Falta de segurança e sem identificação: as falhas no evento de Trump que terminou em pânico em Washington

Escrito em 27/04/2026


Falta de segurança e sem identificação: as falhas no evento de Trump Um jantar tradicional que reúne autoridades e jornalistas na capital dos Estados Unidos terminou em pânico após a tentativa de invasão de um homem armado. O episódio expôs uma série de falhas de segurança no evento que contava com a presença do presidente Donald Trump, integrantes do governo e cerca de 2.500 convidados. O suspeito foi identificado como Cole Tomas Allen, de 31 anos. De acordo com a imprensa americana, ele enviou um manifesto à família pouco antes do ataque. No texto, ele zombava justamente da falta de segurança do hotel. Em reportagem ao Fantástico, a correspondente Raquel Krähenbühl, que estava no jantar, relatou que não havia nenhum tipo de revista ou barreira de segurança nas entradas do evento. Os convidados também não precisavam apresentar documento de identidade para entrar no local. Bastava portar o convite físico. No papel, a orientação era direta: "Por favor, apresente este ingresso para entrar na recepção e no salão de festas". O evento acontecia em um salão localizado dois andares abaixo da entrada principal do hotel. Só nesse percurso intermediário os convidados passavam pelo raio-x de segurança. Foi justamente nesse andar que o atirador acabou preso, perto da escada que dava acesso à porta central do salão. Procurado pela reportagem, o hotel informou que a coordenação da segurança do evento é de responsabilidade do Serviço Secreto, em colaboração com a polícia local e a equipe de segurança do próprio estabelecimento. Histórico e revisão de protocolos Este não é o primeiro incidente envolvendo segurança em eventos com presidentes americanos. Após atentados anteriores — como o que atingiu Ronald Reagan em 1981 — protocolos foram revisados e reforçados. Desta vez, representantes da Associação dos Correspondentes da Casa Branca indicaram que novas mudanças devem ser implementadas. A tendência é que futuras edições do jantar tenham controle mais rigoroso de acesso, incluindo identificação obrigatória e inspeções completas já na entrada do local. Evento cancelado e falhas questionadas Apesar de Trump afirmar que o jantar deve voltar a acontecer em até 30 dias, especialistas em segurança apontam que o episódio levanta questionamentos sérios sobre protocolos adotados em eventos oficiais — especialmente quando jornalistas, autoridades e familiares estão expostos em um mesmo ambiente, sem identificação rígida ou controle efetivo de acesso. O jantar dos Correspondentes da Casa Branca acontece desde 1921 e simboliza uma celebração da liberdade de imprensa. Desta vez, no entanto, o evento terminou expondo que, por trás do glamour e da tradição, a negligência em medidas básicas de segurança quase resultou em uma tragédia de proporções ainda maiores. Falta de segurança e sem identificação: as falhas no evento de Trump que terminou em pânico em Washington Reprodução/TV Globo Veja a reportagem completa no vídeo abaixo: Atirador tenta invadir jantar de gala para assassinar Donald Trump e integrantes do governo dos EUA