Douglas Fonseca, CEO e Fundador do DF Group Reprodução/Redes sociais O fundador e CEO do DF Group, Douglas Fonseca Araújo, deixou a prisão no domingo (19) após uma nova decisão da Justiça. Investigado por suposto envolvimento em um esquema de golpes contra investidores, ele passou a ser monitorado por tornozeleira eletrônica. A informação foi confirmada ao g1pelo delegado Yan Brayner, diretor de Inteligência da Polícia Civil do Piauí (PCPI), e pela Secretaria de Estado da Justiça do Piauí (Sejus). ✅ Siga o canal do g1 Piauí no WhatsApp Entre as medidas cautelares determinadas pela Justiça estão o uso de tornozeleira eletrônica, a proibição de sair da comarca sem autorização, de mudar de endereço e de manter contato com outros investigados. Douglas também deverá atender às convocações da Justiça. O passaporte dele continua retido. Na sexta-feira (17), Douglas conseguiu um habeas corpus que revogou o mandado de prisão temporária ao qual estava submetido. Porém, antes de ser colocado em liberdade, a Justiça decretou sua prisão preventiva. Procurada, a defesa de Douglas informou que o Tribunal de Justiça reconheceu ilegalidades na decisão que decretou a prisão preventiva do investigado. Segundo o advogado Djalma Filho, a Polícia Civil pediu a prorrogação da prisão temporária e, dois dias depois, solicitou a conversão para prisão preventiva sem apresentar novos elementos no processo que justificassem a medida. Até a última atualização desta reportagem, a Polícia Civil não havia informado se a decisão também foi aplicada aos outros 10 investigados que tiveram a prisão preventiva decretada. O DF Group é investigado pelos crimes de estelionato qualificado, associação criminosa e lavagem de dinheiro em um suposto esquema de golpes contra investidores. Segundo a Secretaria de Segurança Pública do Piauí (SSP-PI), o grupo pode ter feito mais de 2 mil vítimas. Na quinta-feira (16), a Polícia Civil disponibilizou um formulário para que pessoas que se consideram vítimas do DF Group informem os prejuízos sofridos. Os dados serão anexados ao inquérito que apura o caso. Como funcionava o suposto esquema Empresa de trader investigada por golpes pode ter feito mais de 2 mil vítimas Douglas é suspeito de chefiar uma organização criminosa que, segundo o delegado Roni Silveira, da Força Estadual Integrada de Segurança Pública (Feisp), fez mais de 70 vítimas e movimentou cerca de R$ 100 milhões em dois anos. Conforme a investigação, ele se apresentava como trader de reconhecimento internacional e com mais de 14 anos de experiência no mercado financeiro. "O grupo atuava basicamente na promessa de investimentos no mercado de capitais. Fazia seus anúncios, especialmente nas redes sociais, mostrando valores exorbitantes que podiam chegar a 10% de maneira mensal", disse Roni Silveira durante coletiva de imprensa em 10 de julho. "Para quem sabe minimamente ou até mesmo não conhece, sabe que esses valores são impossíveis de serem alcançados com regularidade. Eventualmente pode ser possível. Mas com regularidade é impossível", completou na ocasião. Ainda segundo o delegado, apesar de o grupo afirmar que atuava no mercado financeiro, os principais registros do DF Group tinham menos de dois anos. "As vítimas faziam um aporte financeiro com eles. O modelo que eles utilizavam, de arrecadação de valores através das vítimas, dava a entender que a aplicação era feita diretamente, que o DF era um grupo financeiro, um grupo de aplicação, quando na verdade não era", explicou. "Era uma empresa apenas para atrair as pessoas. Não tinha aquela validação junto à Comissão de Valores Mobiliários", continuou o delegado. De acordo com o delegado Roni Silveira o grupo mantinha os pagamentos aos investidores com recursos captados de novos clientes, modelo que, de acordo com a investigação, se tornou insustentável ao longo do tempo. "Diante disso, percebeu-se uma bolha de pequenos investimentos. As pessoas foram injetando seu dinheiro e aos poucos, chega um ponto que eles não conseguem mais pagar. O pagamento era via captação de novos recursos. Chega um ponto que os recursos acabam, é óbvio", concluiu. VÍDEOS: assista aos vídeos mais vistos da Rede Clube
Trader Douglas Fonseca deixa prisão com tornozeleira eletrônica após nova decisão da Justiça
Escrito em 20/07/2026
Douglas Fonseca, CEO e Fundador do DF Group Reprodução/Redes sociais O fundador e CEO do DF Group, Douglas Fonseca Araújo, deixou a prisão no domingo (19) após uma nova decisão da Justiça. Investigado por suposto envolvimento em um esquema de golpes contra investidores, ele passou a ser monitorado por tornozeleira eletrônica. A informação foi confirmada ao g1pelo delegado Yan Brayner, diretor de Inteligência da Polícia Civil do Piauí (PCPI), e pela Secretaria de Estado da Justiça do Piauí (Sejus). ✅ Siga o canal do g1 Piauí no WhatsApp Entre as medidas cautelares determinadas pela Justiça estão o uso de tornozeleira eletrônica, a proibição de sair da comarca sem autorização, de mudar de endereço e de manter contato com outros investigados. Douglas também deverá atender às convocações da Justiça. O passaporte dele continua retido. Na sexta-feira (17), Douglas conseguiu um habeas corpus que revogou o mandado de prisão temporária ao qual estava submetido. Porém, antes de ser colocado em liberdade, a Justiça decretou sua prisão preventiva. Procurada, a defesa de Douglas informou que o Tribunal de Justiça reconheceu ilegalidades na decisão que decretou a prisão preventiva do investigado. Segundo o advogado Djalma Filho, a Polícia Civil pediu a prorrogação da prisão temporária e, dois dias depois, solicitou a conversão para prisão preventiva sem apresentar novos elementos no processo que justificassem a medida. Até a última atualização desta reportagem, a Polícia Civil não havia informado se a decisão também foi aplicada aos outros 10 investigados que tiveram a prisão preventiva decretada. O DF Group é investigado pelos crimes de estelionato qualificado, associação criminosa e lavagem de dinheiro em um suposto esquema de golpes contra investidores. Segundo a Secretaria de Segurança Pública do Piauí (SSP-PI), o grupo pode ter feito mais de 2 mil vítimas. Na quinta-feira (16), a Polícia Civil disponibilizou um formulário para que pessoas que se consideram vítimas do DF Group informem os prejuízos sofridos. Os dados serão anexados ao inquérito que apura o caso. Como funcionava o suposto esquema Empresa de trader investigada por golpes pode ter feito mais de 2 mil vítimas Douglas é suspeito de chefiar uma organização criminosa que, segundo o delegado Roni Silveira, da Força Estadual Integrada de Segurança Pública (Feisp), fez mais de 70 vítimas e movimentou cerca de R$ 100 milhões em dois anos. Conforme a investigação, ele se apresentava como trader de reconhecimento internacional e com mais de 14 anos de experiência no mercado financeiro. "O grupo atuava basicamente na promessa de investimentos no mercado de capitais. Fazia seus anúncios, especialmente nas redes sociais, mostrando valores exorbitantes que podiam chegar a 10% de maneira mensal", disse Roni Silveira durante coletiva de imprensa em 10 de julho. "Para quem sabe minimamente ou até mesmo não conhece, sabe que esses valores são impossíveis de serem alcançados com regularidade. Eventualmente pode ser possível. Mas com regularidade é impossível", completou na ocasião. Ainda segundo o delegado, apesar de o grupo afirmar que atuava no mercado financeiro, os principais registros do DF Group tinham menos de dois anos. "As vítimas faziam um aporte financeiro com eles. O modelo que eles utilizavam, de arrecadação de valores através das vítimas, dava a entender que a aplicação era feita diretamente, que o DF era um grupo financeiro, um grupo de aplicação, quando na verdade não era", explicou. "Era uma empresa apenas para atrair as pessoas. Não tinha aquela validação junto à Comissão de Valores Mobiliários", continuou o delegado. De acordo com o delegado Roni Silveira o grupo mantinha os pagamentos aos investidores com recursos captados de novos clientes, modelo que, de acordo com a investigação, se tornou insustentável ao longo do tempo. "Diante disso, percebeu-se uma bolha de pequenos investimentos. As pessoas foram injetando seu dinheiro e aos poucos, chega um ponto que eles não conseguem mais pagar. O pagamento era via captação de novos recursos. Chega um ponto que os recursos acabam, é óbvio", concluiu. VÍDEOS: assista aos vídeos mais vistos da Rede Clube