Nevoeiro afeta voos no Aeroporto Salgado Filho, em Porto Alegre Ronaldo Bernardi/Agência RBS Maio é conhecido como o "mês da neblina" no Rio Grande do Sul. A cerração, registrada com frequência no amanhecer, reduz a visibilidade e impacta principalmente as viagens aéreas, que comumente leva à suspensão de voos no Aeroporto Salgado Filho, em Porto Alegre, por segurança. As paralisações temporárias de pousos e decolagens acontecem quando a visibilidade na pista é inferior a 300 metros. A decisão é tomada pela Torre de Controle, operada pela Aeronáutica, em conjunto com os pilotos das aeronaves. 📲 Acesse o canal do g1 RS no WhatsApp Segundo a Fraport Brasil, administradora do terminal, em momentos de neblina menos densa, as operações podem ser mantidas. Nesses casos, são acionados procedimentos de baixa visibilidade, com protocolos e equipamentos de sinalização específicos. A orientação da empresa é que os passageiros com voos marcados para períodos de nevoeiro consultem o painel de voos ou entrem em contato diretamente com a companhia aérea para verificar a situação. Por que a neblina é mais comum nesta época? O fenômeno é mais frequente em maio, mas pode se estender pelos meses seguintes. A neblina costuma ser mais intensa entre a madrugada e o início da manhã. Conforme o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), a névoa é resultado de uma combinação de fatores típicos do outono. Como noites são mais longas e o céu mais limpo, o solo perde calor rapidamente. O ar frio, mais denso, acumula perto da superfície e resfria, fazendo com que o vapor d'água se condense e forme o chamado "nevoeiro de radiação". Em Porto Alegre, as características geográficas intensificam a formação de nevoeiros. A proximidade com o lago Guaíba e o Delta do Jacuí eleva a umidade do ar, enquanto os terrenos mais baixos da região facilitam o acúmulo do ar frio, tornando a neblina mais persistente. Veja a previsão do tempo até domingo VÍDEOS: Tudo sobre o RS
Por que maio é o 'mês da neblina' no RS e como isso afeta os voos em Porto Alegre?
Escrito em 30/05/2026
Nevoeiro afeta voos no Aeroporto Salgado Filho, em Porto Alegre Ronaldo Bernardi/Agência RBS Maio é conhecido como o "mês da neblina" no Rio Grande do Sul. A cerração, registrada com frequência no amanhecer, reduz a visibilidade e impacta principalmente as viagens aéreas, que comumente leva à suspensão de voos no Aeroporto Salgado Filho, em Porto Alegre, por segurança. As paralisações temporárias de pousos e decolagens acontecem quando a visibilidade na pista é inferior a 300 metros. A decisão é tomada pela Torre de Controle, operada pela Aeronáutica, em conjunto com os pilotos das aeronaves. 📲 Acesse o canal do g1 RS no WhatsApp Segundo a Fraport Brasil, administradora do terminal, em momentos de neblina menos densa, as operações podem ser mantidas. Nesses casos, são acionados procedimentos de baixa visibilidade, com protocolos e equipamentos de sinalização específicos. A orientação da empresa é que os passageiros com voos marcados para períodos de nevoeiro consultem o painel de voos ou entrem em contato diretamente com a companhia aérea para verificar a situação. Por que a neblina é mais comum nesta época? O fenômeno é mais frequente em maio, mas pode se estender pelos meses seguintes. A neblina costuma ser mais intensa entre a madrugada e o início da manhã. Conforme o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), a névoa é resultado de uma combinação de fatores típicos do outono. Como noites são mais longas e o céu mais limpo, o solo perde calor rapidamente. O ar frio, mais denso, acumula perto da superfície e resfria, fazendo com que o vapor d'água se condense e forme o chamado "nevoeiro de radiação". Em Porto Alegre, as características geográficas intensificam a formação de nevoeiros. A proximidade com o lago Guaíba e o Delta do Jacuí eleva a umidade do ar, enquanto os terrenos mais baixos da região facilitam o acúmulo do ar frio, tornando a neblina mais persistente. Veja a previsão do tempo até domingo VÍDEOS: Tudo sobre o RS