Presidente da Petrobras, Magda Chambriard na refinaria da Petrobras Gabriel Passos (REGAP) Washington Alves/Reuters A Petrobras avalia elevar "já, já" o preço da gasolina vendida às distribuidoras, mas quer ter segurança de que o reajuste não comprometerá sua participação no mercado diante da concorrência com o etanol, afirmou nesta terça-feira (12) a presidente da estatal, Magda Chambriard. "Nós estamos agora tratando desse aumento de gasolina, mas sempre de olho no nosso 'market share' e na evolução do mercado do etanol", disse a executiva, em videoconferência com analistas de mercado. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Carros no WhatsApp Isso porque a preocupação da empresa é evitar que um aumento mais forte da gasolina torne o etanol competitivo para o consumidor, reduzindo as vendas do combustível fóssil nos postos. "Nós estamos tratando disso, vai acontecer já um aumento de preço da gasolina, mas nós temos que ter certeza que esse mercado almejado continua nosso." Vídeos em alta no g1 Segundo Chambriard, essa análise se tornou ainda mais importante porque o preço do etanol recuou nos últimos 15 duas, impulsionado pelo avanço da produção e pelo início da safra de cana-de-açúcar. Com o biocombustível mais barato, muitos motoristas podem optar por abastecer com etanol em vez de gasolina, dependendo da diferença de preços entre os dois combustíveis. Reavaliar os preços é 'tarefa' da Petrobras Na véspera, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, admitiu que, diante da disparada do petróleo causada pela guerra no Oriente Médio, há uma necessidade da Petrobras reavaliar continuamente os preços dos combustíveis no Brasil. A declaração foi dada após encontro em Brasília com a presidente da empresa, Magda Chambriard. O governo é o controlador da Petrobras, que também tem ações negociadas na Bolsa de Valores. Questionado se seria possível a estatal segurar por mais tempo a defasagem de 30% no diesel e de 65% na gasolina em relação aos preços internacionais dos produtos, conforme cálculo da Associação Brasileira de Importadores de Combustíveis (Abicom), Durigan afirmou que esse é um "tema da Petrobras". "Eu não discuto isso com a Petrobras. O que eu tenho sentido é que há uma necessidade da Petrobras ir reavaliando esses preços. [...] E o que Estado tem que fazer é, na medida em que a gente vê a guerra aumentando o custo no país, aumentando os preços, tem que se preparar, porque o Brasil não quer ser sócio da guerra", declarou o ministro da Fazenda. *Com informações da agência de notícias Reuters
Petrobras planeja elevar preço da gasolina, mas avalia concorrência com etanol, diz CEO
Escrito em 12/05/2026
Presidente da Petrobras, Magda Chambriard na refinaria da Petrobras Gabriel Passos (REGAP) Washington Alves/Reuters A Petrobras avalia elevar "já, já" o preço da gasolina vendida às distribuidoras, mas quer ter segurança de que o reajuste não comprometerá sua participação no mercado diante da concorrência com o etanol, afirmou nesta terça-feira (12) a presidente da estatal, Magda Chambriard. "Nós estamos agora tratando desse aumento de gasolina, mas sempre de olho no nosso 'market share' e na evolução do mercado do etanol", disse a executiva, em videoconferência com analistas de mercado. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Carros no WhatsApp Isso porque a preocupação da empresa é evitar que um aumento mais forte da gasolina torne o etanol competitivo para o consumidor, reduzindo as vendas do combustível fóssil nos postos. "Nós estamos tratando disso, vai acontecer já um aumento de preço da gasolina, mas nós temos que ter certeza que esse mercado almejado continua nosso." Vídeos em alta no g1 Segundo Chambriard, essa análise se tornou ainda mais importante porque o preço do etanol recuou nos últimos 15 duas, impulsionado pelo avanço da produção e pelo início da safra de cana-de-açúcar. Com o biocombustível mais barato, muitos motoristas podem optar por abastecer com etanol em vez de gasolina, dependendo da diferença de preços entre os dois combustíveis. Reavaliar os preços é 'tarefa' da Petrobras Na véspera, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, admitiu que, diante da disparada do petróleo causada pela guerra no Oriente Médio, há uma necessidade da Petrobras reavaliar continuamente os preços dos combustíveis no Brasil. A declaração foi dada após encontro em Brasília com a presidente da empresa, Magda Chambriard. O governo é o controlador da Petrobras, que também tem ações negociadas na Bolsa de Valores. Questionado se seria possível a estatal segurar por mais tempo a defasagem de 30% no diesel e de 65% na gasolina em relação aos preços internacionais dos produtos, conforme cálculo da Associação Brasileira de Importadores de Combustíveis (Abicom), Durigan afirmou que esse é um "tema da Petrobras". "Eu não discuto isso com a Petrobras. O que eu tenho sentido é que há uma necessidade da Petrobras ir reavaliando esses preços. [...] E o que Estado tem que fazer é, na medida em que a gente vê a guerra aumentando o custo no país, aumentando os preços, tem que se preparar, porque o Brasil não quer ser sócio da guerra", declarou o ministro da Fazenda. *Com informações da agência de notícias Reuters