicleta usada pelos atiradores havia sido roubada em março, na Cidade Dutra, na Zona Sul da capital paulista. Antes do ataque, segundo a polícia, os criminosos instalaram na moto uma placa clonada de São João de Meriti, no Rio de Janeiro. No fim de semana, dois suspeitos foram presos em Guaianases por dar cobertura e apoio logístico no crime. Um deles confessou participação no ataque. Saúde do tenente O tenente da Rota Ronickson Pimentel dos Santos e a esposa, Cintia Pimentel Reprodução/Redes Sociais Segundo o último boletim médico divulgado pela Rota, o tenente segue internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Mário Covas e "apresentou resposta satisfatória às medidas adotadas pela equipe médica". Entre as evoluções positivas estão a redução da necessidade de medicação para suporte da pressão arterial e a boa resposta ao tratamento neurológico. "O oficial permanece sem febre e com os demais órgãos funcionando adequadamente. A equipe médica dará continuidade à redução da sedação e realizará uma nova tomografia nesta quarta-feira (1º)", informou o comunicado oficial. Segundo a Rota, o tenente apresenta sinais de melhora e deveria passar por novos exames na quarta (1º). Câmeras ajudaram polícia a identificar rota de fuga e veículos usados em atentado contra tenente da Rota Evolução do quadro clínico Na terça (30), a família informou que ele apresentou resposta neurológica positiva, se recuperando da cirurgia na cabeça realizada logo após o atentado. De acordo com o boletim, o oficial permanece estável do ponto de vista hemodinâmico, com apoio de medicamentos para garantir a adequada irrigação cerebral. Ele segue sedado, sob monitoramento neurológico contínuo, e recebe alimentação por sonda. Ainda segundo a equipe médica, os exames realizados ao longo do dia apontaram um quadro compatível com a gravidade do caso, com os ajustes clínicos habituais para pacientes nessa condição. Os demais sistemas do organismo apresentam funcionamento adequado. Os médicos afirmam que a evolução é lenta, mas dentro do esperado para a gravidade do trauma, sem complicações consideradas preocupantes até o momento. O caso continua sendo acompanhado de forma contínua, com reavaliações diárias em conjunto com a equipe de Neurocirurgia. Em comunicado publicado nas redes sociais no domingo (28), a família informou que Ronickson apresentou "resposta neurológica positiva" e evolução clínica satisfatória, apesar da gravidade do quadro. Lindemberg Alves começa a ser julgado pelo assassinato da ex-namorada Eloá Pimentel
Ataque a tenente da Rota: carro usado no crime passou 96 vezes por endereços ligados à rotina do PM no ABC Paulista
Escrito em 02/07/2026
Tenente da Rota foi monitorado por criminosos durante 4 meses O carro usado pelos criminosos que mataram o tenente da Rota Ronickson Pimentel passou 96 vezes por ruas ligadas à rotina do policial militar quatro meses antes do atentado, segundo dados do sistema de monitoramento de São Caetano do Sul, na Grande São Paulo. O tenente foi morto com um tiro na cabeça no último dia 27, na Avenida Goiás, considerada a principal via da cidade. O PM estava à paisana em uma moto, parado no semáforo, quando dois homens se aproximaram e efetuam os disparos. Em seguida, a dupla fugiu. A investigação aponta que os criminosos monitoraram a rotina do policial desde fevereiro e já identificou o suspeito responsável pelos disparos. Ele, porém, não foi localizado. O sistema de monitoramento de São Caetano, o Smart Sanca, reúne câmeras públicas e privadas com reconhecimento facial e leitura de placas. O programa conseguiu identificar o carro, um modelo Logan de cor branca, usada na fuga dos criminosos. O tenente da Rota Ronickson Pimentel, baleado na cabeça e internado em estado grave. Reprodução/Redes Sociais Ao todo, o veículo passou 96 vezes pela cidade em endereços ligados ao tenente como na casa e na academia que ele frequentava. Somente na Avenida Goiás, onde foi o ataque, os criminosos passaram 14 vezes. Segundo os dados do sistema, o primeiro registro do carro foi no dia 14 de fevereiro e o último, antes do crime, em 22 de maio. O dia de maior incidência de monitoramento dos criminosos foi aos sábados. O veículo foi encontrado e apreendido na noite de terça-feira (30) em um estacionamento em Guianases, na Zona Leste de São Paulo, pelo Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP), responsável pela investigação do caso. O tenente é irmão de Eloá Pimentel, assassinada aos 15 anos pelo ex-namorado Lindemberg Fernandes Alves, em outubro de 2008. Desde o ataque, ele permanece internado no Hospital Estadual Mário Covas, em Santo André, na Grande São Paulo, onde foi submetido a uma cirurgia na cabeça (leia mais abaixo). A investigação também identificou que a motocicleta usada pelos atiradores havia sido roubada em março, na Cidade Dutra, na Zona Sul da capital paulista. Antes do ataque, segundo a polícia, os criminosos instalaram na moto uma placa clonada de São João de Meriti, no Rio de Janeiro. No fim de semana, dois suspeitos foram presos em Guaianases por dar cobertura e apoio logístico no crime. Um deles confessou participação no ataque. Saúde do tenente O tenente da Rota Ronickson Pimentel dos Santos e a esposa, Cintia Pimentel Reprodução/Redes Sociais Segundo o último boletim médico divulgado pela Rota, o tenente segue internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Mário Covas e "apresentou resposta satisfatória às medidas adotadas pela equipe médica". Entre as evoluções positivas estão a redução da necessidade de medicação para suporte da pressão arterial e a boa resposta ao tratamento neurológico. "O oficial permanece sem febre e com os demais órgãos funcionando adequadamente. A equipe médica dará continuidade à redução da sedação e realizará uma nova tomografia nesta quarta-feira (1º)", informou o comunicado oficial. Segundo a Rota, o tenente apresenta sinais de melhora e deveria passar por novos exames na quarta (1º). Câmeras ajudaram polícia a identificar rota de fuga e veículos usados em atentado contra tenente da Rota Evolução do quadro clínico Na terça (30), a família informou que ele apresentou resposta neurológica positiva, se recuperando da cirurgia na cabeça realizada logo após o atentado. De acordo com o boletim, o oficial permanece estável do ponto de vista hemodinâmico, com apoio de medicamentos para garantir a adequada irrigação cerebral. Ele segue sedado, sob monitoramento neurológico contínuo, e recebe alimentação por sonda. Ainda segundo a equipe médica, os exames realizados ao longo do dia apontaram um quadro compatível com a gravidade do caso, com os ajustes clínicos habituais para pacientes nessa condição. Os demais sistemas do organismo apresentam funcionamento adequado. Os médicos afirmam que a evolução é lenta, mas dentro do esperado para a gravidade do trauma, sem complicações consideradas preocupantes até o momento. O caso continua sendo acompanhado de forma contínua, com reavaliações diárias em conjunto com a equipe de Neurocirurgia. Em comunicado publicado nas redes sociais no domingo (28), a família informou que Ronickson apresentou "resposta neurológica positiva" e evolução clínica satisfatória, apesar da gravidade do quadro. Lindemberg Alves começa a ser julgado pelo assassinato da ex-namorada Eloá Pimentel