Agente da PF, acusada de injúria racial, é liberada A agente da Polícia Federal Renata Nery Ribeiro, de 46 anos, passou por uma audiência de custódia e foi solta nesta terça-feira (17). Ela havia sido presa em flagrante após Rodrigo Martins, de 47 anos, denunciar que sofreu agressões racistas da agente em uma festa de Carnaval, em Brasília, na tarde de segunda-feira (16). Segundo o relato, a mulher chamou Rodrigo de "macaco" e "bicho". O caso aconteceu no bloco "Concentra Mas Não Sai", no estacionamento do Minas Tênis Clube (veja detalhes mais abaixo). ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 DF no WhatsApp. Ainda na audiência de custódia, a Justiça determinou que Renata Nery Ribeiro tem obrigação de: comparecer a todos os atos do processo; manter o seu endereço atualizado perante o Juízo que a processará; tem proibição de se ausentar do Distrito Federal por mais de 30 dias sem comunicar à 8ª Vara Criminal de Brasília; tem proibição de aproximação e contato com a vítima e testemunhas; e proibição de participação de festas (bloco de carnaval) até o fim desta semana. Caso haja o descumprimento das medidas acima, a Justiça poderá decretar a prisão preventiva da agente. Em nota, a Polícia Federal informou que os fatos serão analisados pelas instâncias competentes. O g1 tenta localizar a defesa de Renata Nery Ribeiro. Veja detalhes do caso Rodrigo Martins sofreu agressões racistas em uma festa de Carnaval, em Brasília TV Globo/Reprodução Rodrigo Martins diz que estava com a família e amigos em uma roda, quando Renata Nery Ribeiro tentou passar pelo meio do grupo. Rodrigo pediu para que ela desviasse, explicando que ali seria difícil passar, mas, segundo ele, a mulher não aceitou o pedido e continuou insistindo em passar. "Ela agrediu um idoso. Pisou nele, quase derrubando ele da cadeira. A minha esposa e a esposa dele tentaram segurá-la. Aí eu falei: 'Senhora, não dá pra passar por aí'. Foi quando ela virou me chamando de macaco, de bicho, e saiu xingando. As pessoas estavam lá, viram tudo acontecer", conta Rodrigo. Rodrigo afirma que após a confusão decidiu ir embora com a família, mas encontrou a mulher novamente, conversando com policiais que faziam a segurança do evento. Então, ele se aproximou e contou a sua versão do ocorrido. Renata Nery Ribeiro foi presa em flagrante e os dois então foram encaminhados à 5ª Delegacia de Polícia, na Asa Norte, onde foi registrado o boletim de ocorrência do caso. 5ª Delegacia de Polícia, na Asa Norte, em Brasília TV Globo/Reprodução LEIA TAMBÉM: PLANALTINA: Acidente na BR-020 deixa cinco pessoas mortas e 11 feridas no DF VÍDEO: policial militar joga spray de pimenta no rosto de deputado distrital em bloco de carnaval do DF Leia mais notícias sobre a região no g1 DF.
Acusada de injúria racial, agente da PF passa por audiência de custódia e é liberada
Escrito em 18/02/2026
Agente da PF, acusada de injúria racial, é liberada A agente da Polícia Federal Renata Nery Ribeiro, de 46 anos, passou por uma audiência de custódia e foi solta nesta terça-feira (17). Ela havia sido presa em flagrante após Rodrigo Martins, de 47 anos, denunciar que sofreu agressões racistas da agente em uma festa de Carnaval, em Brasília, na tarde de segunda-feira (16). Segundo o relato, a mulher chamou Rodrigo de "macaco" e "bicho". O caso aconteceu no bloco "Concentra Mas Não Sai", no estacionamento do Minas Tênis Clube (veja detalhes mais abaixo). ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 DF no WhatsApp. Ainda na audiência de custódia, a Justiça determinou que Renata Nery Ribeiro tem obrigação de: comparecer a todos os atos do processo; manter o seu endereço atualizado perante o Juízo que a processará; tem proibição de se ausentar do Distrito Federal por mais de 30 dias sem comunicar à 8ª Vara Criminal de Brasília; tem proibição de aproximação e contato com a vítima e testemunhas; e proibição de participação de festas (bloco de carnaval) até o fim desta semana. Caso haja o descumprimento das medidas acima, a Justiça poderá decretar a prisão preventiva da agente. Em nota, a Polícia Federal informou que os fatos serão analisados pelas instâncias competentes. O g1 tenta localizar a defesa de Renata Nery Ribeiro. Veja detalhes do caso Rodrigo Martins sofreu agressões racistas em uma festa de Carnaval, em Brasília TV Globo/Reprodução Rodrigo Martins diz que estava com a família e amigos em uma roda, quando Renata Nery Ribeiro tentou passar pelo meio do grupo. Rodrigo pediu para que ela desviasse, explicando que ali seria difícil passar, mas, segundo ele, a mulher não aceitou o pedido e continuou insistindo em passar. "Ela agrediu um idoso. Pisou nele, quase derrubando ele da cadeira. A minha esposa e a esposa dele tentaram segurá-la. Aí eu falei: 'Senhora, não dá pra passar por aí'. Foi quando ela virou me chamando de macaco, de bicho, e saiu xingando. As pessoas estavam lá, viram tudo acontecer", conta Rodrigo. Rodrigo afirma que após a confusão decidiu ir embora com a família, mas encontrou a mulher novamente, conversando com policiais que faziam a segurança do evento. Então, ele se aproximou e contou a sua versão do ocorrido. Renata Nery Ribeiro foi presa em flagrante e os dois então foram encaminhados à 5ª Delegacia de Polícia, na Asa Norte, onde foi registrado o boletim de ocorrência do caso. 5ª Delegacia de Polícia, na Asa Norte, em Brasília TV Globo/Reprodução LEIA TAMBÉM: PLANALTINA: Acidente na BR-020 deixa cinco pessoas mortas e 11 feridas no DF VÍDEO: policial militar joga spray de pimenta no rosto de deputado distrital em bloco de carnaval do DF Leia mais notícias sobre a região no g1 DF.