Comissão de Segurança no Ciclismo pede mudanças em decreto da Prefeitura sobre bikes elétricas e ciclomotores no Rio Integrantes da Comissão de Segurança no Ciclismo do Rio participaram, nesta terça-feira (19), de uma audiência pública na Câmara Municipal e pediram mudanças no decreto da prefeitura que regulamenta a circulação de bicicletas elétricas, patinetes e ciclomotores na cidade. O grupo cobra ajustes nas regras, ampliação da malha cicloviária e reforço na fiscalização. Um mês após a publicação do decreto, flagrantes de irregularidades ainda são frequentes em diferentes regiões da cidade. Nas ruas das zonas Norte e Sul, é possível encontrar bicicletas elétricas na contramão, condutores sem capacete, ciclomotores circulando em ciclovias e ciclistas trafegando pelo lado esquerdo da via, na direção oposta à recomendada pelo Código de Trânsito Brasileiro. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias do RJ em tempo real e de graça Na Rua São Clemente, em Botafogo, ciclistas foram flagrados circulando pelo corredor exclusivo de ônibus do BRS, o que é proibido pelas novas regras. Nas ciclovias e ciclofaixas, a situação também se repete. Em vários pontos, ciclomotores — que devem circular apenas nas ruas — passam em alta velocidade. Vivi Zampieri defendeu mais fiscalização e educação no trânsito Reprodução/TV Globo “A gente precisa de uma educação massiva, pra que as pessoas possam de fato ter uma consciência, e da fiscalização”, afirmou Vivi Zampieri, representante da Comissão de Segurança no Ciclismo. Segundo a Prefeitura do Rio, mais de 22 mil pessoas já foram abordadas em ações educativas desde o início da vigência do decreto. A administração municipal informou ainda que motociclistas flagrados em ciclovias já receberam 115 multas. Apesar disso, nas ruas, o cenário ainda é de desinformação e falta de fiscalização. Bicicleta trafega na contramão Reprodução/TV Globo O que dizem as novas regras O decreto da Prefeitura do Rio estabelece regras para circulação de bicicletas elétricas, patinetes e ciclomotores na cidade. Entre as determinações estão: uso obrigatório de capacete; definição de onde cada tipo de veículo pode circular; limite de velocidade; proibição de ciclomotores em ciclovias e ciclofaixas; exigência de registro, emplacamento e habilitação categoria A para ciclomotores até o fim do ano. Segundo Alexandre Maurell, representante da Comissão de Segurança no Ciclismo, muitos condutores ainda desconhecem as regras. “Muita gente hoje tá desinformada sobre até mesmo qual tipo de veículo ela comprou. Muito mais elas não vão saber onde podem andar, como a gente tem visto muito nas faixas do BRS, que são vias principais, e as pessoas não têm respeitado. E a prefeitura também não tem feito fiscalização”, afirmou. 🟩O g1 Rio está no GloboPop, o novo aplicativo de vídeos curtos verticais da Globo, disponível gratuitamente no seu celular. Lá no app, você pode seguir o palco do g1 Rio para não perder nenhum detalhe. Baixe o GloboPop. Acidente na Tijuca Mãe e criança morrem em acidente na Tijuca Betinho Casas Novas/TV Globo Na Rua Conde de Bonfim, na Tijuca, uma nova ciclovia está sendo construída no canteiro central da via. Foi nesse trecho que Emanoelle Martins de Farias, de 40 anos, e o filho Francisco, de 9 anos, morreram atropelados por um ônibus enquanto andavam de bicicleta elétrica. O acidente acelerou a discussão sobre micromobilidade no Rio e aumentou a pressão por mudanças na infraestrutura cicloviária da cidade. Washington Oliveira criticou a falta de fiscalização nas ruas do Rio Reprodução/TV Globo O entregador Washington Oliveira acredita que a fiscalização ainda é insuficiente. “Esperou um acidente pra fazer a ciclovia. Mas como vai fazer ciclovia? O pessoal não vai andar na ciclovia, não anda em ciclovia. De vez em quando tem fiscalização aí, mas o pessoal sai e continua tudo normal”, disse. Ministério Público questiona decreto Na última sexta-feira (15), o Ministério Público do Rio entrou com uma ação pedindo a suspensão parcial do decreto da Prefeitura. O MP argumenta que o município não poderia alterar classificações já definidas pela legislação federal e questiona a falta de estudos técnicos e de participação popular na elaboração das regras. Segundo o órgão, quase 70% dos acidentes envolvendo esses veículos acontecem em vias sem ciclovias. Durante a audiência pública, integrantes da comissão também defenderam mudanças no texto e cobraram medidas voltadas à preservação da vida no trânsito. O fundador, Raphael Pazos, afirmou que é preciso discutir limites para os veículos elétricos. “Nós temos que ter em mente o pilar fundamental do Código de Trânsito Brasileiro, que é a preservação da vida. Todo mundo tem seus direitos e deveres. O que não podemos é compactuar com cicloelétricos que assumem uma velocidade muito elevada para as infraestruturas cicloviárias e para as calçadas, ameaçando ciclistas e pedestres”, afirmou. Enquanto não há decisão da Justiça sobre o pedido do Ministério Público, o decreto segue em vigor. “A gente vai tentando se adaptar. Eu praticamente já me adaptava, já seguia as mesmas regras porque eu sou ciclista, né? Então a gente procura fazer da melhor forma possível pra não prejudicar o trânsito e nem as pessoas no dia a dia”, afirmou um ciclista. O que diz a Prefeitura do Rio A Prefeitura do Rio informou que ainda não foi notificada sobre a ação do Ministério Público. Sobre a fiscalização, a Secretaria Municipal de Ordem Pública afirmou que as ações em ciclovias e ciclorrotas são realizadas diariamente em parceria com a CET-Rio e a Guarda Municipal. Segundo a pasta, mais de 22 mil pessoas já foram abordadas desde a publicação do decreto.
Comissão de Segurança no Ciclismo cobra mudanças em decreto sobre bikes elétricas e ciclomotores no Rio
Escrito em 20/05/2026
Comissão de Segurança no Ciclismo pede mudanças em decreto da Prefeitura sobre bikes elétricas e ciclomotores no Rio Integrantes da Comissão de Segurança no Ciclismo do Rio participaram, nesta terça-feira (19), de uma audiência pública na Câmara Municipal e pediram mudanças no decreto da prefeitura que regulamenta a circulação de bicicletas elétricas, patinetes e ciclomotores na cidade. O grupo cobra ajustes nas regras, ampliação da malha cicloviária e reforço na fiscalização. Um mês após a publicação do decreto, flagrantes de irregularidades ainda são frequentes em diferentes regiões da cidade. Nas ruas das zonas Norte e Sul, é possível encontrar bicicletas elétricas na contramão, condutores sem capacete, ciclomotores circulando em ciclovias e ciclistas trafegando pelo lado esquerdo da via, na direção oposta à recomendada pelo Código de Trânsito Brasileiro. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias do RJ em tempo real e de graça Na Rua São Clemente, em Botafogo, ciclistas foram flagrados circulando pelo corredor exclusivo de ônibus do BRS, o que é proibido pelas novas regras. Nas ciclovias e ciclofaixas, a situação também se repete. Em vários pontos, ciclomotores — que devem circular apenas nas ruas — passam em alta velocidade. Vivi Zampieri defendeu mais fiscalização e educação no trânsito Reprodução/TV Globo “A gente precisa de uma educação massiva, pra que as pessoas possam de fato ter uma consciência, e da fiscalização”, afirmou Vivi Zampieri, representante da Comissão de Segurança no Ciclismo. Segundo a Prefeitura do Rio, mais de 22 mil pessoas já foram abordadas em ações educativas desde o início da vigência do decreto. A administração municipal informou ainda que motociclistas flagrados em ciclovias já receberam 115 multas. Apesar disso, nas ruas, o cenário ainda é de desinformação e falta de fiscalização. Bicicleta trafega na contramão Reprodução/TV Globo O que dizem as novas regras O decreto da Prefeitura do Rio estabelece regras para circulação de bicicletas elétricas, patinetes e ciclomotores na cidade. Entre as determinações estão: uso obrigatório de capacete; definição de onde cada tipo de veículo pode circular; limite de velocidade; proibição de ciclomotores em ciclovias e ciclofaixas; exigência de registro, emplacamento e habilitação categoria A para ciclomotores até o fim do ano. Segundo Alexandre Maurell, representante da Comissão de Segurança no Ciclismo, muitos condutores ainda desconhecem as regras. “Muita gente hoje tá desinformada sobre até mesmo qual tipo de veículo ela comprou. Muito mais elas não vão saber onde podem andar, como a gente tem visto muito nas faixas do BRS, que são vias principais, e as pessoas não têm respeitado. E a prefeitura também não tem feito fiscalização”, afirmou. 🟩O g1 Rio está no GloboPop, o novo aplicativo de vídeos curtos verticais da Globo, disponível gratuitamente no seu celular. Lá no app, você pode seguir o palco do g1 Rio para não perder nenhum detalhe. Baixe o GloboPop. Acidente na Tijuca Mãe e criança morrem em acidente na Tijuca Betinho Casas Novas/TV Globo Na Rua Conde de Bonfim, na Tijuca, uma nova ciclovia está sendo construída no canteiro central da via. Foi nesse trecho que Emanoelle Martins de Farias, de 40 anos, e o filho Francisco, de 9 anos, morreram atropelados por um ônibus enquanto andavam de bicicleta elétrica. O acidente acelerou a discussão sobre micromobilidade no Rio e aumentou a pressão por mudanças na infraestrutura cicloviária da cidade. Washington Oliveira criticou a falta de fiscalização nas ruas do Rio Reprodução/TV Globo O entregador Washington Oliveira acredita que a fiscalização ainda é insuficiente. “Esperou um acidente pra fazer a ciclovia. Mas como vai fazer ciclovia? O pessoal não vai andar na ciclovia, não anda em ciclovia. De vez em quando tem fiscalização aí, mas o pessoal sai e continua tudo normal”, disse. Ministério Público questiona decreto Na última sexta-feira (15), o Ministério Público do Rio entrou com uma ação pedindo a suspensão parcial do decreto da Prefeitura. O MP argumenta que o município não poderia alterar classificações já definidas pela legislação federal e questiona a falta de estudos técnicos e de participação popular na elaboração das regras. Segundo o órgão, quase 70% dos acidentes envolvendo esses veículos acontecem em vias sem ciclovias. Durante a audiência pública, integrantes da comissão também defenderam mudanças no texto e cobraram medidas voltadas à preservação da vida no trânsito. O fundador, Raphael Pazos, afirmou que é preciso discutir limites para os veículos elétricos. “Nós temos que ter em mente o pilar fundamental do Código de Trânsito Brasileiro, que é a preservação da vida. Todo mundo tem seus direitos e deveres. O que não podemos é compactuar com cicloelétricos que assumem uma velocidade muito elevada para as infraestruturas cicloviárias e para as calçadas, ameaçando ciclistas e pedestres”, afirmou. Enquanto não há decisão da Justiça sobre o pedido do Ministério Público, o decreto segue em vigor. “A gente vai tentando se adaptar. Eu praticamente já me adaptava, já seguia as mesmas regras porque eu sou ciclista, né? Então a gente procura fazer da melhor forma possível pra não prejudicar o trânsito e nem as pessoas no dia a dia”, afirmou um ciclista. O que diz a Prefeitura do Rio A Prefeitura do Rio informou que ainda não foi notificada sobre a ação do Ministério Público. Sobre a fiscalização, a Secretaria Municipal de Ordem Pública afirmou que as ações em ciclovias e ciclorrotas são realizadas diariamente em parceria com a CET-Rio e a Guarda Municipal. Segundo a pasta, mais de 22 mil pessoas já foram abordadas desde a publicação do decreto.