O presidente do PL, Valdemar Costa Neto, afirmou ao Supremo Tribunal Federal (STF) que não tem poder de decisão sobre a destinação de emendas parlamentares e que sua atuação se limita a fazer sugestões de caráter político, sem efeito determinante. Ele é investigado por suspeita de indicação ilegal de dinheiro de emendas parlamentares. Valdemar é ex-deputado federal, portanto, não tem mandato e não pode decidir para onde esse tipo de recurso público será direcionado. A resposta foi enviada ao gabinete do ministro Flávio Dino. Ele é relator da investigação que apura suspeitas de desvios de emendas no STF. O presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto Beto Barata/PL/Divulgação ➡️Nas últimas semanas, Dino tem determinado bloqueio da execução de emendas em meio a suspeitas de que ex-parlamentares tenham direcionado recursos, prerrogativa que é exclusiva de deputados e senadores com mandato. ➡️Valdemar Costa Neto, ex-deputado e presidente do PL, e o ex-parlamentar Eduardo Cunha foram alvos de decisões do ministro após suspeitas de que, mesmo sem terem mandato, eles atuariam para decidir o destino do dinheiro público. Valdemar Costa Neto defende interferência de presidentes de partidos em emendas Segundo informações obtidas pelo blog, no documento, a defesa afirma que “o Presidente Nacional do PL não dispõe de cota, reserva, titularidade, propriedade, cessão ou poder jurídico de disposição sobre emendas parlamentares”. Questionada sobre a entrevista que deu ao programa Estúdio i, da GloboNews, em que confirmou que indica emendas, a defesa disse que trata-se de uma "expressão coloquial" sobre a atuação de presidentes de partidos. "A expressão coloquial segundo a qual presidentes partidários podem 'indicar 'prioridades significa apenas sugerir, recomendar ou defender politicamente determinada política pública", afirma. Os advogados de Valdemar também dizem que sugerir não é impor nem obrigar uma decisão, que cabe somente ao parlamentar. “A eventual sugestão é não vinculante, pode ser acolhida, alterada ou rejeitada e não produz qualquer efeito sem a atuação autônoma do parlamentar, da liderança parlamentar, da bancada e da comissão temática”, diz o documento. Decisão de Flávio Dino O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino determinou, na última quarta-feira (15), que presidentes de todos os partidos com representação no Congresso Nacional dêem mais informações sobre como funciona o direcionamento de emendas parlamentares para municípios. Na decisão, Dino cita uma entrevista do presidente do PL, Valdemar Costa Neto, ao programa Estúdio i, da GloboNews, em que o parlamentar, ao ser questionado se dirigentes partidários interferem na destinação de emendas, "respondeu afirmativamente". Em sua decisão, Dino destacou os principais pontos que precisaram ser esclarecidos. São eles: se o presidente do partido dispõe de cotas, reservas ou qualquer outro mecanismo de alocação de emendas parlamentares; em caso positivo, sua natureza, finalidade e abrangência; a quem compete autorizar e deliberar sobre sua utilização; o fundamento jurídico-normativo que embasa a prática; o instrumento por meio do qual tais mecanismos são formalizados (normas, atas ou similares); o procedimento efetivamente adotado para a definição e destinação dos respectivos recursos, por parte dos Presidentes dos partidos. Dino também determinou que as comissões de Saúde da Câmara dos Deputados e do Senado expliquem, em até 30 dias, quais medidas foram adotadas para garantir a transparência na execução de emendas. PSD também respondeu O presidente do PSD, Gilberto Kassab, também respondeu aos questionamentos de Dino durante o fim de semaana. No documento enviado ao STF, o pré-candidato à vice-presidência na chapada de Ronaldo Caiado afirmou que, "em nenhum momento em todo o período de existência do Partido Social Democrático – PSD houve sequer menção sobre a possibilidade do Peticionante exercer influência na destinação de emendas parlamentares". Também diz que a Presidência do PSD "jamais imiscuiu, sugestionou ou tampouco participou de qualquer deliberação acerca dos critérios que envolvem fatores relacionadas à destinação de emendas parlamentares".
Valdemar diz ao STF que não controla emendas parlamentares e que apenas faz 'sugestões políticas'
Escrito em 20/07/2026
O presidente do PL, Valdemar Costa Neto, afirmou ao Supremo Tribunal Federal (STF) que não tem poder de decisão sobre a destinação de emendas parlamentares e que sua atuação se limita a fazer sugestões de caráter político, sem efeito determinante. Ele é investigado por suspeita de indicação ilegal de dinheiro de emendas parlamentares. Valdemar é ex-deputado federal, portanto, não tem mandato e não pode decidir para onde esse tipo de recurso público será direcionado. A resposta foi enviada ao gabinete do ministro Flávio Dino. Ele é relator da investigação que apura suspeitas de desvios de emendas no STF. O presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto Beto Barata/PL/Divulgação ➡️Nas últimas semanas, Dino tem determinado bloqueio da execução de emendas em meio a suspeitas de que ex-parlamentares tenham direcionado recursos, prerrogativa que é exclusiva de deputados e senadores com mandato. ➡️Valdemar Costa Neto, ex-deputado e presidente do PL, e o ex-parlamentar Eduardo Cunha foram alvos de decisões do ministro após suspeitas de que, mesmo sem terem mandato, eles atuariam para decidir o destino do dinheiro público. Valdemar Costa Neto defende interferência de presidentes de partidos em emendas Segundo informações obtidas pelo blog, no documento, a defesa afirma que “o Presidente Nacional do PL não dispõe de cota, reserva, titularidade, propriedade, cessão ou poder jurídico de disposição sobre emendas parlamentares”. Questionada sobre a entrevista que deu ao programa Estúdio i, da GloboNews, em que confirmou que indica emendas, a defesa disse que trata-se de uma "expressão coloquial" sobre a atuação de presidentes de partidos. "A expressão coloquial segundo a qual presidentes partidários podem 'indicar 'prioridades significa apenas sugerir, recomendar ou defender politicamente determinada política pública", afirma. Os advogados de Valdemar também dizem que sugerir não é impor nem obrigar uma decisão, que cabe somente ao parlamentar. “A eventual sugestão é não vinculante, pode ser acolhida, alterada ou rejeitada e não produz qualquer efeito sem a atuação autônoma do parlamentar, da liderança parlamentar, da bancada e da comissão temática”, diz o documento. Decisão de Flávio Dino O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino determinou, na última quarta-feira (15), que presidentes de todos os partidos com representação no Congresso Nacional dêem mais informações sobre como funciona o direcionamento de emendas parlamentares para municípios. Na decisão, Dino cita uma entrevista do presidente do PL, Valdemar Costa Neto, ao programa Estúdio i, da GloboNews, em que o parlamentar, ao ser questionado se dirigentes partidários interferem na destinação de emendas, "respondeu afirmativamente". Em sua decisão, Dino destacou os principais pontos que precisaram ser esclarecidos. São eles: se o presidente do partido dispõe de cotas, reservas ou qualquer outro mecanismo de alocação de emendas parlamentares; em caso positivo, sua natureza, finalidade e abrangência; a quem compete autorizar e deliberar sobre sua utilização; o fundamento jurídico-normativo que embasa a prática; o instrumento por meio do qual tais mecanismos são formalizados (normas, atas ou similares); o procedimento efetivamente adotado para a definição e destinação dos respectivos recursos, por parte dos Presidentes dos partidos. Dino também determinou que as comissões de Saúde da Câmara dos Deputados e do Senado expliquem, em até 30 dias, quais medidas foram adotadas para garantir a transparência na execução de emendas. PSD também respondeu O presidente do PSD, Gilberto Kassab, também respondeu aos questionamentos de Dino durante o fim de semaana. No documento enviado ao STF, o pré-candidato à vice-presidência na chapada de Ronaldo Caiado afirmou que, "em nenhum momento em todo o período de existência do Partido Social Democrático – PSD houve sequer menção sobre a possibilidade do Peticionante exercer influência na destinação de emendas parlamentares". Também diz que a Presidência do PSD "jamais imiscuiu, sugestionou ou tampouco participou de qualquer deliberação acerca dos critérios que envolvem fatores relacionadas à destinação de emendas parlamentares".