Argentina passa a exigir seguro saúde para estrangeiros Os estrangeiros que não residem na Argentina passarão a pagar por atendimentos médicos não urgentes em hospitais públicos do país, anunciou nesta terça-feira (11) o governo do presidente Javier Milei. A medida, segundo o Executivo, busca combater o chamado "turismo de saúde". ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp Uma resolução publicada no Diário Oficial colocou em prática um decreto de 2025 que alterou a Lei de Migrações. A única exceção prevista é para casos de risco de vida. A medida estabeleceu requisitos mais rígidos para a obtenção de residência e cidadania e determinou expulsões mais rápidas para estrangeiros que cometerem crimes. Além disso, autorizou as universidades nacionais a cobrarem mensalidades de estudantes que não sejam residentes no país. "O atendimento de emergência não será cobrado nem deve ser atrasado por procedimentos burocráticos ou administrativos", afirmou o porta-voz presidencial, Adrián Ravier, durante uma coletiva de imprensa nesta terça-feira. Segundo o Ministério da Saúde, serão atendidos sem demora pacientes com infartos, acidentes vasculares cerebrais (AVC), traumatismos graves, queimaduras extensas e emergências obstétricas, pediátricas ou neonatais, entre outros casos. Já os estrangeiros que não comprovarem residência permanente e precisarem de um tratamento sem urgência deverão ter um seguro de saúde ou pagar o valor total do serviço antes de serem atendidos por um médico. Na Argentina, o atendimento médico e a educação são gratuitos no sistema público. 'Turismo de saúde' O presidente da Argentina, Javier Milei, discursa durante a sessão de abertura da 144ª legislatura do Congresso Nacional, no prédio do Congresso Nacional REUTERS/Agustin Marcarian Durante a coletiva, Ravier afirmou que a medida busca combater os chamados "tours de saúde", nos quais, segundo ele, pessoas viajam para a Argentina, são atendidas em um hospital público e depois retornam ao país de origem. O porta-voz, no entanto, não apresentou detalhes ou números sobre a quantidade de casos desse tipo. A oposição contesta a medida e afirma que ela não tem fundamento. O governo federal só pode determinar regras para os hospitais sob sua responsabilidade. As províncias argentinas têm autonomia para estabelecer suas próprias normas. Algumas províncias que fazem fronteira com outros países, como Jujuy, Salta, Santa Cruz e Mendoza, já cobram determinados serviços de estrangeiros não residentes. Nesta terça-feira, Nicolás Kreplak, ministro da Saúde da província de Buenos Aires, afirmou que estrangeiros não residentes correspondem a "0,4% dos atendimentos de emergência e 0,5% das internações". "O sistema de saúde está sobrecarregado por falta de recursos, não por estrangeiros", disse Kreplak ao portal Infobae sobre a província governada pela oposição peronista. VÍDEOS: agora no g1 Agora no g1
Argentina passa a cobrar atendimento médico de estrangeiros para combater 'turismo de saúde'
Escrito em 11/08/2026
Argentina passa a exigir seguro saúde para estrangeiros Os estrangeiros que não residem na Argentina passarão a pagar por atendimentos médicos não urgentes em hospitais públicos do país, anunciou nesta terça-feira (11) o governo do presidente Javier Milei. A medida, segundo o Executivo, busca combater o chamado "turismo de saúde". ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp Uma resolução publicada no Diário Oficial colocou em prática um decreto de 2025 que alterou a Lei de Migrações. A única exceção prevista é para casos de risco de vida. A medida estabeleceu requisitos mais rígidos para a obtenção de residência e cidadania e determinou expulsões mais rápidas para estrangeiros que cometerem crimes. Além disso, autorizou as universidades nacionais a cobrarem mensalidades de estudantes que não sejam residentes no país. "O atendimento de emergência não será cobrado nem deve ser atrasado por procedimentos burocráticos ou administrativos", afirmou o porta-voz presidencial, Adrián Ravier, durante uma coletiva de imprensa nesta terça-feira. Segundo o Ministério da Saúde, serão atendidos sem demora pacientes com infartos, acidentes vasculares cerebrais (AVC), traumatismos graves, queimaduras extensas e emergências obstétricas, pediátricas ou neonatais, entre outros casos. Já os estrangeiros que não comprovarem residência permanente e precisarem de um tratamento sem urgência deverão ter um seguro de saúde ou pagar o valor total do serviço antes de serem atendidos por um médico. Na Argentina, o atendimento médico e a educação são gratuitos no sistema público. 'Turismo de saúde' O presidente da Argentina, Javier Milei, discursa durante a sessão de abertura da 144ª legislatura do Congresso Nacional, no prédio do Congresso Nacional REUTERS/Agustin Marcarian Durante a coletiva, Ravier afirmou que a medida busca combater os chamados "tours de saúde", nos quais, segundo ele, pessoas viajam para a Argentina, são atendidas em um hospital público e depois retornam ao país de origem. O porta-voz, no entanto, não apresentou detalhes ou números sobre a quantidade de casos desse tipo. A oposição contesta a medida e afirma que ela não tem fundamento. O governo federal só pode determinar regras para os hospitais sob sua responsabilidade. As províncias argentinas têm autonomia para estabelecer suas próprias normas. Algumas províncias que fazem fronteira com outros países, como Jujuy, Salta, Santa Cruz e Mendoza, já cobram determinados serviços de estrangeiros não residentes. Nesta terça-feira, Nicolás Kreplak, ministro da Saúde da província de Buenos Aires, afirmou que estrangeiros não residentes correspondem a "0,4% dos atendimentos de emergência e 0,5% das internações". "O sistema de saúde está sobrecarregado por falta de recursos, não por estrangeiros", disse Kreplak ao portal Infobae sobre a província governada pela oposição peronista. VÍDEOS: agora no g1 Agora no g1