Artesã de Maceió transforma cadeiras de praia em peças decorativas para a Copa de 2026

Escrito em 04/05/2026


Artesã alagoana investe em tendência "Brasil Core" com a proximidade da Copa do Mundo Uma artesã de Maceió tem ganhado visibilidade nas redes sociais ao produzir cadeiras de praia customizadas com temática voltada para a Copa do Mundo de 2026. Selina Espínola transforma peças que seriam descartadas em itens de decoração, combinando pintura e crochê em um trabalho autoral. Além das cadeiras, a artista também produz roupas, bolsas, espelhos, jogos americanos e outros artigos decorativos. O interesse pelo trabalho manual começou ainda na adolescência, com o bordado, incentivado pela mãe. “Minha mãe sabia bordar, minhas irmãs também. Acho que era uma forma de entreter as tantas filhas que ela tinha. Somos quatro lá em casa, então veio como uma forma de ajudar mesmo”, contou em entrevista à TV Asa Branca Alagoas. Durante o período escolar, Selina percebeu que poderia transformar a habilidade em renda extra. Ela vendia filtros dos sonhos para colegas dentro e fora da escola. “Estudei em um complexo escolar a vida toda, e isso me ajudou muito. Como tinham muitos colégios, eu vendia no meu e também fora. As pessoas viam e acabavam encomendando”, disse. Com o tempo, a ideia de viver da própria arte se fortaleceu, principalmente após experiências fora do estado. As redes sociais foram fundamentais para ampliar o alcance do trabalho e atrair novos clientes. “É muito mais sobre como eu me sinto fazendo isso. O dinheiro é importante, mas vai além. Tem que ter um motivador maior. Não existe nada mais amoroso que um trabalho manual”, afirmou. A virada no negócio veio com a criação das cadeiras reaproveitadas. Segundo a artesã, a proposta surgiu ao enxergar potencial em objetos descartados. “Gosto de pensar fora da caixinha. Comecei a fazer as cadeiras de praia e brincar com as possibilidades, tanto da técnica quanto do que o cliente pede. Gosto de coisas minuciosas, que levam tempo”, explicou. Um dos vídeos mostrando o processo de criação ampliou o alcance do trabalho para outros estados e até fora do país. “A visibilidade foi nacional. Não sei como chegou no Sul, em São Paulo… mas teve gente do mundo todo. Sempre tive o sonho de vender para fora e hoje meus maiores clientes são de fora”, contou. Atualmente, Selina vive exclusivamente da produção artesanal e continua apostando na criatividade e no reaproveitamento como diferencial. Artesã alagoana investe em tendência "Brasil Core" com a proximidade da Copa do Mundo. Reprodução/Redes sociais